Confira a crítica do filme "Morando com o Crush", comédia romântica brasileira de 2024 disponível para assistir no Telecine

‘Morando com o Crush’ tropeça no roteiro, mas entrega fofura juvenil

Foto: Paris Filmes / Divulgação
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Amores adolescentes sempre renderam boas histórias no cinema, e a fórmula “crush + obstáculos + final (quase) feliz” continua a atrair o público mais jovem. “Morando com o Crush”, novo filme brasileiro dirigido por Hsu Chien, chega chega ao Telecine prometendo justamente isso: leveza, romance e uma pitada de comédia.

Estrelado por Giulia Benite e Vitor Figueiredo, o longa-metragem aposta no carisma juvenil e em uma situação inusitada para contar a história de dois jovens apaixonados que, de repente, viram “irmãos” do dia para a noite.

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Sinopse do filme Morando com o Crush (2024)

Luana (Giulia Benite) é uma adolescente sonhadora, dedicada aos estudos, que nutre uma paixão silenciosa por Hugo (Vitor Figueiredo), seu colega de escola. Quando finalmente criam coragem para se aproximar e marcam o primeiro encontro, uma reviravolta vira o mundo dos dois de cabeça para baixo: seus pais estão namorando — e mais do que isso, decidem morar juntos em uma pequena cidade do interior, levando os filhos para dividir o mesmo teto.

Para piorar, a única escola da cidade exige que novos alunos sejam irmãos gêmeos para conseguir matrícula. Sem opções, Luana e Hugo assumem a identidade de irmãos perante toda a cidade, enquanto escondem os sentimentos que ainda borbulham dentro deles.

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Crítica de Morando com o Crush, do Telecine

“Morando com o Crush” não tenta ser mais do que é: uma comédia romântica adolescente feita para agradar quem busca leveza, risadas e um pouco de drama juvenil. Nesse aspecto, a direção de Hsu Chien acerta ao criar uma atmosfera lúdica, apoiada em locações encantadoras, como a fictícia Iguacupevatibá do Sul — na verdade, a charmosa Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha. O cenário contribui para criar o universo idealizado em que esse amor juvenil floresce.

Giulia Benite e Vitor Figueiredo demonstram química e conduzem bem os momentos de maior intimidade emocional. As cenas em que trocam segredos no quarto ou se aproximam durante a catapora de Hugo são boas ilustrações de como a narrativa tenta capturar a doçura do primeiro amor.

O roteiro: mais fórmulas do que humanidade

Infelizmente, o maior problema do filme está onde deveria haver mais cuidado: o roteiro. Assinado por Sylvio Gonçalves, o texto tropeça na construção das situações e, principalmente, nos diálogos. Tudo acontece rápido demais: do namoro relâmpago entre os pais ao plano mirabolante de fingir serem irmãos gêmeos. A pressa em estabelecer conflitos e resoluções torna a história pouco crível — mesmo dentro da lógica de uma comédia romântica.

Além disso, o roteiro parece ter sido escrito com base em uma cartilha de clichês do gênero, sem a sensibilidade necessária para dar profundidade emocional ou verossimilhança aos personagens. As motivações são frágeis e o timing cômico, muitas vezes, falha.

Personagens que beiram a caricatura

A trama tenta introduzir subtramas para dar densidade ao universo dos protagonistas, como o dilema de Luana sobre o futuro profissional ou os hábitos alimentares distintos das famílias. Mas tudo isso é abordado de forma superficial.

O núcleo dos vizinhos — especialmente Priscila (Júlia Olliver) e sua irmã Teté — passa do cômico para o bizarro. A obsessão da personagem em vigiar os protagonistas com binóculo e câmera, e sua tentativa de desmascará-los, poderia render bons momentos cômicos se tivesse mais sutileza. Mas a execução soa exagerada, quase uma paródia involuntária.

Ed Gama e a tentativa de salvação

Entre os coadjuvantes, apenas Ed Gama consegue trazer um pouco de alívio. Sua breve participação garante risadas genuínas, mesmo com falas que não fazem muito sentido. No clímax do filme, é sua presença que ameniza o caos narrativo e oferece um respiro de leveza e carisma. É uma pena que ele não tenha sido mais aproveitado.

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Conclusão

“Morando com o Crush” é um daqueles filmes que divide opiniões: pode ser um prato cheio para quem busca um passatempo despretensioso e romântico, mas um incômodo para quem espera uma narrativa minimamente coerente e bem desenvolvida. A direção acerta na ambientação e na leveza, e a dupla principal tem carisma, mas o roteiro sabotado por pressa, artificialidade e exagero tira o brilho da história.

Para adolescentes ou nostálgicos que aceitam suspender o senso crítico em nome de um romance fofinho, a experiência pode até valer. Mas para quem espera um roteiro com mais pé no chão e coração verdadeiro, fica difícil engolir tantos absurdos e apressamentos.

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Onde assistir ao filme Morando com o Crush?

O filme está disponível para assistir no Globoplay.

Trailer de Morando com o Crush (2024)

YouTube player

Elenco de Morando com o Crush, do Telecine

  • Giulia Benite
  • Vitor Figueiredo
  • Carina Sacchelli
  • Marcos Pasquim
  • Juliana Alves

Ficha técnica do filme Morando com o Crush

  • Direção: Hsu Chien Hsin
  • Roteiro: Sylvio Gonçalves
  • Gênero: comédia, romance
  • País: Brasil
  • Duração: 90 minutos
  • Classificação: 10 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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