Confira a crítica da temporada 2 da série "Classe dos Heróis Fracos", dorama sul-coreano de 2025 disponível para assistir na Netflix.

‘Classe dos Heróis Fracos 2’: um retorno intenso, mas apressado

Foto: Netflix / Divulgação
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Após o estrondoso sucesso da primeira temporada, “Classe dos Heróis Fracos” retorna com um ano 2 e encontra um público ávido por mais da violência crua e da carga emocional que marcaram o ano de estreia.

Embora tecnicamente seja uma produção de 2022, a série ganhou fôlego renovado graças à proximidade do lançamento da continuação. Mas será que a nova temporada consegue manter o mesmo impacto e profundidade que tornaram a história de Yeon Si-eun tão inesquecível? A resposta, como veremos, é mais complexa do que parece.

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Sinopse do dorama Classe dos Heróis Fracos – Temporada 2 (2025)

“Classe dos Heróis Fracos 2” acompanha Yeon Si-eun (Park Ji-hoon) enquanto ele tenta recomeçar a vida em uma nova escola, ainda assombrado pelas tragédias do passado. Longe de encontrar paz, ele logo se vê enredado em novas disputas de poder, enfrentando estudantes violentos e estruturas corruptas.

Para sobreviver, ele forma novos laços de amizade com Hu-min, Hyun-tak e Jun-tae, criando uma improvável irmandade em meio ao caos. Enquanto batalham física e emocionalmente, Si-eun precisa encarar não só os inimigos ao seu redor, mas também seus próprios traumas internos.

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Crítica da série Classe dos Heróis Fracos (Temporada 2), da Netflix

O maior triunfo de “Classe dos Heróis Fracos 2” é mostrar que Yeon Si-eun, apesar de mais endurecido, ainda é profundamente humano. A dor, a culpa e o cansaço se manifestam em pequenos gestos — um olhar demorado, uma mão trêmula, um suspiro hesitante. Park Ji-hoon, mais uma vez, entrega uma atuação impressionante, expressando camadas de sofrimento quase sem palavras.

Por outro lado, enquanto a primeira temporada cultivava uma tensão crescente, baseada em observação estratégica e desenvolvimento minucioso de relações, esta segunda leva opta por uma abordagem mais direta e, em alguns momentos, superficial. As cenas de ação continuam estilizadas e impactantes, mas a brutalidade parece mais polida, menos desesperadora.

Pacing acelerado: Uma história que precisava de mais tempo para respirar

Com apenas oito episódios de cerca de 40 minutos, a série se vê obrigada a condensar eventos complexos e jornadas emocionais profundas em um espaço reduzido. Como consequência, os conflitos se sucedem rapidamente, os vilões surgem e desaparecem antes de terem suas motivações adequadamente exploradas, e os laços entre os personagens carecem de uma construção mais sólida.

Isso é particularmente visível no arco envolvendo Na Baek Jin, o principal antagonista da temporada. Sua presença intimidadora e boa atuação não conseguem compensar a falta de profundidade narrativa: sua motivação soa genérica, e a conexão emocional que o roteiro tenta forçar no desfecho simplesmente não se sustenta.

As novas amizades trazem luz — mas não sem ressalvas

Se há algo que brilha nesta temporada, é a dinâmica entre Si-eun e seus novos aliados. A formação do “quarteto fantástico” — Si-eun, Hu-min, Hyun-tak e Jun-tae — é genuína, construída com sutileza nos momentos de vulnerabilidade compartilhada.

Ainda assim, faltou mais espaço para desenvolver o passado e as motivações desses personagens. A química entre os atores é excelente, mas o roteiro nem sempre lhes dá material suficiente para fazer essas relações parecerem tão profundas quanto poderiam ser.

Ainda assim, assistir a Si-eun, tão acostumado à solidão, encontrar consolo e apoio verdadeiro em seus novos amigos é um dos aspectos mais emocionantes da série.

Visual e ambientação: mudanças que impactam a atmosfera

Visualmente, a segunda temporada mantém o padrão de qualidade, com cenas de luta coreografadas de forma quase coreográfica, dignas de uma adaptação de anime. No entanto, a mudança na direção de fotografia é perceptível: a paleta de cores mais saturada e a iluminação mais limpa diminuem a sensação de perigo constante que era tão marcante no primeiro ano.

Essa alteração estética, combinada ao ritmo apressado da narrativa, faz com que a série perca parte do peso sombrio que tanto contribuiu para a sua identidade inicial.

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Conclusão

“Classe dos Heróis Fracos 2” é uma continuação digna, mas que tropeça justamente onde seu antecessor brilhava: na construção cuidadosa da tensão e das relações humanas. Ainda que traga atuações sólidas, cenas de ação eletrizantes e momentos emocionais poderosos, o ritmo acelerado e a superficialidade de alguns arcos impedem que a série atinja o mesmo nível de excelência.

Para quem se apaixonou pela jornada de Si-eun, esta nova temporada ainda oferece uma experiência intensa e emotiva — apenas menos polida do que poderia ser. E para aqueles que esperam respostas mais profundas e uma exploração mais cuidadosa dos personagens, a esperança fica depositada em uma possível terceira temporada.

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Onde assistir ao dorama Classe dos Heróis Fracos 2?

A série está disponível para assistir na Netflix.

Trailer da temporada 2 de Classe dos Heróis Fracos 2 (2025)

YouTube player

Elenco de Classe dos Heróis Fracos 2, da Netflix

  • Park Ji-hoon
  • Choi Hyun-wook
  • Hong Kyung
  • Shin Seung-ho
  • Lee Yeon

Ficha técnica da série Classe dos Heróis Fracos 2

  • Título original: Yakhanyeongung
  • Criação: You Su-min, Han Jun-hee
  • Gênero: ação, drama, suspense
  • País: Coreia do Sul
  • Temporada: 1
  • Episódios: 8
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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