Sejamos honestos: quem resiste a um bom drama adolescente ambientado em escolas de elite, com uniformes impecáveis e segredos sombrios? O Prime Video sabe que nós não resistimos. Depois do sucesso de Maxton Hall, a plataforma aposta alto em Love Me, Love Me, que estreou bem a tempo do Valentine’s Day, o Dia dos Namorados norte-americano, que acontece em 14 de fevereiro.
Baseado no fenômeno do Wattpad escrito pela italiana Stefania S. (que acumula milhões de leituras), o filme traz aquela vibe de “prazer culposo” que a gente adora odiar e ama assistir. Dirigido por Roger Kumble — o mesmo nome por trás de clássicos do gênero como Segundas Intenções e a franquia After —, o longa promete misturar o caos emocional típico da adolescência com o visual luxuoso de Milão. Mas será que ele entrega algo além de rostos bonitos e dramas requentados?
Sinopse
A trama segue June (interpretada pela talentosa Mia Jenkins), uma jovem que está tentando juntar os caquinhos da própria vida após a morte repentina do irmão. Em busca de um recomeço, ela se muda para Milão e se matricula em uma escola internacional de elite. O plano era manter a cabeça baixa e apenas sobreviver ao luto, mas, como manda a cartilha do gênero, o destino tem outros planos.
June logo se vê no centro de um triângulo amoroso (e psicológico) entre dois melhores amigos que são opostos absolutos. De um lado está Will (Luca Melucci), o aluno exemplar, estável e com cara de “genro que toda mãe pediu a Deus”. Do outro, temos James (Pepe Barroso Silva), o bad boy carismático, arrogante e que esconde uma vida dupla participando de lutas clandestinas de MMA. Enquanto June busca segurança nos braços de Will, a intensidade perigosa de James começa a testar suas convicções.
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Crítica do filme Love Me, Love Me, do Prime Video
A mão de Roger Kumble e a estética de Milão
Existe uma razão para Roger Kumble ser considerado o “rei” desse tipo de gênero. Ele sabe exatamente como transformar melodrama e tensão sexual em algo viciante. O filme não tem vergonha de ser o que é: um romance “slow-burn” brilhante e dramático.
A cinematografia aproveita muito bem a arquitetura de Milão e a atmosfera da escola (filmada na Villa Mondragone), criando um contraste interessante entre a elegância do “velho mundo” e as emoções caóticas dos adolescentes. Visualmente, o filme é caro e polido, usando iluminação para destacar a dualidade dos personagens — luzes estéreis para a escola e sombras neon para as lutas de MMA.

Mais do que apenas “bom x mau”
À primeira vista, parece que estamos assistindo a mais uma reciclagem do tropo “garota boazinha fica dividida entre o cara seguro e o perigoso”. E, bem, tecnicamente estamos. No entanto, o filme surpreende ao dar uma profundidade emocional maior do que o esperado para esse tipo de adaptação. O grande trunfo aqui é a desconstrução de Will.
O que começa como o arquétipo da “segurança” se revela algo mais complexo. A revelação sobre sua saúde mental, suas oscilações de humor e o uso de medicação adiciona uma camada de realidade que muitas vezes falta em filmes teen.
Não é apenas sobre quem beija melhor; é sobre estabilidade versus instabilidade emocional. James, por sua vez, embora preencha a cota do bad boy lutador, carrega traumas familiares que justificam sua postura defensiva, tornando a dinâmica do triângulo mais psicológica do que puramente física.
Química incendiária em meio a clichês conhecidos
Não dá para ignorar que o filme navega por um mar de clichês. Temos da garota que quer salvar o bad boy, os bailes, as tensões em corredores escolares e as meias-verdades. A narrativa pode parecer superficial em certos momentos, funcionando quase como um longo episódio piloto para uma série maior, o que faz sentido dado que é o primeiro de quatro livros.
Ainda assim, o elenco segura as pontas. A química entre Mia Jenkins, Pepe Barroso Silva e Luca Melucci é palpável e elétrica. Jenkins ancora o filme com uma vulnerabilidade crível, fazendo com que a atração dela pelo perigo pareça uma resposta psicológica ao seu luto, e não apenas uma escolha boba.
Final foge do conto de fadas
Talvez o ponto mais forte (e divisivo) seja o desfecho. Se você espera um grande beijo na chuva e uma resolução mágica, pode se decepcionar. O final é contido e aposta em um “final feliz realista”. A escolha de June foca na paciência e na compreensão, priorizando a comunicação em vez do caos, o que é uma mensagem surpreendentemente madura para o público-alvo.
O filme termina com uma esperança cautelosa, deixando ganchos claros para uma sequência, especialmente com a tensão não resolvida envolvendo James.
Conclusão
Love Me, Love Me não vai ganhar o Oscar (MUITO longe disso) e nem tenta reinventar a roda. Ele sabe exatamente o que é: um entretenimento viciante para a geração TikTok e para os fãs de romances dark. Apesar de escorregar em alguns clichês datados e ter problemas de ritmo na metade da trama, entrega visuais deslumbrantes e um trio de protagonistas com química de sobra.
É o filme perfeito para desligar o cérebro, curtir a trilha sonora pop e se deixar levar pelo drama. E, considerando que a história é baseada em uma tetralogia, a pergunta que fica não é se teremos uma continuação, mas quando ela chega para vermos se June vai conseguir manter sua escolha pela estabilidade ou se o caos de James será irresistível no futuro.
Onde assistir ao filme Love Me, Love Me?
Trailer de Love Me, Love Me (2026)
Elenco de Love Me, Love Me, do Prime Video
- Pepe Barroso
- Mia Jenkins
- Luca Melucci
- Andrea Guo
- Michelangelo Vizzini
- Madior Fall
- Vanessa Donghi
- Elizabeth Kinnear
- Tommaso Caporali
- Angel De Miguel
- Bruno Cabrerizo
- Edoardo De Marte

















