Confira a crítica da série "Like a Dragon: Yakuza", adaptação do videogame de 2024 disponível para assistir no Prime Video

Série de ‘Like a Dragon: Yakuza’ não tem a essência dos jogos

Foto: Prime Video / Divulgação
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A transição de histórias de games para o universo das adaptações live-action raramente é fácil, e as tentativas fracassadas não são raras para o público. Mesmo em um momento em que títulos como The Last of Us e Fallout provaram ser possível criar narrativas cativantes no formato televisivo, a série “Like a Dragon: Yakuza” (Ryû ga Gotoku ~Beyond the Game~), nova produção do Prime Video, ilustra como é fácil perder o encanto da obra original em meio a adaptações.

Prometendo levar ao público a atmosfera peculiar da franquia Yakuza, a série acaba se distanciando do tom irreverente e das complexidades emocionais que definem os jogos do Ryu Ga Gotoku Studio.

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Sinopse da série Like a Dragon: Yakuza (2024)

Ambientada no bairro fictício de Kamurocho, a história de “Like a Dragon: Yakuza” acompanha Kazuma Kiryu e seus amigos de infância, Nishikiyama e Yumi, enquanto tentam sobreviver em um submundo dominado pela Yakuza.

Dividida entre os anos de 1995 e 2005, a trama aborda a relação entre os protagonistas e o impacto de suas escolhas ao longo de uma década. Ao sair da prisão após cumprir uma longa sentença, Kiryu volta a Kamurocho apenas para se ver envolvido em uma intrincada rede de conspirações que ameaça desencadear uma guerra entre facções criminosas.

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Crítica de Like a Dragon: Yakuza, do Prime Video

Se os fãs da franquia de jogos esperavam reviver momentos icônicos ou se surpreender com a adaptação, talvez saiam decepcionados. A série de Prime Video não abraça a essência humorística e exagerada dos jogos, optando por um estilo excessivamente dramático e, por vezes, monótono. Em uma tentativa de modernizar e humanizar os personagens, perde-se o charme absurdo que sempre caracterizou a série.

Um dos principais problemas da adaptação reside na tentativa de suavizar a intensidade e a comédia presentes nos jogos. Ao abrir mão do “ridículo intencional” dos games, a série se torna mais uma narrativa genérica sobre a Yakuza, sem conseguir se destacar em nenhum ponto específico.

Kazuma Kiryu (Ryoma Takeuchi), apesar de uma atuação sólida, acaba se diluindo em uma história que poderia ser mais envolvente e que deixa de lado cenas cômicas e emocionantes – elementos essenciais para o protagonista nos jogos. As cenas de luta, embora bem executadas, carecem da intensidade presente nos combates dos jogos, onde cada golpe é carregado de simbolismo e emoção.

Trocas de linha do tempo

Outro ponto que enfraquece a narrativa é o ritmo confuso. A série frequentemente troca de linha do tempo sem justificativa, tornando difícil para o espectador se conectar com o desenvolvimento dos personagens.

Kamurocho, que deveria ser um personagem por si só, não é plenamente explorado. Mesmo visualmente detalhado, o cenário não atinge a vivacidade que o distrito possui nos jogos, onde o ambiente é repleto de personagens coadjuvantes excêntricos e eventos aleatórios que acrescentam à narrativa principal.

Falta de essência

O elenco, com exceção de alguns personagens como Nishikiyama (Kento Kaku), também não consegue capturar a essência dos seus papéis. Kaku impressiona ao interpretar Nishiki de maneira multifacetada, especialmente nas cenas de 1995, mas seu papel se torna restritivo e pouco significativo no enredo de 2005.

A personagem Yumi, por outro lado, é adaptada de forma que seu impacto emocional é reduzido, deixando de lado o potencial de criar uma narrativa mais envolvente sobre família e lealdade, temas tão fortes nos jogos.

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Conclusão

“Like a Dragon: Yakuza” poderia ter sido uma homenagem apaixonada aos fãs e uma porta de entrada para novos admiradores da franquia, mas se limita a ser uma versão sem brilho de uma das séries de games mais amadas do Japão.

Falta o espírito irreverente, a profundidade emocional e o tom exagerado que tornaram os jogos inesquecíveis. No final, a série serve como um entretenimento mediano, mas é incapaz de transmitir o carisma e a complexidade que tornaram a história de Kazuma Kiryu uma lenda no mundo dos games.

Para os fãs, talvez seja mais proveitoso revisitar os jogos e redescobrir o universo de Yakuza do que acompanhar uma adaptação que, embora visualmente fiel, perde seu coração no processo.

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Onde assistir à série Like a Dragon: Yakuza?

A série está disponível para assistir no Prime Video.

Trailer de Like a Dragon: Yakuza (2024)

YouTube player

Elenco de Like a Dragon: Yakuza, do Prime Video

  • Lee Hanee
  • Lee Jong-won
  • Kim Sang-jung
  • Lee Ki-woo
  • Kim Me-kyung
  • Seo Yi-sook
  • Park Se-hyun
  • Jo Jae-yoon
  • Kim Kwang-gyoo
  • Hur Jung-do

Ficha técnica da série Like a Dragon: Yakuza

  • Título original: Knight Flower
  • Criação: Chang Tae-you, Lee Saem
  • Gênero: comédia, ação, romance
  • País: Coreia do Sul
  • Ano: 2024
  • Temporada: 1
  • Episódios: 12
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

  • Joguei todos os yakuza, inclusive tenho uma tattoo da franquia, mas me perdoe. Nunca vi uma analise tão pífia como essa. Deus me livre…

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