Crítica do filme brasileiro Apanhador de Almas (2025) - Flixlândia

‘Apanhador de Almas’ transita no limiar entre o medo e o riso

Filme brasileiro estreia nos cinemas nesta quinta (18)

Foto: Retrato Filmes / Primeiro Plano / Divulgação
Compartilhe

Em meio a um cenário cinematográfico brasileiro onde o gênero terror ainda busca seu espaço, a chegada de “Apanhador de Almas” é um evento notável. Dirigido e roteirizado por Fernando Alonso e Nelson Botter Jr., o filme se propõe a explorar o medo a partir de uma lenda popular, enquanto tenta pavimentar o caminho para mais produções nacionais do gênero.

Com um elenco majoritariamente feminino e uma trama que se inspira no universo de H.P. Lovecraft, o longa promete uma experiência que, embora nem sempre acerte no terror, se mostra intrigante em outros aspectos.

➡️ Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

Durante um raro eclipse solar, quatro amigas aprendizes na arte da bruxaria – interpretadas por Klara Castanho, Duda Reis, Jessica Córes e Larissa Ferrara – viajam para uma casa isolada com o objetivo de testemunhar um ritual sobrenatural. O que seria uma experiência mística e controlada rapidamente se transforma em um pesadelo quando uma criatura de outra dimensão é invocada, prendendo-as em um jogo sádico de vida ou morte.

A entidade, conhecida como o Apanhador de Almas, impõe uma escolha terrível: apenas uma delas poderá ser libertada, forçando as amigas a lutarem por sua sobrevivência em uma disputa vital que as fará questionar seus laços e a própria moralidade.

➡️ Siga o Flixlândia no WhatsApp e fique por dentro das novidades de filmes, séries e streamings

Crítica

Um dos pontos mais curiosos de “Apanhador de Almas” é a sua relação com o gênero que o define. Embora seja categorizado como terror, o filme não se apoia pesadamente em sustos ou na construção de um clima de pavor constante. Na verdade, ele parece ciente de suas limitações nesse aspecto e opta por uma abordagem mais leve.

A inclusão de um alívio cômico serve não apenas para descontrair a audiência, mas também para dinamizar a narrativa, fazendo com que os pouco mais de 90 minutos de duração passem de maneira fluida. Essa escolha, mesmo que diminua o impacto como filme de terror, o transforma em uma obra de entretenimento mais ampla, que não se leva excessivamente a sério.

➡️ Acompanhe o Flixlândia no Google Notícias e fique por dentro do mundo dos filmes e séries do streaming

Cena do filme brasileiro Apanhador de Almas (2025) - Flixlândia
Foto: Retrato Filmes / Primeiro Plano / Divulgação

Antagonismo e o jogo psicológico

O enredo ganha fôlego quando a ameaça se volta para a dinâmica do grupo. Com a imposição do Apanhador de Almas, a luta por sobrevivência instiga a curiosidade do espectador, que é levado a se perguntar quem sairá vitorioso desse embate

O destaque da trama é a personagem de Isabela, que assume o papel de antagonista de forma convincente. A disputa entre as amigas se torna o motor da narrativa, e é fascinante observar como a desesperança e o medo corroem os laços de amizade, expondo a natureza humana em situações-limite.

A transição da personagem, que precisou ser interpretada por duas atrizes diferentes (Priscila Sol e, posteriormente, Larissa Ferrara, que a substituiu devido a problemas de saúde de Sol), é manejada de forma surpreendentemente natural e não quebra a fluidez da história, o que merece ser aplaudido.

➡️ O absoluto terror de enfrentar o maior predador que existe em ‘Animais Perigosos’
➡️ ‘Velocidade Total’ mistura ação e comédia com o freio de mão puxado
➡️ ‘A Longa Marcha – Caminhe ou Morra’ é assustadoramente atual

A aposta no terror nacional

O filme não é apenas uma história isolada, mas parte de um movimento maior de fortalecimento do cinema brasileiro em gêneros populares. Em entrevista recente, os diretores Fernando Alonso e Nelson Botter Jr. ressaltaram a importância de se investir em produções de gênero, que, segundo eles, combinam identidade cultural com uma linguagem universal, podendo assim, alcançar um público mais amplo.

“Apanhador de Almas” chega às telas como apenas o segundo terror nacional de 2025, um indicativo da escassez do gênero. Essa aposta, apoiada por um forte elenco feminino, busca mostrar que o Brasil tem potencial para produzir histórias de horror que dialogam com o imaginário popular e os medos universais.

➡️ Quer saber mais sobre filmes, séries e streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo InstagramXTikTok e YouTube, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Conclusão

“Apanhador de Almas” é um esforço louvável de diretores e produtores em expandir o panorama do terror no Brasil. Embora não seja o filme mais assustador, ele compensa a falta de sustos com uma narrativa envolvente, que se beneficia de um bom ritmo e um humor leve. A história da luta interna entre as amigas e o desenvolvimento da antagonista Isabela são os pontos altos da produção.

O filme é uma prova de que, com a aposta certa em talentos e em histórias que ressoam com o público, o cinema de gênero nacional pode encontrar seu lugar e prosperar, fortalecendo a indústria e oferecendo ao espectador brasileiro mais opções além do drama e da comédia.

Onde assistir ao filme Apanhador de Almas?

O filme estreia nesta quinta-feira, 18 de setembro de 2025, nos cinemas brasileiros.

Veja o trailer de Apanhador de Almas (2025)

YouTube player

Quem está no elenco do filme Apanhador de Almas?

  • Klara Castanho
  • Jéssica Córes
  • Angela Dippe
  • Duda Reis
  • Larissa Ferrara
  • Priscila Sol  
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
‘Love Me, Love Me’ o que sabemos sobre a adaptação do tórrido romance que promete abalar as estruturas no streaming (1)
Críticas

Nem tudo é o que parece: uma análise sincera de ‘Love Me, Love Me’

Sejamos honestos: quem resiste a um bom drama adolescente ambientado em escolas...

A Cela dos Milagres 2026 crítica do filme da Netflix - Flixlândia (1)
Críticas

‘A Cela dos Milagres’ é um misto de lágrimas e clichês

Se você abriu a Netflix nesta sexta-feira (13), provavelmente deu de cara...

Caju, Meu Amigo crítica do filme do Globoplay 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Caju, Meu Amigo’: entre o afeto canino e as cicatrizes de uma tragédia

Falar sobre tragédias recentes é sempre caminhar em um campo minado, e...

A Sapatona Galáctica 2026 crítica do filme animação - Flixlândia
Críticas

‘A Sapatona Galáctica’ é uma joia do cinema indie que transborda originalidade

A Sapatona Galáctica (um título que, por si só, já convida ao...

Confira a resenha crítica do filme Caminhos do Crime (Crime 101), suspense de 2026 com Chris Hemsworth, Halle Berry e Mark Ruffalo
Críticas

‘Caminhos do Crime’: quando torcer pelo bandido parece a escolha mais fácil

Olá, meu caro apreciador de blockbusters! Bem-vindo! Baseado em Crime 101 (título...

O Morro dos Ventos Uivantes 2026 crítica do filme Flixlândia
Críticas

‘O Morro dos Ventos Uivantes’ (2026): paixão em excesso como linguagem

Dirigido por Emerald Fennell, O Morro dos Ventos Uivantes (2026) propõe uma...

Meu Amor É Um Príncipe 2017 crítica do filme Netflix Flixlândia
Críticas

‘Meu Amor É Um Príncipe’: química do casal vale o seu tempo na Netflix

Sabe aqueles dias em que a realidade pesa um pouco e tudo...

The Rose Come Back to Me crítica do documentário 2026 Flixlândia
Críticas

‘The Rose: Come Back To Me’ funciona como um abraço caloroso para os fãs

The Rose: Come Back to Me é um documentário imersivo sobre a...