All Her Fault resenha crítica da série Prime Video 2026 Flixlândia (1)

[CRÍTICA] ‘All Her Fault’: o pesadelo de toda mãe e o retorno triunfal de Sarah Snook

Foto: Divulgação
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Se você ainda sente viuvez de Succession e, especificamente, da complexidade de Shiv Roy, o Prime Video trouxe um alento – ou melhor, um novo motivo para roer as unhas através do Peacock. Sarah Snook está de volta às telas em All Her Fault, uma adaptação do best-seller de Andrea Mara (2021). Mas, desta vez, as intrigas corporativas dão lugar ao pânico doméstico mais puro e cru.

A série tenta se equilibrar naquela linha tênue entre o suspense viciante estilo Big Little Lies e o drama familiar carregado, explorando o que acontece quando a segurança da classe alta americana é perfurada por um evento impensável. É imperfeita? Sim. Mas consegue te prender? Absolutamente.

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Sinopse

A premissa é o combustível de pesadelos parentais instantâneos. Marissa Irvine (Sarah Snook), uma gestora de patrimônio rica e bem-sucedida de Chicago, chega para buscar seu filho de cinco anos, Milo, em um “playdate” na casa de uma nova amiga da escola, Jenny (Dakota Fanning).

A tensão explode nos primeiros minutos: ao tocar a campainha no endereço fornecido, a mulher que atende não é Jenny. Ela nunca ouviu falar de Jenny, da babá Carrie (Sophia Lillis) ou de Milo. O menino sumiu. O rastreador eletrônico dele é encontrado esmagado no estacionamento da escola e o número de telefone de Jenny foi desconectado. O que começa como um engano logístico rapidamente se transforma em um sequestro sem pedido de resgate, onde todos ao redor de Marissa – incluindo seu marido Peter (Jake Lacy) – parecem esconder segredos obscuros.

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Resenha crítica da série All Her Fault

A sombra de Shiv Roy e o elenco estelar

É impossível olhar para Marissa Irvine e não ver traços de Siobhan Roy. Ambas são ricas, vestem guarda-roupas neutros de “luxo silencioso” e exalam poder. No entanto, Snook rapidamente dissipa essa comparação ao entregar uma performance visceral de uma mãe em colapso. Enquanto Shiv reprimia, Marissa transborda pânico e dor. É um show de atuação que, por si só, justifica a maratona, mesmo quando o roteiro não ajuda.

O elenco de apoio é pesado. Jake Lacy, que já virou o “cara de confiança” para interpretar o americano padrão que esconde segredos (vide The White Lotus e Segredos de Família), faz aqui o papel de Peter, o marido de Marissa. Ele entrega aquele mix perfeito de bom moço e “algo está errado”.

Temos também Dakota Fanning como a outra mãe, Jenny, carregando uma culpa palpável, e Michael Peña como o Detetive Alcaras, que traz uma sensibilidade rara ao arquétipo do policial, ancorada por sua própria trama pessoal com um filho com necessidades especiais.

All Her Fault 2026 resenha crítica da série Prime Video Flixlândia
Foto: Divulgação

Homens incompetentes e a culpa feminina

O título da série, All Her Fault (“Tudo Culpa Dela”), não é sutil. A produção martela a ideia de como as mulheres – especificamente mães que trabalham fora – são penalizadas e julgadas. A série explora a “incompetência armada” dos maridos de uma forma que fará muitas espectadoras gritarem com a tela.

Temos maridos como Richie (Thomas Cocquerel), que age como uma criança grande exigindo “tempo para si”, e Peter, cuja necessidade de controle beira o obsessivo. Em contrapartida, as mulheres carregam o mundo nas costas.

A amizade que surge entre Marissa e Jenny no meio da tragédia é um dos pontos altos, mostrando como o trauma compartilhado e o julgamento social (como o da presidente da associação de pais) podem unir mães em desespero. É uma crítica social válida, embora, por vezes, a série perca a mão e transforme os personagens masculinos em caricaturas de vilões domésticos.

Ritmo, reviravoltas e a “Austrália de Chicago”

A série tem oito episódios e, sejamos honestos, poderia ter menos. O começo é eletrizante e joga você direto no problema, mas o meio da temporada sofre com problemas de ritmo, andando em círculos e apresentando pistas falsas temáticas, como os problemas de vício do irmão de Peter ou do sócio de Marissa, Colin (Jay Ellis).

Além disso, para os olhos mais atentos, é engraçado notar como a produção tenta vender a Austrália (onde foi filmada) como se fosse o inverno do meio-oeste americano, apesar dos amplos espaços ao ar livre denunciarem o contrário.

A trama, adaptada por Megan Gallagher, segue a escola de reviravoltas mirabolantes. Quando as revelações finais chegam, elas vêm rápidas e, em alguns casos, beiram o absurdo. A motivação por trás do sequestro, ligada à babá Carrie, depende de informações retidas por tanto tempo que, quando surgem, parecem um tanto aleatórias e “forçadas”.

Conclusão

All Her Fault é aquele tipo de suspense que você assiste sabendo que está sendo manipulado, mas não consegue parar. É uma mistura de The Undoing com um toque processual, elevado significativamente pela presença magnética de Sarah Snook.

A série tropeça ao tentar ser um comentário social profundo sobre classe e maternidade – às vezes soando moralista demais ou óbvia demais em suas mensagens feministas –, mas funciona muito bem como um thriller de aeroporto transformado em TV.

Se você gosta de ver gente rica sofrendo em casas bonitas enquanto tenta desvendar quem é o verdadeiro vilão, essa é a sua próxima pedida. Só não espere a coerência de Succession; aqui, o caos reina.

Onde assistir à série All Her Fault?

Trailer de All Her Fault (2026)

YouTube player

Elenco da série All Her Fault

  • Sarah Snook
  • Jake Lacy
  • Sophia Lillis
  • Michael Pena
  • Dakota Fanning
  • Thomas Cocquerel
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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