Confira a crítica da série "A Juíza do Inferno", dorama sul-coreano de 2024 disponível para assistir no Disney+

‘A Juíza do Inferno’ desafia a moralidade em um mundo corrompido

Foto: Disney+ / Divulgação
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A Coreia do Sul continua a se reinventar no universo dos doramas, e “A Juíza do Inferno” prova ser uma produção que desafia as convenções. Misturando elementos de fantasia sombria, suspense judicial e vingança, a série apresenta um conceito instigante e ousado: uma demônia condenada à Terra assume o corpo de uma juíza para punir criminosos impiedosamente.

Com um elenco talentoso liderado por Park Shin-hye e Kim Jae-young, o dorama equilibra momentos de tensão, drama e um romance inesperado, tornando-se uma das produções mais impactantes do ano.

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Sinopse do dorama A Juíza do Inferno (2024)

Kang Bit-na (Park Shin-hye) é uma renomada juíza, conhecida por sua rigidez e imparcialidade, até que é brutalmente assassinada e enviada ao Inferno por engano. Lá, ela se depara com a implacável Justitia (Oh Na-ra), uma demônia encarregada de condenar almas pecadoras. Mas um erro na administração infernal faz com que Justitia seja expulsa e enviada à Terra, onde assume o corpo da própria Kang Bit-na.

Agora, para recuperar seu posto no Inferno, Justitia precisa eliminar 10 assassinos impiedosos que escaparam da justiça humana. Ao seu lado, ela conta com os ajudantes demoníacos Man-do (Kim In-kwon) e A-rong (Kim Ah-young).

No entanto, seu caminho se complica quando ela se depara com Han Da-on (Kim Jae-young), um detetive perspicaz que investiga uma série de mortes misteriosas e começa a suspeitar da juíza. Conforme a relação entre os dois se intensifica, Bit-na precisará decidir entre cumprir sua missão demoníaca ou aceitar sua nova humanidade.

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Crítica da série A Juíza do Inferno, do Disney+

Se há um destaque absoluto em “A Juíza do Inferno”, ele atende pelo nome de Park Shin-hye. Conhecida por interpretar protagonistas geralmente doces e românticas, a atriz se reinventa ao dar vida a uma personagem carismática e cruel, que aplica sua própria versão da justiça. Kang Bit-na é uma figura sádica e sarcástica, que não mede esforços para exterminar criminosos com requintes de crueldade. A expressividade de Shin-hye é impressionante, seja nos momentos de ação coreografada ou nos olhares carregados de cinismo e mistério.

Uma narrativa instigante, mas com excessos

O roteiro de Cho Yi-soo, estreante no gênero, equilibra bem a fantasia e o drama policial, trazendo questionamentos sobre moralidade, justiça e a falibilidade do sistema judicial.

O conceito da história é forte e envolvente, lembrando sucessos como “O Advogado do Diabo” e “Taxi Driver”, mas com uma roupagem sobrenatural. A direção de Park Jin-pyo faz um excelente trabalho ao manter o ritmo da série dinâmico e intenso, sem espaço para enrolação.

No entanto, alguns momentos se tornam repetitivos, principalmente no método de execução de Bit-na, que sempre envolve olhos roxos brilhantes e facadas rápidas. O drama também tenta equilibrar humor com temas sombrios, o que nem sempre funciona. Algumas piadas parecem deslocadas e quebram a atmosfera sombria que a série tenta construir.

Química explosiva entre os protagonistas

A dinâmica entre Kim Jae-young e Park Shin-hye é um dos pontos altos da série. Da-on é um detetive determinado, mas constantemente desarmado pela irreverência de Bit-na. O relacionamento deles evolui de desconfiança para uma atração irresistível, e os momentos em que interagem são carregados de tensão e humor afiado. O clichê “inimigos que se apaixonam” é explorado de forma satisfatória, embora a resolução romântica no final tenha sido um tanto apressada.

Violência e justiça implacável

Outro ponto que torna “A Juíza do Inferno” um drama marcante é sua abordagem sem rodeios sobre a justiça. Diferente de outras séries que se prendem à burocracia legal, aqui os criminosos pagam na mesma moeda. As cenas de vingança de Bit-na são brutais, satisfazendo quem gosta de ver “justiça” sendo feita.

No entanto, essa abordagem também levanta questões morais: até que ponto é correto responder violência com violência? A série não aprofunda muito essa discussão, optando por um caminho mais simplista de “olho por olho”.

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Conclusão

“Juíza do Inferno” é um dorama envolvente, com atuações marcantes e uma história intrigante. Embora peque por algumas repetições narrativas e excesso de exibição gráfica, sua mistura de fantasia, suspense, vingança e romance cria uma experiência única. O destaque absoluto fica por conta de Park Shin-hye, que entrega uma das melhores atuações de sua carreira.

Se você gosta de dramas com protagonistas fortes, dilemas morais e sequências de ação intensas, “Juíza do Inferno” é uma escolha certeira. Agora, resta torcer para que uma segunda temporada nos traga ainda mais do universo infernal de Kang Bit-na.

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Onde assistir ao dorama A Juíza do Inferno?

A série está disponível para assistir no Disney+.

Trailer de A Juíza do Inferno (2024)

YouTube player

Elenco de A Juíza do Inferno, do Disney+

  • Park Shin-hye
  • Kim Jae-young
  • Kim Young-ok
  • Kim A-young
  • Park Ji-hoon
  • Kim In-kwon
  • Kim Hye-hwa
  • Lee Joong-ok
  • Choi Dong-goo
  • Kim Jae-hwa

Ficha técnica da série A Juíza do Inferno

  • Título original: Jiokeseo on Pansa / The Judge from Hell
  • Gênero: drama, policial, terror, fantasia
  • País: Coreia do Sul
  • Ano: 2024
  • Temporada: 1
  • Episódios: 14
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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