Final Explicado de O Agente Secreto o que é a Perna Cabeluda

Entenda a lenda da Perna Cabeluda: o folclore macabro de Recife revivido em ‘O Agente Secreto’

Foto: Vitrine Filmes / Divulgação
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O lançamento de “O Agente Secreto” (2025), dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, não apenas colocou o cinema brasileiro em destaque internacional — com prêmios de Melhor Direção e Melhor Ator em Cannes e a indicação para representar o Brasil no Oscar 2026 — mas também trouxe de volta à tona uma das figuras mais curiosas e assustadoras do folclore de Recife: a Perna Cabeluda.

Ambientado em Recife no ano de 1977, em plena Ditadura Militar (1964-1985), o longa acompanha Marcelo (interpretado por Wagner Moura), um professor especialista em tecnologia que retorna à sua cidade natal, buscando refúgio de um passado turbulento e de vigilância. Em meio a esse thriller político e psicológico, marcado pela tensão e pela sensação de ser observado, a lenda da Perna Cabeluda surge como um elemento peculiar e impactante.

Em uma das cenas mais comentadas, uma perna humana é encontrada dentro da barriga de um tubarão. Essa descoberta, que quebra o realismo da narrativa, está diretamente ligada ao mito recifense. A prótese da Perna Cabeluda, inclusive, foi usada como peça cenográfica em sessões de gala e divulgação do filme no Festival do Rio e em Cannes.

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O que é, de fato, a Perna Cabeluda? A descrição da criatura fantástica

A Perna Cabeluda é descrita como uma figura grotesca e curiosa: uma perna solitária, que se move sozinha, sem um corpo que a sustente. Ela é coberta por uma camada espessa de pelos e tem unhas longas e deformadas.

A criatura ataca de forma repentina, geralmente durante a noite, em ruas escuras ou lugares isolados. Seu modus operandi consiste em agredir as vítimas com rasteiras e chutes (pontapés), saltando com grande agilidade para não ser pega, e logo em seguida desaparecendo subitamente. Há relatos na tradição popular de que ela poderia invadir residências.

Em uma das versões em cordel, a Perna Cabeluda aparece em um pesadelo e, em vez de atacar, só queria ajuda para jogar futebol. Já em contos mais sombrios, é detalhada como um monstro de dois metros de altura, com os olhos nos joelhos, com pelo enrijecido, e que carrega uma corrente limpa e brilhante no tornozelo.

A lenda se difundiu amplamente, não se restringindo a Pernambuco, mas sendo relatada em cidades como João Pessoa, Olinda, Maceió e Fortaleza.

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Como a lenda da Perna Cabeluda nasceu em Recife nos anos 70?

A história da Perna Cabeluda não é um conto folclórico antigo, mas uma lenda urbana moderna que surgiu em Recife na década de 1970. Sua origem está intrinsecamente ligada ao contexto jornalístico e político da época.

A versão mais aceita é que o mito começou como uma piada de redação. O escritor e jornalista Raimundo Carrero, então redator do Diário de Pernambuco, ouviu um colega contar que havia visto uma perna peluda debaixo da cama.

Carrero e o editor do jornal, em um período de censura militar intensa, começaram a publicar colunas policiais com histórias “absurdas” para driblar o controle político. Assim, a Perna Cabeluda migrou das anedotas internas para as páginas dos jornais, e logo para os programas de rádio da cidade, onde ouvintes compartilhavam seus supostos encontros. O mito virou um código usado pela polícia, significando “briga entre marido e amante da esposa”.

A lenda se popularizou rapidamente, sendo transformada em literatura de cordel e até marchinha de carnaval. Curiosamente, a conexão entre a lenda e o filme Tubarão (1975) de Steven Spielberg — que Mendonça Filho referencia em seu longa — já existia no Carnaval de Recife de 1976, quando um carro alegórico uniu os dois temas.

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Do folclore à metáfora política: qual o significado da Perna Cabeluda em O Agente Secreto?

Embora a lenda tenha começado como uma piada, ela rapidamente ganhou camadas de interpretação social e política, especialmente devido ao período em que nasceu.

Estudiosos e historiadores interpretam a Perna Cabeluda como um símbolo da violência invisível da época. Recife vivenciava um período tenso, marcado pelo aumento da criminalidade e pela repressão política. A imagem de uma perna que ataca sem ter corpo, rosto ou identidade se tornou uma metáfora perfeita para representar o medo coletivo e a violência sem rosto da ditadura, onde ninguém sabia quem vigiava quem ou de onde vinha o próximo ataque.

Em “O Agente Secreto”, Kleber Mendonça Filho utiliza essa figura para simbolizar os crimes ocultos e silenciados da Ditadura Militar.

A Perna Cabeluda como símbolo de crimes ocultos: a metáfora do Tubarão

No filme, o corpo da Perna Cabeluda é o vestígio de um crime encoberto. Uma perna humana aparece no ventre de um tubarão após ser descartada por policiais, que tentavam esconder o assassinato de um homem inocente (confundido com um subversivo) cometido por um delegado corrupto e seus filhos. O tubarão, neste contexto, representa o sistema que devora pessoas e apaga suas histórias, enquanto a perna é o que sobrou, o que resiste mesmo depois de ser engolido.

O diretor intencionalmente insere o elemento do absurdo no thriller político para fazer uma crítica. Em um momento, a perna até mesmo ganha vida e ataca uma praça. Segundo Mendonça Filho, a associação de temas complexos (como os desaparecidos políticos) com elementos tragicômicos e de fantasia, como a Perna Cabeluda e o filme Tubarão de Spielberg, é uma escolha estética e política pessoal. Ele ressaltou que, muitas vezes, as pessoas exigem uma explicação completa para os elementos nonsense em filmes brasileiros, o que ele não se sente obrigado a fornecer, pois o filme já está claro na sua metáfora.

A Perna Cabeluda, que nasceu como brincadeira e se tornou lenda, hoje é um patrimônio cultural recifense, transformando-se no cinema em uma poderosa denúncia de que o horror pode vir das instituições que insistem em ocultar a violência.

Quem é Raimundo Carrero, jornalista creditado pela criação do mito moderno?

Raimundo Carrero é um escritor e jornalista de Recife amplamente reconhecido como o criador da lenda urbana moderna da Perna Cabeluda. Ele atuou como redator no Diário de Pernambuco, e foi nesse ambiente que a lenda nasceu durante a década de 1970, em pleno auge da Ditadura Militar (1964-1985).

A lenda surgiu em um contexto de intensa censura militar. Como grande parte do conteúdo não podia ser publicado, Carrero e o editor do Diário de Pernambuco começaram a publicar histórias “absurdas” como uma forma de driblar o controle político e preencher as colunas policiais.

Em uma entrevista concedida em 2019, Carrero explicou que o então editor do jornal o incumbiu de uma coluna policial com “casos tidos como absurdos”. O jornalista criou o personagem da Perna Cabeluda para ocupar o espaço das matérias policiais que eram censuradas pelo regime militar. Essa coluna dominical no Diário de Pernambuco era intitulada “Romance Policial”.

A origem da Perna Cabeluda

Carrero revelou que a história da Perna Cabeluda começou como uma “piada de redação”. Um colega de trabalho teria contado a ele a anedota de ter visto uma “perna peluda embaixo da cama”.

  • Carrero utilizou essa anedota, transformando-a e dando-lhe forma jornalística.
  • A primeira publicação sobre o mito ocorreu em 1º de fevereiro de 1976, no Diário de Pernambuco.
  • Posteriormente, a história foi espalhada para os programas de rádio da cidade. Carrero é citado ao lado de outros jornalistas, como Jota Ferreira e Geraldo Freire, que também ajudaram a difundir a lenda nos periódicos da época.

Interpretação da Lenda

Embora Carrero tenha afirmado que a origem do conto foi uma piada contada por um amigo próximo, ele também forneceu interpretações sobre o significado social da figura:

  • Ele chegou a associar o sucesso da lenda às “brigas entre maridos e amantes”.
  • Em outro momento, ele comentou que a lenda estava associada a um “certo tipo de conservadorismo proveniente da ditadura militar”. Essa associação se devia ao fato de que os ataques da Perna Cabeluda estavam sempre “atrelados à boêmia de Recife”.
  • O personagem, portanto, surgiu para suprir o espaço das notícias censuradas, funcionando como um veículo para os medos da época.

Como curiosidade sobre o legado da lenda em sua vida, as fontes mencionam que Raimundo Carrero mantém uma escultura da Perna Cabeluda talhada em madeira, com 40 cm de altura, na sala de seu apartamento em Rosarinho, na zona norte de Recife.

O Agente Secreto é uma história real?

O filme “O Agente Secreto” não é baseado em uma única história real, mas sim uma obra de ficção histórica e um thriller político. O diretor Kleber Mendonça Filho utiliza o filme para estabelecer comunicações entre 2025 (o presente da produção) e 1977 (o ano em que a trama se passa).

Embora a narrativa principal que acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor especialista em tecnologia que foge para Recife, seja ficcional, o longa utiliza a realidade social, política e cultural de Recife e do Brasil como elementos centrais, transformando-os em metáforas e símbolos.

A relação do filme com a “história real” se manifesta em três níveis principais: o contexto histórico da Ditadura Militar, a lenda da Perna Cabeluda, e as alusões a crimes contemporâneos.

1. O contexto histórico e a crítica política

O filme se passa em Recife em 1977, durante o período da Ditadura Militar (1964-1985), que era oficialmente um tempo de “distensão” ou abertura lenta e gradual, mas que na prática reforçava o controle e a vigilância.

  • Violência e pirraça: O Agente Secreto mostra um Brasil caótico e violento, onde a violência e o abuso estão por toda parte, sendo o próprio ar que se respira. O filme abre com a legenda de que a história se passa em um Brasil de 1977, “uma época cheia de pirraça“.
  • Vigilância: A trama é marcada pela sensação constante de estar sendo observado. O filme dialoga com os thrillers de paranoia dos anos 1970, com espiões, jornalistas e políticos corruptos. Marcelo, o protagonista, é um professor que entende de tecnologia e é um alvo perfeito por seu conhecimento.
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Crédito: Victor Jucá / Vitrine Filmes / Divulgação

2. A Perna Cabeluda como metáfora da violência oculta

A Perna Cabeluda, que aparece no filme como uma perna humana encontrada na barriga de um tubarão, é um dos pontos de “história real” mais importantes do longa, embora sua função seja inteiramente simbólica.

  • Origem jornalística real: A lenda é uma lenda urbana moderna que surgiu em Recife na década de 1970. Foi criada pelo escritor e jornalista Raimundo Carrero, então redator do Diário de Pernambuco, como uma piada de redação.
  • A censura militar: Como muitas notícias eram censuradas pelo regime militar, Carrero e o editor do jornal publicavam histórias “absurdas” para driblar o controle político. A lenda se tornou um código. Quando havia violência policial, a notícia, por vezes, era codificada como um ataque da “Perna Cabeluda”.
  • Significado simbólico no filme: Kleber Mendonça Filho utiliza a Perna Cabeluda para simbolizar os crimes ocultos e silenciados da Ditadura Militar. A imagem de uma perna sem corpo, rosto ou identidade era uma metáfora perfeita para o medo coletivo e a violência sem rosto da época.
  • A Metáfora da cenografia: No filme, a perna é o vestígio de um crime encoberto. O tubarão representa o sistema que devora pessoas e apaga suas histórias, e a perna é o que resiste mesmo após ser engolido. O diretor intencionalmente insere o absurdo e a fantasia no thriller político para fazer essa crítica.

3. Alusões a eventos reais contemporâneos

O filme utiliza eventos ficcionais que fazem paralelos diretos com tragédias recentes e estruturais do Brasil, mostrando que a violência e a impunidade de 1977 continuam a ecoar.

  • O corpo no posto (Caso Carrefour): A cena em que o protagonista encontra um corpo estirado e parcialmente coberto em um posto de gasolina na beira da estrada, pode ser um comentário sobre as permanências brasileiras de corpos morrendo ignorados. Isso cita diretamente um caso de 2020 em Recife, onde o corpo de um funcionário que morreu em um supermercado foi escondido entre produtos.
  • A menina atropelada (Caso Miguel Otávio): Uma subtrama em que a filha da empregada doméstica de uma mulher rica morre atropelada por um ônibus, e a patroa tenta usar os aparatos institucionais para se proteger, lembra o caso real do menino Miguel Otávio Santana da Silva, que morreu após cair do nono andar de um prédio de luxo em Recife, enquanto estava sob a responsabilidade da patroa de sua mãe (2020). Essa subtrama reforça que a divisão de classes, a negligência estrutural e a impunidade não ficaram na ditadura, mas são estruturas que permanecem no Brasil.

Final explicado de O Agente Secreto

O final de “O Agente Secreto” não é apresentado de maneira tradicional, com uma cena de clímax e resolução para o protagonista. Em vez disso, o desfecho do personagem central, Marcelo (que também usa o nome Armando), é revelado de forma indireta, por meio de uma fotografia em um jornal.

O filme, ambientado em Recife em 1977, utiliza essa estrutura implícita e o absurdo da lenda da Perna Cabeluda para tecer uma crítica sobre a violência contínua e a impunidade no Brasil. A seguir, a explicação do desfecho do protagonista e do significado temático do final do filme:

O destino do protagonista: uma morte silenciada

Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um professor especialista em tecnologia que retorna a Recife para se refugiar, fugindo de um passado de vigilância e perseguição. Ele é um acadêmico que entende de inteligência e contrainteligência, tornando-se um alvo perfeito para o sistema repressivo da Ditadura Militar (1964-1985).
O desfecho de Marcelo é marcado pelo estilo narrativo que domina o filme: as violências mais graves não são encenadas, mas sim reportadas de modo quase neutro.

    • A morte e a fotografia: o momento inesperado em que o protagonista encontra seu fim não é filmado. Ao final da trama, o próprio corpo de Marcelo é fotografado em um local público.
    • O motivo encoberto: a causa da morte é, então, reportada em uma matéria de jornal, que alega que ele foi assassinado por questões pessoais, uma simples vingança. Essa representação da morte de Marcelo serve como o último de vários corpos largados e ignorados pelo Estado que são importantes para a narrativa de 2025.

    O Brasil de 1977 que “nunca acabou”

    Embora ambientado em 1977, período oficialmente de “distensão” (abertura lenta e gradual) mas ainda marcado por controle e repressão, o final do filme e suas subtramas demonstram que as estruturas de violência do passado continuam a ecoar. As subtramas inseridas no filme de 2025 estabelecem paralelos diretos com tragédias brasileiras recentes:

    • A impunidade estrutural: a história de uma cidadã rica que tenta usar os aparatos institucionais para se proteger após a morte da filha de sua empregada doméstica, reforça que a divisão de classes, a negligência estrutural e a impunidade não se limitaram à ditadura. Essa subtrama é uma alusão clara ao caso real do menino Miguel Otávio Santana da Silva (2020), cuja mãe era empregada doméstica e a patroa a deixou sozinho.
    • O horror invisível: a violência e o abuso são o próprio ar que se respira. O Brasil é um país que insiste em esconder a violência política, e o filme sugere que somente a partir da ficção é que as verdades são reveladas.

    O “final explicado” de “O Agente Secreto” não está apenas na morte do protagonista, mas na reafirmação de que a repressão marcou o Brasil e que a imagem de 1977, um Brasil cheio de “pirraça” (teimosia e malícia), é, em essência, o Brasil de hoje.

    O final de “O Agente Secreto” age como um radioscópio: não vemos o monstro diretamente, mas os sinais de sua presença estão em toda parte, nas colunas de jornal, nas histórias de medo e nos corpos que o sistema tenta fazer desaparecer, provando que a ameaça, como a perna do mito, continua a andar sozinha.

    Escrito por
    Wilson Spiler

    Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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