Dare You to Death resenha crítica série Netflix 2025 Flixlândia (1)

[CRÍTICA] Início de ‘Dare You to Death’ é uma experiência de extremos

Foto: Divulgação / Netflix
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Para quem tem obsessão por doramas policiais, casos de assassinato e forense, a premissa de Dare You To Death parecia um prato cheio, especialmente ao misturar tudo isso com o gênero BL. A expectativa estava nas alturas para ver a dupla Joong e Dunk (JoongDunk) retornando às telas.

Depois de viverem vilões em The Heart Killers, vê-los do outro lado da lei, como heróis da polícia, parecia a transformação perfeita e satisfatória. Mas, agora que o primeiro episódio de 47 minutos foi ao ar, a pergunta que fica é: a série entregou um mistério viciante ou apenas um drama procedural cheio de clichês? A resposta, ao que parece, depende muito da paciência do espectador para furos de roteiro versus o carisma dos atores.

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Sinopse

O episódio começa apresentando Kamin (Natachai Boonprasert), que é introduzido em câmera lenta enquanto bloqueia o trânsito com seu carro. Jade (Archen Aydin), um policial impaciente, sinaliza para ele parar e decide “dar uma lição” no motorista. O que deveria ser uma simples infração de trânsito vira um “meet-cute”: Jade multa Kamin, mas fica óbvio que o ato serviu mais como desculpa para pegar a licença, o nome e o endereço do rapaz, numa clara demonstração de amor à primeira vista disfarçada de autoridade.

A reviravolta — que para muitos foi dolorosamente óbvia — é que Kamin não é um cidadão comum, mas o novo inspetor “educado no exterior” e chefe de Jade. A partir daí, a dinâmica muda (ou deveria mudar) enquanto eles precisam lidar com um caso de assassinato envolvendo estudantes universitários inconscientes e um suspeito protegido por um pai influente.

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Resenha crítica da série Dare You to Death

A recepção da dinâmica entre os protagonistas tem altos e baixos. Ver Joong e Dunk em visuais policiais escuros e discretos, sem os uniformes tradicionais, foi, para mim, um acerto estético. Além disso, a cena da multa é divertida e irônica, estabelecendo que Jade estava caidinho por Kamin desde o segundo em que bateu no vidro do carro.

No entanto, as trocas de farpas e provocações, que deveriam funcionar como um jogo de sedução, soaram, muitas vezes, como diálogos ensaiados no piloto automático, com pausas estranhas e uma atuação sem vida. Fica aquele sentimento de que a série tenta forçar uma química através de “teatralidade” excessiva, quando deveria deixar a dinâmica fluir de forma mais natural.

Dare You to Death resenha crítica série Netflix 2025 Flixlândia
Foto: Divulgação / Netflix

Roteiro e lógica policial: onde está a lei?

Aqui é onde a série tropeça feio para quem busca realismo. Se você é fã de procedimentos policiais sérios, Dare You To Death pode testar sua sanidade. O roteiro apresenta situações que beiram o absurdo, como um suspeito de assassinato usando o celular tranquilamente durante um interrogatório policial. E não para por aí: a cena em que o pai do suspeito simplesmente aparece e leva o filho embora, como se a delegacia fosse uma terra sem lei, deixou muita gente incrédula.

Esses momentos quebram a imersão. Para uma série que se propõe a ser um suspense criminal, ver interrogatórios tão “transparentes” e pouco dinâmicos faz parecer que a produção não sabe como construir uma série policial de verdade. A sensação é de que estamos vendo uma “terra sem lei”, o que enfraquece a gravidade do crime investigado.

Produção e atmosfera

Apesar dos furos lógicos, é inegável que a série tenta construir uma atmosfera. Para os mais otimistas, a narrativa pode soar confiante e bem ritmada, com um tom sombrio que combina com o tema forense. A introdução é interessante e o suspense prende desde o início, entregando exatamente o que um BL focado em crime deveria ser: viciante e emocionalmente carregado.

Por outro lado, a edição e a direção de som têm muitos problemas. O uso excessivo de trilhas sonoras para ditar se uma cena é dramática ou engraçada dá um ar de produção barata de TV. A câmera lenta excessiva na introdução de Kamin também é mega cafona, soando como uma produção pobre e repetitiva, reciclando cenas óbvias que não levam a história a lugar nenhum.

Conclusão

O primeiro episódio de Dare You To Death é uma experiência de extremos. Se você é fã de JoongDunk e está disposto a relevar falhas de lógica policial em nome de visuais bonitos e do tropo “enemies-to-lovers”, a série tem potencial para ser sua favorita, entregando entretenimento leve e engajamento rápido. O episódio cumpre a função de piloto ao deixar o espectador curioso sobre o verdadeiro culpado.

Entretanto, se você busca atuação de alto nível, roteiro coerente e realismo jurídico, é provável que termine os 47 minutos revirando os olhos para a “atuação robótica” e a falta de profissionalismo dos personagens policiais. É um começo que oscila entre o polido e intenso, o amador e ilógico.

Resta esperar para ver se a trama vai amadurecer ou se continuaremos assistindo a suspeitos tuitando de dentro da sala de interrogatório. Eu, particularmente, vou dar uma chance para o episódio da semana que vem — nem que seja só para ver se a lógica aparece (ou por obrigação profissional mesmo…).

Onde assistir à série Dare You to Death?

Trailer de Dare You to Death (2025)

YouTube player

Elenco de Dare You to Death, da Netflix

  • Natachai Boonprasert
  • Archen Aydin
  • Harit Cheewagaroon
  • Wachirawit Ruangwiwat
  • Wanwimol Jaenasavamethee
  • Thipakorn Thitathan
  • Natarit Worakornlertsith
  • Teepakron Kwanboon
  • Jeeratch Wongpian
  • Pathitta Pornchumroenrut
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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