Confira a crítica do filme "Canina", comédia de terror de 2024 com Amy Adams disponível para assistir no Disney+.

‘Canina’, quando é preciso latir para ser ouvida

Foto: Divulgação
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“Canina” é uma obra que se insere em uma crescente onda de filmes que exploram, sem idealização excessiva, a ambivalência da maternidade. Baseado no romance de Rachel Yoder, o longa dirigido por Marielle Heller utiliza elementos de comédia, drama e fantasia para retratar as dificuldades dessa experiência.

Com uma atuação visceral de Amy Adams, o filme investiga o impacto da maternidade sobre a identidade e os desejos femininos de uma maneira surreal e provocadora.

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Sinopse do filme Canina (2024)

Na trama, acompanhamos a jornada de uma mulher (Amy Adams) que, ao abandonar sua carreira artística para cuidar do filho, sente-se aprisionada em uma rotina exaustiva. Seu marido (Scoot McNairy) trabalha fora da cidade, deixando-a sozinha com as responsabilidades do lar.

Sobrecarregada, ela começa a manifestar comportamentos incomuns, percebendo transformações físicas que a aproximam de um cachorro. Aos poucos, sua realidade se mistura com a fantasia, questionando os limites entre a natureza humana e o instinto animal.

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Crítica de Canina, do Disney+

A maior força de “Canina” reside na abordagem não convencional da maternidade. Marielle Heller constrói uma narrativa que expõe, sem rodeios, as pressões sociais impostas às mulheres que assumem o papel de mãe. A direção aposta em uma estética que transita entre o realismo e o surrealismo, utilizando a transformação da protagonista em uma metáfora para as expectativas irreais que a sociedade impõe sobre a maternidade.

Amy Adams entrega uma atuação corajosa, equilibrando momentos de humor físico e tensão psicológica. A atriz explora a fragilidade e a força da personagem de forma autêntica, trazendo camadas de emoção que tornam a história ainda mais impactante. Entretanto, o filme, por vezes, subestima o espectador ao explicar de forma excessiva certos aspectos da narrativa, comprometendo a sutileza que poderia potencializar a reflexão.

Outro ponto de destaque é a ausência de nomes para os personagens principais, reforçando a ideia de que essa história pode ser a de qualquer mulher. A solidão e a pressão que a protagonista enfrenta são compartilhadas por suas amigas, criando um retrato fiel e universal da maternidade moderna. A trilha sonora e a fotografia contribuem para o tom surreal da trama, enfatizando a dualidade entre a realidade e a fantasia.

No entanto, “Canina” tropeça em alguns clichês, especialmente na representação do marido como uma figura apática e distante. Embora essa abordagem seja válida para destacar o peso desigual da parentalidade, falta profundidade ao personagem, que poderia trazer nuances adicionais à narrativa.

Conclusão

“Canina” é um filme que provoca reflexões profundas sobre o papel da mulher na maternidade e sua relação com a própria identidade. Marielle Heller e Amy Adams entregam uma obra que, apesar de alguns excessos explicativos, captura com intensidade as dificuldades da experiência materna.

Com uma mistura de humor, drama e fantasia, o longa dialoga diretamente com as mulheres que enfrentam as pressões sociais do dia a dia, mostrando que, por vezes, o caminho para reencontrar-se passa por abraçar o inesperado. “Canina” é uma ode à resistência e às contradições da maternidade, deixando uma mensagem clara: às vezes, é preciso latir para ser ouvida.

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Onde assistir ao filme Canina?

O filme está disponível para assistir no Disney+.

Trailer de Canina (2025)

YouTube player

Elenco de Canina, do Disney+

  • Amy Adams
  • Scoot McNairy
  • Arleigh Snowden
  • Emmett Snowden
  • Jessica Harper
  • Zoë Chao
  • Mary Holland
  • Archana Rajan

Ficha técnica do filme Canina

  • Título original: Nightbitch
  • Direção: Marielle Heller
  • Roteiro: Marielle Heller, Rachel Yoder
  • Gênero: comédia, terror
  • País: Estados Unidos
  • Duração: 101 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Giselle Costa Rosa

Navegando nas águas do marketing digital, na gestão de mídias pagas e de conteúdo. Já escrevi críticas de filmes, séries, shows, peças de teatro para o sites Blah Cultural e Ultraverso. Agora, estou aqui em um novo projeto no site Flixlândia.

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