E aí, maratonistas de plantão! A HBO Max acabou de soltar no catálogo a sua primeira produção original alemã, Banksters. Trazendo na bagagem produtores de peso que já entregaram sucessos como 4 Blocks, a expectativa para esse lançamento estava nas alturas.
A premissa de juntar jovens aprendizes de bancários armando um assalto parecia a receita perfeita para um hit. Mas será que esse thriller criminal consegue manter o tal “padrão HBO” de qualidade logo de cara? Spoiler: esse primeiro episódio entra em campo tropeçando na própria ambição.
Sinopse
O episódio piloto, que leva o título de “Yusuf”, nos joga direto em Berlim, no ano de 2004. A gente logo conhece o protagonista que dá nome ao capítulo: Yusuf (Eren M. Güvercin), um garoto prodígio com notas quase perfeitas no colégio, que decide seguir o caminho “careta” e se tornar aprendiz de bancário. O motivo real? Ele descobre que o pai está atolado em dívidas e tenta usar o sistema de dentro para fora para salvar a família.
O problema é que as coisas fogem do controle, e a série já começa com Yusuf sendo preso no meio de um jogo de futebol, logo depois de marcar um golaço de falta, sob a acusação de ter roubado milhões do próprio banco em que trabalha.
A partir daí, a história se divide: no presente, ele está na delegacia fazendo a linha “lei do silêncio” e se recusando a entregar os comparsas para um policial esquentadinho, enquanto no passado, os flashbacks mostram como ele chegou nesse ponto. Correndo por fora, vemos a irmã dele, Selda, fazendo de tudo para descobrir quem traiu Yusuf e tentar recuperar a grana para limpar a barra do garoto.
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Crítica
Visual de milhões, mas cadê a alma?
Não dá para negar que a produção é bonita e super polida. Banksters tem aquele visual de produto de alto orçamento (“Hochglanz-Optik”) que enche os olhos no início. No entanto, ao longo dos quase 60 minutos da estreia, bate uma sensação de que a série é um produto fabricado à força em um laboratório para tentar agradar a maior quantidade de pessoas possível.
Os criadores tentam misturar gêneros demais em um caldeirão só: é um pouco de ação de assalto, um toque de drama de amadurecimento, conflitos familiares e ainda tenta enfiar uma crítica ao sistema financeiro. O resultado? A série atira para todo lado e perde o foco, entregando algo sem uma identidade marcante.

O elenco salva a pátria
Se tem um pilar que segura esse primeiro episódio para não desmoronar de vez, são os atores. Eren M. Güvercin manda muito bem como Yusuf, entregando um personagem inteligente, mas com aquela dose certa de prepotência de quem acha que é mais esperto que todo mundo na sala.
A molecada que trabalha com ele, como o nerd falsificador Steven (Michelangelo Fortuzzi) e a entediada Melanie (Maria Dragus), também apresenta atuações bem sólidas, mesmo com o roteiro não ajudando muito. Mas quem realmente rouba a cena, de um jeito bem cômico e irritante, é o investigador Kramer, vivido por David Ruland. Ele faz um policial corrupto, amador e descontrolado que acaba sendo super divertido e caótico de se acompanhar na tela.
Roteiro confuso e forçação de barra
A narrativa escolhe um caminho arriscado de ficar pulando loucamente entre o presente (Yusuf preso) e o passado (o planejamento do crime), tentando explicar como um esqueminha bobo de fraude de cartão de crédito escalou para assaltos a banco. Essa montagem prejudica muito o ritmo, que demora demais para engrenar e deixa a história meio arrastada.
Além disso, a tentativa de criticar o capitalismo é tão sutil quanto uma marretada. A série divide o mundo de forma muito maniqueísta: os banqueiros e policiais são todos canalhas sem escrúpulos, enquanto os jovens assaltantes são quase heróis romantizados. Isso gera alguns diálogos engessados que chegam a dar uma certa vergonha alheia de ouvir.
Outro ponto curioso é a ambientação em 2004: a vibe “anos 2000” parece meio forçada só para surfar na nostalgia do momento, já que muitos dos cenários luxuosos e dinâmicas parecem modernos demais para convencer que estamos mesmo há duas décadas no passado.
Conclusão
Resumindo a ópera, o episódio piloto de Banksters não é aquele soco no estômago que te faz implorar pelo próximo capítulo. A série claramente se inspira no humor ácido de produções consagradas como O Lobo de Wall Street ou no ritmo insano do hit alemão Como Vender Drogas Online (Rápido), mas acaba tropeçando na própria execução e entregando uma introdução um tanto vazia.
Tem potencial de melhora? Talvez, principalmente pelo talento do elenco principal. Porém, como a HBO Max escolheu um lançamento com episódios semanais, essa estreia não deixou aquele gancho viciante que te obriga a voltar na semana que vem para ver o que acontece.
Onde assistir à série Banksters?
Trailer de Banksters (2026)
Elenco de Banksters, da HBO Max
- Numan Acar
- Eren M. Güvercin
- Merlin Von Garnier














