Confira a crítica da série "Infiéis: Uma Última Chance", reality show britânico de 2025 disponível para assistir na Netflix.

‘Infiéis: Uma Última Chance’ transforma traições em espetáculo emocional

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

A Netflix mergulha de cabeça em territórios emocionais perigosos com “Infiéis: Uma Última Chance”, um reality show que combina confissão, confronto e voyeurismo em um cenário paradisíaco.

Ao reunir ex-casais marcados pela traição em um retiro luxuoso, a série se propõe a responder à pergunta: é possível reconstruir um relacionamento depois que a confiança foi despedaçada? A resposta, como se verá ao longo dos nove episódios, é mais incômoda – e viciante – do que se imagina.

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse do reality Infiéis: Uma Última Chance (2025)

Apresentado por Amanda Holden e conduzido terapeuticamente por Paul C. Brunson, “Infiéis: Uma Última Chance” acompanha oito ex-casais em um retiro nas montanhas de Maiorca. Todos eles têm algo em comum: a relação foi abalada ou destruída por um caso de infidelidade.

Agora, longe das distrações do mundo real – mas sob os holofotes da televisão – eles tentam lidar com suas dores, buscar perdão ou, quem sabe, dizer adeus de vez. Entre conversas tensas, confissões dolorosas e confrontos acalorados, cada casal decide se ainda vale a pena lutar pelo amor.

Você também pode gostar disso:

‘O Conto da Aia’ (6×05): Janine assume o protagonismo em um episódio de alianças frágeis e decisões brutais

+ ‘Bad Boy’: a brutalidade do sistema e a redenção pela comédia

+ Steve Carell e Tina Fey encaram as dores do tempo em ‘As Quatro Estações do Ano’

Crítica da série Infiéis: Uma Última Chance, da Netflix

O que poderia ser um exercício legítimo de reconexão emocional se torna, aos olhos do público, uma dramaturgia de altos e baixos morais. O programa não finge ser neutro. Ainda que Amanda Holden se esforce para adotar uma postura empática e que Paul C. Brunson tente aplicar exercícios terapêuticos com base em escuta e vulnerabilidade, “Infiéis” se apoia fortemente em um pilar: o espetáculo da dor humana.

A “Sala do Acerto de Contas” é o epicentro desse drama. Com uma ambientação cenográfica digna de um reality distópico, ela simboliza a arena de exposição, onde ressentimentos mal resolvidos explodem. Lá, ex-parceiros se enfrentam entre lágrimas, gritos e olhares frios – tudo milimetricamente registrado pelas câmeras. A promessa de cura é constante, mas o programa se alimenta da exposição crua dos traumas.

Quando o passado não passa: histórias que escancaram feridas abertas

A força da série reside, paradoxalmente, na fragilidade dos participantes. Histórias como a de Biggs e Rebecca, que se arrastam desde os tempos de Ilha do Amor, revelam um ciclo emocional vicioso que parece mais ligado à imagem pública do que a sentimentos reais. Craig e Jazz, por sua vez, protagonizam o arco mais tóxico da temporada, com direito a acusações de “vida dupla” e traições simultâneas com outras participantes do próprio programa.

Outros casais, como Liam e Olivia ou Steph e Andre, até ensaiam uma trajetória de reaproximação. Mas mesmo nesses casos, a dúvida sobre a autenticidade paira: o que é genuína vontade de recomeçar e o que é simplesmente performar um final feliz diante das câmeras?

A ambiguidade moral como motor narrativo

Um dos elementos mais interessantes da série é sua insistência em explorar a indefinição do termo “traição”. O que é trair, afinal? Dormir com outra pessoa? Mandar uma DM sugestiva? Esconder uma conversa?

A produção utiliza essas zonas cinzentas para provocar o debate – e o conflito. Casais como Kieran e Amberley se perdem justamente nessa falta de consenso. O programa lucra com isso: quanto mais subjetiva a linha do erro, maior o terreno para acusações, lágrimas e reviravoltas.

Fama, exposição e a cultura da segunda chance

Há, claro, um subtexto evidente: todos os participantes sabem que estão em um reality e muitos já têm passagem por outros programas. A busca por redenção se confunde com o desejo por visibilidade.

A série, ainda que tente adotar um tom terapêutico, não escapa da crítica fácil: até que ponto esses reencontros não são fabricados apenas para gerar engajamento? Amanda Holden tenta suavizar o julgamento com sua persona de “tia compreensiva”, mas o público não se ilude – estamos assistindo a uma arena emocional disfarçada de sessão de terapia.

Acompanhe o Flixlândia no Google Notícias e fique por dentro do mundo dos filmes e séries do streaming

Conclusão

“Infiéis: Uma Última Chance” é um estudo sobre limites – os dos relacionamentos, os do perdão e, principalmente, os da própria televisão. Sob a fachada de reconciliação, o que se vê é uma coreografia emocional de dor e escândalo.

Para quem aprecia reality shows que escancaram as imperfeições humanas, a série é um prato cheio. Mas, para além do entretenimento, ela lança um olhar provocador sobre como, em tempos de exposição total, até as feridas mais íntimas viram conteúdo.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Instagram

Twitter

TikTok

YouTube

Onde assistir ao reality Infiéis: Uma Última Chance?

A série está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Infiéis: Uma Última Chance (2025)

YouTube player

Elenco de Infiéis: Uma Última Chance, da Netflix

  • Amanda Holden
  • Paul C. Brunson

Ficha técnica da série Infiéis: Uma Última Chance

  • Título original: Cheat: Unfinished Business
  • Gênero: reality show
  • País: Reino Unido
  • Temporada: 1
  • Episódios: 9
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Landman temporada 2 episódio 10 resenha crítica da série Paramount+ Flixlândia (1)
Críticas

O fim da M-Tex e o renascimento dos Norris: crítica do final da 2ª temporada de ‘Landman’

Se você achou que a segunda temporada de Landman ia terminar com...

O Cavaleiro dos Sete Reinos episódio 1 resenha crítica da série HBO Max 2026 Flixlândia
Críticas

Westeros ‘pé no chão’: o charme simples de ‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’

Se você ainda está traumatizado com finais de temporadas anteriores ou cansado...

De Repente Humana resenha crítica do dorama episódios 1 e 2 Netflix 2026 Flixlândia
Críticas

Destinos trocados e uma raposa sem paciência: o início de ‘De Repente Humana’

Se você, assim como eu, estava contando os dias para ver Kim...

Primal Temporada 3 episódio 1 resenha crítica da série HBO Max 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Primal’: retorno brutal da 3ª temporada reafirma animação como experiência sensorial extrema

Em um mercado saturado por séries que explicam demais, verbalizam sentimentos e...

The Pitt 2 temporada episódio 2 resenha crítica da série HBO Max 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘The Pitt’ (2×02): corações partidos e a frieza da tecnologia no pronto-socorro

O episódio 2 da temporada 2 de The Pitt, intitulado “8:00 AM”,...

Made in Korea Resenha crítica do episódio final da série 1 temporada Disney+ 2026 (1)
Críticas

[CRÍTICA] O triunfo da ambição: por que o final de ‘Made in Korea’ dói tanto?

Se você começou a assistir Made in Korea esperando que o herói...

Bolinhos de Arroz resenha crítica do dorama Netflix 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Bolinhos de Arroz’, um abraço em forma de dorama para aquecer o coração

Se você é fã de produções que focam no cotidiano e naquelas...