A Bastarda resenha crítica da série Disney+ 2025 Hija del fuego - Flixlândia

[CRÍTICA] 🔥 Vingança à beira do fogo: como ‘A Bastarda’ incendeia o melodrama

Foto: Divulgação / Disney+
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Em meio à vastidão deslumbrante e traiçoeira da Patagônia argentina, estreia no Disney+ uma produção que não tem medo de mergulhar de cabeça no gênero: A Bastarda (Hija del Fuego: La Venganza de la Bastarda). Produzida por Adrián Suar e realizada pela Kapow, a série de 22 episódios com Eugenia “China” Suárez como protagonista é, na essência, um melodrama de vingança com roupagem de thriller policial.

O que a torna digna de nota é justamente a coragem de abraçar essa fórmula clássica, temperando-a com uma alta qualidade de produção, cenários espetaculares e uma protagonista central que, para o bem ou para o mal, carrega a trama nas costas. Não espere um drama de câmera lenta e diálogos sutis; espere uma história que te agarra pelo pescoço com cliffhangers bem colocados e uma fúria silenciosa.

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Sinopse

A trama gira em torno de Clara, a filha ilegítima de um poderoso empresário, que testemunhou o brutal assassinato de sua mãe quando criança em Villa Los Cóndores, uma pequena e coqueta cidade da Patagônia. Dada como morta, ela foge para a Espanha e ressurge anos depois com a nova identidade de Letizia, uma mulher enigmática, fria e calculista. Seu retorno à cidade natal é meticulosamente planejado para um único propósito: vingança.

Aproveitando-se de um acidente de carro, Letizia se infiltra na vida de Fausto (Diego Cremonesi), o braço direito e cúmplice do homem que destruiu sua família. Fausto, corrupto e ganancioso, planeja se apossar da fortuna de seu falecido chefe, mas se apaixona por Letizia, sem saber que ela é a chave para a sua ruína.

Em seu plano, Letizia conta com aliados como Mailén e Nehuén, irmãos que também têm contas a ajustar com o status quo local. O único elemento que pode desviar seu curso é o reencontro com Juan (Joaquín Ferreira), seu amigo de infância que agora é policial.

A série desenrola-se em um universo de segredos, mentiras, alianças inesperadas e crimes brutais, onde a Patagônia se torna o palco de um ajuste de contas épico contra a corrupção de Fausto, sua esposa cúmplice Marichu (Eleonora Wexler), e o comissário Osvaldo (Carlos Belloso).

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Resenha crítica da série A Bastarda

A Bastarda não tenta disfarçar sua natureza. Com 22 episódios, uma quantidade bem incomum para o streaming atual, ela assume abertamente a estrutura de um telenovela. E isso é, surpreendentemente, um ponto forte. A progressão do conflito é clara, o ritmo é acelerado e os cliffhangers são bem executados, garantindo que o espectador seja fisgado do primeiro ao último capítulo.

O roteiro de Leandro Calderone opera com uma lógica de folhetim clássico: revelações anunciadas, rivalidades que todos reconhecem e diálogos que explicam mais do que sugerem. Para quem sente falta de desenvolvimentos mais longos e sinuosos da TV tradicional, essa fidelidade ao formato é um acerto, oferecendo uma experiência de consumo prolongada e satisfatória. A história de amor e vingança é coerente e, quando o ciclo se fecha, o final traz uma sensação de justiça merecida.

A Bastarda resenha crítica da série Disney+ 2025 Hija del fuego - Flixlândia (1)
Foto: Divulgação / Disney+

O eixo central e a força da protagonista

O maior trunfo da série — e, para alguns, pode ser a maior fragilidade — é a performance de Eugenia “China” Suárez como Letizia/Clara. A atriz constrói um personagem forte, ferido e decidido, cuja intensidade se sente em cada olhar, transmitindo beleza, vulnerabilidade e uma ferocidade silenciosa. Sua interpretação é o coração da produção. Juntamente com a atuação sólida e magnética de Eleonora Wexler como Marichu, elas formam uma dupla feminina que eleva o nível da história.

Além disso, a série é uma espécie de Chinaexploitation, onde o jogo consciente com a persona pública da atriz é um dos propósitos da produção. Portanto, é inegável que a figura de Letizia, essa espécie de Kill Bill do melodrama patagônico, é a força motriz que impulsiona o drama.

A Patagônia como personagem

Um acerto indiscutível de A Bastarda é o uso da Patagônia. Filmada em San Martín de los Andes, a geografia não é apenas um pano de fundo, mas um personagem que respira ameaça, beleza e culpa. A aproveita os cenários naturais com uma abordagem que evita o “turismo visual”, transformando as montanhas e lagos em uma metáfora do encarceramento e do silêncio, onde a natureza observa a violência humana.

A produção é de alta qualidade, conseguindo revalorizar o melodrama clássico com um toque moderno e visualmente impactante. Os locais de filmagem são um grande acerto, aportando realismo sem parecerem meros cenários decorativos.

Conclusão

A Bastarda é entretenimento sólido, bem-produzido e ideal para quem aprecia thrillers de vingança com uma forte dose de melodrama. A série cumpre o que promete: uma história de fogo, paixão e justiça pessoal levada ao extremo. Não se trata de uma obra que busca reinventar a roda, mas de uma que executa a fórmula do folhetim com excelência técnica e visual.

A trama tece uma crítica social ao retratar uma comunidade onde a impunidade e a corrupção se confundem com a normalidade, e onde a vingança de Clara/Letizia se torna uma rebelião necessária. Se você está à procura de uma história que te prenda, com atuações intensas e um cenário estonteante, a série de China Suárez é, sem dúvida, um acerto para maratonar no Disney+.

Onde assistir à série A Bastarda?

Trailer de A Bastarda (2025)

YouTube player

Elenco da série A Bastarda

  • Eugenia “China” Suárez
  • Diego Cremonesi
  • Eleonora Wexler
  • Joaquín Ferreira
  • Carlos Belloso
  • Pedro Fontaine
  • Antonella Costa
  • Mariano Saborido
  • Jerónimo Bosia
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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