Morra, Amor resenha crítica do filme com Jennifer Lawrence 2025 Flixlândia

[CRÍTICA] ‘Morra, Amor’: um grito visceral sobre a maternidade no limite

Foto: Kimberley French / Mubi
Compartilhe

Há filmes que assistimos e há filmes que sobrevivemos. “Morra, Amor” (Die, My Love), a aguardada união entre a diretora Lynne Ramsay (Precisamos Falar Sobre o Kevin) e a estrela Jennifer Lawrence, pertence à segunda categoria.

Ambientado na beleza isolada e cruel de Montana, o longa, baseado na obra homônima escrita por Ariana Harwicz, é um estudo asfixiante sobre a psicose pós-parto, o isolamento e as trincheiras invisíveis de um casamento que desmorona.

➡️ Frete grátis e rápido na AMAZON! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

Lawrence interpreta Grace, uma mulher que se muda de Nova York para o campo com o marido, Jackson (Robert Pattinson), e seu recém-nascido. O que deveria ser o idílio rural rapidamente se transforma em uma panela de pressão psicológica, onde o choro do bebê, o latido de um cão e o silêncio da floresta soam como ameaças.

➡️ Quer saber mais sobre filmesséries e streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo INSTAGRAMXTIKTOKYOUTUBEWHATSAPP, e GOOGLE NOTÍCIAS, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Resenha crítica do filme Morra, Amor

O domínio de Jennifer Lawrence

Dizer que Jennifer Lawrence carrega o filme é pouco; ela é a própria atmosfera da obra. Em uma de suas atuações mais entregues e dolorosas, ela domina a cena transmitindo toda a angústia de uma mulher que está perdendo o contato com a realidade — e consigo mesma.

É uma performance que exige do espectador: nos solidarizamos com a dor de Grace, sentimos seu sufocamento físico e mental. Mas essa conexão depende diretamente da nossa capacidade de empatia. Lawrence despe a personagem de qualquer vaidade, mostrando a maternidade não como um comercial de margarina, mas como um campo de batalha interno.

Morra, Amor resenha crítica do filme com Jennifer Lawrence 2025 Flixlândia (1)
Foto: Kimberley French / Mubi

O peso do silêncio masculino

Do outro lado dessa balança quebrada está Jackson, vivido com competência por Robert Pattinson. Ele constrói um homem errático, falho e tragicamente humano. Jackson não é um vilão de desenho animado; é um marido que trai, que se ausenta, mas que também parece paralisado pela própria incapacidade de compreender o que acontece dentro da esposa.

A tragédia do personagem reside no timing. Ele busca compreender Grace, ou tenta salvá-la à sua maneira torta, mas o faz tarde demais. Pattinson transmite com sutileza o peso de um homem que, provavelmente, carregará por toda a vida a culpa de não ter conseguido resgatar a mãe de seu filho do abismo.

O elenco de apoio, embora com participações menores, eleva o nível do drama. A lendária Sissy Spacek brilha como a sogra, trazendo camadas de uma dor antiga e resignada, enquanto Nick Nolte aproveita cada segundo de sua participação pontual.

Conclusão

Morra, Amor possui muitas camadas, e talvez seja difícil acessá-las todas sem ter passado pela experiência de ter filhos — seja você homem ou mulher. Lynne Ramsay não entrega respostas fáceis, mas oferece uma experiência sensorial potente.

É um filme difícil, mas absolutamente necessário. Necessário para que mais homens possam olhar com carinho e atenção real para o momento do puerpério, e fundamental para que mães que atravessam esse deserto não se sintam tão sozinhas. Ao final, fica o eco de um alerta: a negligência emocional pode ser tão letal quanto qualquer arma.

Onde assistir ao filme Morra, Amor?

O filme estreia nesta quinta-feira, 27 de novembro de 2025, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer de Morra, Amor (2025)

YouTube player

Elenco do filme Morra, Amor

  • Jennifer Lawrence
  • Robert Pattinson
  • Lakeith Stanfield
  • Nick Nolte
  • Sissy Spacek
Escrito por
Cadu Costa

Cadu Costa era um camisa 10 campeão do Vasco da Gama nos anos 80 até ser picado por uma aranha radioativa e assumir o manto do Homem-Aranha. Pra manter sua identidade secreta, resolveu ser um astro do rock e rodar o mundo. Hoje prefere ser somente um jornalista bêbado amante de animais que ouve Paulinho da Viola e chora pelos amores vividos. Até porque está ficando velho e esse mundo nem merece mais ser salvo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Pânico 7 Resenha crítica do filme com spoilers 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Pânico 7’ celebra 30 anos com mortes brutais, mas roteiro decepciona [com spoilers]

Há exatos 30 anos, o simples toque de um telefone fixo e...

Pânico 7 Resenha crítica do filme 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Pânico 7’ não deixa cicatrizes profundas, mas ainda sabe como se manter vivo

Desde sua estreia em 1996, a franquia Pânico construiu um legado raro...

Hierarquia do Crime crítica do filme Netflix 2025 - Flixlândia (1)
Críticas

Mesmo com orçamento mínimo, ‘Hierarquia do Crime’ rende um baita filme de assalto

Imagine a cena: um filme de ação feito de forma independente, com...

O Refúgio crítica do filme do Prime Video 2026 - Flixlândia
Críticas

Sangue, suor e terra firme: como ‘O Refúgio’ reinventa os filmes de pirata

Quando pensamos em filmes de pirata, a primeira imagem que vem à...

Manual Prático da Vingança Lucrativa crítica do filme 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Manual Prático da Vingança Lucrativa’ é uma sátira moral entre comicidade e crueldade

Dirigido e roteirizado por John Patton Ford, Manual Prático da Vingança Lucrativa...

A Miss crítica do filme brasileiro 2026
Críticas

‘A Miss’: dramédia brasileira tem altos e baixos, mas sai com saldo positivo

Uma comédia sobre uma mãe engraçada ou um drama sobre uma mãe...

Encontros e Despedidas 2025 crítica do filme da Netflix - Flixlândia
Críticas

‘Encontros e Despedidas’ emociona pela sinceridade

O filme “Encontros e Despedidas”, que você encontra na Netflix, é um...

#SalveRosa crítica do filme brasileiro Netflix 2025 - Flixlândia
Críticas

Muito além do filtro: a dura realidade por trás do suspense #SalveRosa

Vivemos em uma era onde a superexposição infantil nas redes sociais não...