Cena de "Capitão América 4: Admirável Mundo Novo", filme que estreou em 13 de fevereiro de 2025 - Confira a crítica

‘Capitão América 4: Admirável Mundo Novo’, um retorno sem força ao MCU

Foto: Marvel / Disney / Divulgação
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Depois de anos de inconsistência no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), “Capitão América 4: Admirável Mundo Novo” chegou com a promessa de restaurar a essência do estúdio e consolidar Sam Wilson (Anthony Mackie) como o novo portador do escudo.

No entanto, apesar das expectativas e do potencial narrativo, o filme se perde entre subtramas desconexas, um protagonista pouco explorado e um excesso de elementos reciclados do próprio MCU. O resultado é uma história genérica que carece de identidade própria.

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Sinopse do filme Capitão América 4: Admirável Mundo Novo

Sam Wilson, agora oficialmente o Capitão América, precisa enfrentar uma nova ameaça: uma conspiração internacional envolvendo a descoberta do adamantium na Ilha Celestial e os interesses do governo dos EUA, liderado pelo presidente Thaddeus “Thunderbolt” Ross (Harrison Ford).

Ao lado de Joaquin Torres (Danny Ramirez), o novo Falcão, Sam embarca em uma missão para impedir que o metal caia nas mãos erradas. No caminho, ele se depara com velhos inimigos, incluindo o retorno de Samuel Sterns, o Líder (Tim Blake Nelson), e a ascensão de uma organização criminosa liderada por Coral (Giancarlo Esposito). A história tenta equilibrar o thriller político com a ação super-heroica, mas falha em ambos os aspectos.

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Crítica de Capitão América 4: Admirável Mundo Novo (2025)

A maior falha de “Admirável Mundo Novo” é a sua incapacidade de dar protagonismo ao próprio Capitão América. O filme, que deveria consolidar Sam Wilson no papel, acaba sendo dominado pela presença de Ross e sua transformação no Hulk Vermelho. A história se volta tanto para a política de bastidores do governo dos EUA e para os conflitos internacionais que Sam muitas vezes parece um coadjuvante em sua própria narrativa.

Harrison Ford rouba a cena

Anthony Mackie entrega uma atuação segura, mas o roteiro não lhe dá material suficiente para desenvolver o peso emocional que o personagem merece. A tentativa de destacar Sam como um herói sem superpoderes, baseado apenas em sua força de vontade e habilidades, é um conceito interessante, mas executado sem profundidade. A dúvida sobre seu papel como sucessor de Steve Rogers nunca é trabalhada com verdadeira intensidade, tornando sua jornada previsível e sem impacto.

Por outro lado, Harrison Ford rouba a cena como Ross. Seu personagem é o centro das atenções, trazendo um peso dramático que falta ao protagonista. A forma como a narrativa conduz sua transformação no Hulk Vermelho é previsível, mas sua presença imponente e o conflito interno do personagem garantem alguns dos momentos mais memoráveis do longa.

Giancarlo Esposito também brilha como o misterioso Coral, líder da Serpente. A sua presença no filme adiciona um tom de suspense e perigo, algo que poderia ter sido melhor aproveitado se não fosse ofuscado pelo excesso de subtramas e exposições desnecessárias. Seu talento é inegável, mas o roteiro o reduz a um vilão secundário sem grande impacto.

Didatismo excessivo

Outro problema recorrente é a insistência da Marvel em explicar tudo de maneira didática. O filme abusa de diálogos expositivos para garantir que o público entenda cada detalhe da trama, tornando algumas cenas cansativas. Essa tendência de subestimar a audiência acaba tirando a dinâmica da narrativa, tornando-a mecânica e previsível.

No quesito técnico, “Admirável Mundo Novo” também decepciona. As cenas de ação carecem de criatividade e impacto. A coreografia das lutas, que em O Soldado Invernal eram fluidas e marcantes, aqui são genéricas e esquecíveis. As cenas de voo de Sam e Torres, que deveriam ser espetaculares, são prejudicadas pelo CGI inconsistente. A batalha final, ambientada em uma Washington artificialmente criada por computação gráfica, é especialmente decepcionante e tira o peso emocional do clímax.

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Conclusão

“Capitão América 4: Admirável Mundo Novo” tenta trazer de volta o espírito dos primeiros filmes do MCU, mas falha ao não encontrar sua própria identidade. O excesso de subtramas e a falta de foco no protagonista transformam o longa em uma experiência genérica e pouco memorável. Embora Anthony Mackie tenha carisma, ele é ofuscado por coadjuvantes, e sua jornada como novo Capitão América não tem o peso que deveria.

Ainda assim, o filme pode agradar aqueles que buscam apenas mais uma história no universo Marvel sem grandes expectativas. O elenco talentoso, em especial Harrison Ford e Giancarlo Esposito, sustenta o filme em seus momentos mais fracos. No entanto, para quem esperava um renascimento do MCU ou um thriller político envolvente, “Admirável Mundo Novo” se mostra uma tentativa frustrada de recuperar a glória do passado.

No fim, o filme funciona como um entretenimento descartável dentro da franquia, mas está longe de ser um marco na história do Capitão América ou do MCU. O mundo pode até ser “admirável”, mas a nova fase da Marvel ainda tem um longo caminho até recuperar o prestígio perdido.

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Onde assistir ao filme Capitão América 4: Admirável Mundo Novo?

O filme está disponível para assistir nos cinemas.

Trailer de Capitão América 4: Admirável Mundo Novo (2025)

YouTube player

Elenco do filme Capitão América 4: Admirável Mundo Novo

  • Anthony Mackie
  • Harrison Ford
  • Danny Ramirez
  • Shira Haas
  • Carl Lumbly
  • Tim Blake Nelson
  • Giancarlo Esposito
  • Xosha Roquemore
  • Jóhannes Haukur Jóhannesson
  • William Mark McCullough

Ficha técnica de Capitão América 4: Admirável Mundo Novo

  • Título original: Captain America: Brave New World
  • Direção: Julius Onah
  • Roteiro: Rob Edwards, Malcolm Spellman, Dalan Musson
  • Gênero: aventura, ação
  • País: Estados Unidos
  • Duração: 118 minutos
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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