Confira a crítica da série "Casada, mas", dorama taiwanês de 2025 disponível para assistir no catálogo da Netflix

‘Casada, mas…’: será que o amor sobrevive a todos os poréns?

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

A Netflix tem investido cada vez mais em produções asiáticas que fogem do clichê e abordam temáticas complexas com um toque de humor e realismo. “Casada, mas”, dorama taiwanês dirigido por Li Nien-hsiu, é um exemplo claro dessa tendência.

Misturando comédia romântica e drama, a trama explora os desafios da vida matrimonial através do olhar de Lin I-ling (Alice Ko), uma mulher que, depois de três anos casada, se vê dividida entre as expectativas familiares e suas próprias necessidades emocionais. Mas será que o amor sobrevive a tantos “mas”?

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse do dorama Casada, mas (2025)

Lin I-ling e Zeng Xue-you (Jasper Liu) formam um casal que, aos olhos dos outros, parece perfeito. No entanto, a convivência com os sogros e a dependência emocional de Xue-you em relação à mãe tornam a relação desgastante. Sentindo-se presa e sem espaço para si mesma, I-ling considera o divórcio frequentemente, mas hesita ao relembrar os momentos bons do casal.

Tudo muda quando ela se cadastra, por razões profissionais, em um aplicativo de namoro e acaba se conectando com um homem misterioso que parece compreendê-la perfeitamente. Ao mesmo tempo, Xue-you se aproxima de uma colega de trabalho, Chen Hsiao-lu (Pipi Yao), uma mãe solo que vê nele a figura paterna que seu filho nunca teve. O casamento deles sobreviverá a essas tentações ou ambos decidirão seguir caminhos diferentes?

Você também pode gostar disso:

+ ‘Origem’ continua intrigante e aterrorizante em sua terceira temporada

+ ‘Um Amor de Cinema’, um dorama sobre amor, sétima arte e redenção

+ ‘Ruptura’ [T2E5] estabelece novos conflitos, aprofunda relações e expande os mistérios

Crítica da série Casada, mas, da Netflix

“Casada, mas…” não se contenta em ser apenas uma comédia romântica fórmula pronta. A série traz um olhar sincero sobre os altos e baixos do casamento, explorando temas como infidelidade emocional, pressão familiar e a necessidade de espaço individual dentro de uma relação.

Um dos maiores acertos da trama é a forma como ela humaniza seus personagens. Lin I-ling não é retratada como uma esposa ingrata ou egoísta, mas sim como uma mulher que anseia por liberdade e autonomia em um casamento que, aos poucos, sufoca sua individualidade. Da mesma forma, Zeng Xue-you não é um vilão, e a série mostra como ele também luta com seus próprios desafios internos, especialmente a necessidade de se libertar da sombra materna.

A virada mais surpreendente do enredo é a revelação de que o misterioso “Rain”, com quem I-ling se conectou no aplicativo de namoro, era na verdade o próprio Xue-you. Essa descoberta não é apenas um choque para a protagonista, mas também um momento de reflexão sobre como, mesmo dentro de um casamento, as pessoas podem se distanciar ao ponto de precisarem de identidades alternativas para se redescobrirem.

Sogras controladoras

A série também acerta ao abordar a dinâmica tão comum das sogras controladoras. Xue-you é um homem que cresceu sob a influência dominante da mãe, e essa relação interfere diretamente em seu casamento. Mas, ao contrário de outras produções que romantizam essa dependência, “Casada, mas…” coloca a sogra em um arco de aprendizado, mostrando que, às vezes, o maior gesto de amor é saber deixar ir.

Visualmente, a série segue o padrão das produções românticas asiáticas, com um toque de doçura e suavidade. No entanto, o diretor Li Nien-hsiu vai além do convencional ao brincar com o formato, usando alterações de aspect ratio e cronologia para nos colocar dentro da mente da protagonista. Isso dá um dinamismo à narrativa e evita que a história caia na previsibilidade.

Duração excessiva

Se há um ponto fraco, é a duração da série. Alguns episódios parecem se arrastar, tornando o ritmo um pouco irregular. No entanto, a construção cuidadosa dos personagens e a abordagem madura do casamento compensam essa pequena falha.

Acompanhe o Flixlândia no Google Notícias e fique por dentro do mundo dos filmes e séries do streaming

Conclusão

O dorama “Casada, mas…” foge dos clichês e entrega uma história realista sobre os desafios de um relacionamento duradouro. Com um elenco carismático, roteiro bem estruturado e momentos que misturam drama e comédia na medida certa, a produção consegue conquistar o público e provocar reflexões sobre o que significa realmente estar casado.

Se você procura um dorama que vá além do romance perfeito e explore os “mas” que fazem parte da vida a dois, essa é uma excelente escolha. Afinal, o amor sobrevive aos “mas”? “Casada, mas…” mostra que sim, desde que haja esforço, diálogo e vontade de construir algo juntos.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

+ Instagram

+ Twitter

+ TikTok

+ YouTube

Onde assistir ao dorama Casada, mas?

A série está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Casada, mas (2025)

YouTube player

Elenco de Casada, mas, da Netflix

  • Alice Ko
  • Jasper Liu
  • Samantha Ko
  • Fu Meng-po
  • Tseng Jing-hua
  • Yao Ai-ning
  • Sie Yi-lin

Ficha técnica da série Casada, mas…

  • Título original: Tong Hua Gu Shi Xia Ji / I Am Married…But!
  • Gênero: comédia, romance, drama
  • País: Taiwan
  • Temporada: 1
  • Episódios: 12
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

  • O seriado começa divertido mas quando o útero de protagonista começa a falar vai ficando muito chato. O seriado foi uma promessa que no decorrer dos capítulos não se cumpriu. Pulei então para o último capítulo e vi que vi que a minha falta de esperança estava justificada. Acho que os autores perderam a chance de fazer algo mais alegre e vibrante e se perderam no meio do caminho. Uma pena, porque tinha potencial!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
The Beauty Lindos de Morrer episódio 6 resenha crítica da série Disney+ 2026 - Flixlândia (1)
Críticas

‘The Beauty: Lindos de Morrer’ (1×06): a ameaça passa a ter rostos, escolhas e consequências claras

O episódio 6 de “The Beauty: Lindos de Morrer”, intitulado “Belo Paciente...

Mistério de Um Milhão de Seguidores crítica da série Netflix 2026 - Flixlândia (1)
Críticas

‘Mistério de Um Milhão de Seguidores’ tenta viralizar, mas joga seguro

Parece que a Netflix encontrou sua zona de conforto no gênero policial,...

O Museu da Inocência crítica da série turca da Netflix 2026 - Flixlãndia
Críticas

Beleza visual, obsessão tóxica: o dilema de ‘O Museu da Inocência’

A Netflix continua investindo pesado em produções internacionais e, desta vez, a...

A Arte de Sarah crítica do dorama da Netflix 2026 - Flixlândia
Críticas

Nem tudo que reluz é ouro (ou verdade) em ‘A Arte de Sarah’

Sabe aquela sensação de assistir a algo que é visualmente deslumbrante, mas...

Detetive Alex Cross 2 temporada crítica da série Prime Video 2026 Flixlândia (1)
Críticas

‘Detetive Alex Cross’: 2ª temporada aposta no ‘caos controlado’ e na vingança social

Se a primeira temporada de Detetive Alex Cross foi sobre enfrentar demônios...

Cirurgias e Artimanhas 2 temporada crítica da série do Disney+ - Flixlândia (1)
Críticas

‘Cirurgias e Artimanhas’: 2ª temporada aposta no caos e transforma nostalgia em tensão real

Sabe aquela série que ninguém pediu, mas que de repente se tornou...