Nosso Modo de Lutar, de Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó (1)

DH Fest 2025 traz programação gratuita com Leci Brandão, Zezé Motta, filmes inéditos e homenagem a Vladimir Herzog: veja programação

"Nosso Modo de Lutar", de Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó (Foto: Divulgação)
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O DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos chega à sua 5ª edição em São Paulo de 25 de novembro a 2 de dezembro de 2025, trazendo uma programação totalmente gratuita que promete acender debates urgentes por meio de cinema, música, teatro e encontros.

Sob o tema instigante “Memória, terra, liberdade”, o festival, realizado pelo Instituto Vladimir Herzog e Criatura Audiovisual, e patrocinado pela Petrobras e CAIXA, transforma diversos espaços culturais da cidade – como o Centro Cultural São Paulo, Cinemateca Brasileira, Galpão Cultural Elza Soares (MST), Espaço Petrobras de Cinema e Reserva Cultural – em palcos de resistência e celebração da dignidade humana.

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🎙️ Personalidades e homenagens: programação do DH Fest 2025

Prêmio Marimbás: reconhecimento a Zezé Motta e Sebastião Salgado

Uma das grandes novidades desta edição é a estreia do Prêmio Marimbás, que passará a reconhecer anualmente figuras da arte e cultura com trajetórias marcadas pela luta em direitos humanos. O troféu, uma criação da cartunista Laerte que remete ao único filme dirigido por Vladimir Herzog, será entregue em 2 de dezembro, no Espaço Petrobras de Cinema.

  • A atriz, cantora e ativista Zezé Motta será a premiada desta edição e presenteará o público com um pocket show após a cerimônia de entrega. O festival ainda exibe o curta-metragem “Deixa”, pelo qual Zezé foi premiada como melhor atriz no Festincine de João Pessoa.
  • O fotógrafo Sebastião Salgado (in memoriam) também será agraciado, com a premiação sendo recebida por seus familiares. Em homenagem à sua obra, o aclamado documentário “O Sal da Terra”, de Wim Wenders e Juliano Salgado, será exibido na programação.
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50 Anos sem Vlado: ciclo de filmes homenageia Vladimir Herzog

No ano em que se completam 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog pela ditadura militar, o DH Fest dedica um ciclo especial de documentários para revisitar seu legado e a luta de sua família e colegas pela verdade. Dentre as exibições estão:

  • “A Vida de Vlado – 50 Anos do Caso Herzog” (dir: Simão Scholz), que narra a vida do jornalista e a mobilização após sua morte.
  • “Marimbás” (1963), o único filme dirigido por Herzog, e “Herzog: O Crime Que Abalou A Ditadura” (dir: Antonio Farinaci).

🎶 O festival no Galpão do MST e a volta de Leci Brandão

O sábado, 29 de novembro, será de intensa celebração no Galpão Cultural Elza Soares / Armazém do Campo do MST. Uma maratona cultural traz gastronomia, debate e música para o coração de São Paulo.

  • 12h00: Começa o Almoço da Cozinha Escola Dona Ilda, projeto social do MST com alimentos da Reforma Agrária Popular.
  • 14h00: O encontro “Terra e Luta: sementes para uma alimentação digna” reúne a liderança Guarani Mbya Jerá Guarani e Ana Chã (MST) para um debate essencial sobre soberania alimentar.
  • 15h30: A festa Discopédia assume o Palco Petrobras, com um set 100% dedicado à valorização do vinil e à black music paulistana.
  • 17h30: A grande atração musical da noite é o show especial de Leci Brandão, ícone do samba e da militância. Esta será a primeira apresentação da cantora após um período dedicado à saúde, prometendo um ato de afeto e resistência em defesa da democracia.

🎭 Teatro e Debates: A Força da Palavra e do Palco

Qual a importância de uma Ecologia Decolonial?

Em 27 de novembro, o debate “Memória, Terra e Liberdade” no Centro Cultural São Paulo trará o ambientalista, pesquisador e escritor martinicano Malcom Ferdinand – autor de “Por Uma Ecologia Decolonial” – e a escritora, ativista indígena guarani e psicóloga Geni Núñez. O encontro promete ser um dos pontos altos do festival, explorando as conexões vitais entre ecologia, colonialismo e a luta pela liberdade.

Tragicomédia musical: o teatro em pauta

A programação teatral é outra novidade do 5º DH Fest. O premiado Grupo Pano encena o aclamado musical “Cerrado!” no dia 26 de novembro, uma tragicomédia indicada ao Prêmio Shell 2025 que utiliza o realismo fantástico para discutir os efeitos do colonialismo e a falta de integração na América Latina.

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“Apolo”, de Tainá Müller e Isis Broken (Foto: Divulgação)

🎥 Cinema inédito: filmes que pautam a realidade brasileira

O festival apresenta mais de vinte produções audiovisuais, incluindo longas, curtas e episódios de séries, muitas delas inéditas comercialmente no Brasil.

  • Abertura em Ritmo Soul: A cerimônia de abertura, em 25 de novembro no Reserva Cultural, exibirá o longa “Alma Negra, do Quilombo ao Baile” (dir: Flavio Frederico). O filme é um mergulho no universo afrobrasileiro e na música soul, resgatando a importância dos bailes black como espaços de afirmação de identidade e resistência política.
  • Novas Vozes no Documentário: Destaques incluem “Cadernos Negros” de Joel Zito Araújo, vencedor do prêmio do público na Mostra SP, que narra a história da antologia literária negra; “Honestino” de Aurélio Michiles (com Bruno Gagliasso), que mescla documentário e ficção para recontar a história do líder estudantil Honestino Guimarães, desaparecido na ditadura; e “Sérgio Mamberti – Memórias do Brasil” de Evaldo Mocarzel, celebrando o ator, diretor e ativista.
  • O Que Foi o Golpe de 8 de Janeiro de 2023? O curta-metragem “Domingo no Golpe”, de Giselle Beiguelman e Lucas Bambozzi, utiliza imagens de segurança do Palácio do Planalto e trechos do relatório da CPMI para uma sofisticada reflexão sobre os atos de 8 de janeiro, sendo exibido na sessão do filme “Não Dá Pra Esquecer”, sobre o apagamento da memória e o surgimento de grupos extremistas.
  • Vidas Trans em Foco: O longa “Apolo”, primeiro trabalho na direção das atrizes Tainá Müller e Isis Broken, será atração de uma sessão especial. A obra, premiada no Festival do Rio, acompanha um casal transgênero em busca de um pré-natal respeitoso no país.

Além das exibições presenciais, oito curtas-metragens estarão disponíveis gratuitamente na plataforma de streaming CultSP Play durante todo o festival, levando o debate para além dos espaços físicos.

ℹ️ Serviço: DH Fest 2025

  • Onde Acontece o DH Fest? Centro Cultural São Paulo, Cinemateca Brasileira, Galpão Cultural Elza Soares (MST), Espaço Petrobras de Cinema, Reserva Cultural e CultSP Play
  • Quando: De 25 de novembro a 2 de dezembro de 2025
  • Quanto Custa: Entrada Franca (gratuito) em toda a programação
  • Mais Informações: https://www.dhfest.art.br/
    https://www.instagram.com/dh.fest/

🎞️ Programação DH Fest 2025

25/11, terça-feira

Reserva Cultural / sala 3

19h00 coquetel seguido de cerimônia de abertura + exibição de “Alma Negra, do Quilombo ao Baile” (107 min) – dir: Flavio Frederico

26/11, quarta-feira

Centro Cultural São Paulo / Espaço Ademar Guerra

19h00 – espetáculo “Cerrado!”, do Grupo Pano

27/11, quinta-feira

Centro Cultural São Paulo / Sala Lima Barreto

17h00 exibição de “O Sal da Terra” (110 min) – dir: Wim Wenders e Juliano Salgado

19h30 debate “Memória, Terra e Liberdade”, com Malcom Ferdinand e Geni Nunez

28/11, sexta-feira

Centro Cultural São Paulo / Sala Lima Barreto

18h30 exibição de “Não é a Primeira Vez que Lutamos pelo Nosso Amor” (104 min) – dir: Luis Carlos de Alencar

20h30 exibição de “Sérgio Mamberti – Memórias do Brasil” (90 min) – dir: Evaldo Mocarzel

29/11, sábado

Espaço Petrobras de Cinema – sessão especial Clube do Professor + DH Fest

11h00 exibição de “Apolo” (82 min) – dir: Tainá Müller e Isis Broken

Galpão Cultural Elza Soares / Palco Petrobras

12h00 almoço com alimentos da Reforma Agrária Popular

14h00 encontro “Terra e Luta: sementes para uma alimentação digna”, com Jerá Guarani e Ana Chã 

15h30 apresentação musical Discopédia 

17h30 apresentação musical Leci Brandão

Cinemateca Brasileira / Sala Oscarito

15h00 exibição de “Marimbás” (12 min) – dir: Vladimir Herzog + “Antonio e Vladimir” – teaser (4 min) – dir: Maikon Nery + “Herzog: O Crime Que Abalou a Ditadura” (32 min) – dir: Antonio Farinaci

17h00 exibição de “Honestino” (85 min) – dir: Aurélio Michiles

19h00 exibição de “Alice” (17 min) – dir: Gabriel Novis + “Nosso Modo de Lutar” (15 min) – dir: Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó + “Cavaram uma Cova no Meu Coração” (24 min) – dir: Ulisses Arthur + “Marmita” (21 min) – dir: Guilherme Peraro + “Presépio” (18 min) – dir: Felipe Bibian

30/11, domingo

Cinemateca Brasileira / Sala Oscarito

15h00 exibição de “A Vida de Vlado – 50 Anos do Caso Herzog” (113 min) – dir: Simão Scholz

17h00 exibição de “De Menor – A Série” (69 min) – dir: Caru Alves de Souza

19h00 exibição de “Domingo no Golpe” (23 min) – dir: Giselle Beiguelman e Lucas Bambozzi + “Não Dá Pra Esquecer” (77 min) – dir: Fabi Penna e César Cavalcanti

1º/12, segunda-feira

Espaço Petrobras de Cinema / sala 4

20h00 exibição de “O Beijo da Mulher-Aranha” (129 min) – dir:Bill Condon

2/12, terça-feira

Centro Cultural São Paulo / Sala Lima Barreto

15h00 exibição de “A Lenda dos Cavaleiros da Água” (23 min) – dir: Helen Quintans + “O Som da Pele” (22 min) – dir: Marcos Santos + “Deixa” (15 min) – dir: Mariana Jaspe + “Americana” (19 min) – dir: Agarb Rocha + “Meu Pedaço de Mandioca” (14 min) – dir: Raíssa Castor

17h00 exibição de “Cadernos Negros” (73 min) – dir: Joel Zito Araújo

Espaço Petrobras de Cinema/ sala 3

19h00 coquetel seguido de cerimônia de encerramento e entrega do Troféu Marimbás

25/11 a 2/12

CultSP Play – https://cultspplay.com.br/ 

“A Lenda dos Cavaleiros da Água” (23 min) – dir: Helen Quintans

“Alice” (17 min) – dir: Gabriel Novis 

“Americana” (19 min) – dir: Agarb Rocha

“Cavaram uma Cova no Meu Coração” (24 min) – dir: Ulisses Arthur

“Marmita” (21 min) – dir: Guilherme Peraro

“Meu Pedaço de Mandioca” (14 min) – dir: Raíssa Castor

“Nosso Modo de Lutar” (15 min) – dir: Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó

“O Som da Pele” (22 min) – dir: Marcos Santos

Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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