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‘Ninguém é de Ninguém’ é uma experiência frustrante

Confira a crítica do filme "Ninguém é de Ninguém", drama brasileiro com Carol Castro e Danton Mello que está disponível na Max.

Foto: Max / Divulgação

O filme “Ninguém é de Ninguém” é uma adaptação do romance espírita de Zíbia Gasparetto, dirigida por Wagner de Assis. Conhecido por suas obras voltadas ao kardecismo, como “Nosso Lar 2: Os Mensageiros” (2023) e “Kardec” (2019), o cineasta entrega um trabalho que se propõe a explorar reflexões espirituais e filosóficas sobre relacionamentos abusivos. No entanto, apesar de suas boas intenções, o longa apresenta falhas significativas que comprometem a profundidade e a execução da narrativa.

Sinopse de Ninguém é de Ninguém (2023)

A trama segue Gabriela (Carol Castro) e Roberto (Danton Mello), um casal que enfrenta dificuldades após Roberto perder o emprego, deixando Gabriela como a principal provedora da família. O ciúme doentio de Roberto, exacerbado pela ascensão profissional de Gabriela e sua proximidade com o chefe, Dr. Renato (Rocco Pitanga), leva a um ciclo de possessividade e violência.

A situação se complica ainda mais quando Gioconda (Paloma Bernardi), esposa de Renato, entra em cena, desencadeando uma série de eventos trágicos e espirituais que entrelaçam as vidas dos personagens.

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Cena do filme “Ninguém é de Ninguém” (Foto: Max / Divulgação)

Crítica do filme Ninguém é de Ninguém, da Max

Wagner de Assis aborda temas relevantes como a violência contra a mulher e os relacionamentos tóxicos, utilizando uma perspectiva espírita para aprofundar a discussão. A direção de atores é um ponto forte, com Carol Castro entregando uma performance empática e convincente como uma mulher bem-sucedida que enfrenta abusos. Danton Mello, por sua vez, retrata de forma eficaz o lado sedutor e manipulador de um homem possessivo, gerando sentimentos mistos de ódio e pena no público.

No entanto, a construção do ciúme e da possessividade de Roberto é superficial e mal trabalhada, deixando a impressão de que esses sentimentos surgem de maneira gratuita e sem fundamento claro. Além disso, o roteiro fraco e os diálogos pouco envolventes dificultam a imersão na história, apesar da premissa interessante.

A transição para o “além vida” agrava ainda mais os problemas do filme. Após a morte de Roberto, sua alma vaga pelo plano terreno, tentando atrapalhar a vida de Renato e permanecer próximo de Gabriela, mas os efeitos especiais são simplistas e pouco convincentes. A abordagem do plano espiritual, que poderia ser um diferencial positivo, acaba parecendo forçada e mal executada, especialmente quando comparada a trabalhos anteriores de Assis, como “Nosso Lar”.

Conclusão

“Ninguém é de Ninguém” tem um enredo promissor e atuações competentes, mas sofre com a execução pobre de temas complexos e relevantes. O filme tenta abordar a possessividade, o perdão e a redenção através de uma lente espiritual, mas acaba se perdendo em subtramas rasas e efeitos especiais mal elaborados.

Apesar de suas falhas, a obra pode ser vista como um alerta sobre os perigos dos relacionamentos abusivos e a necessidade de superação e autoconhecimento. No entanto, não consegue alcançar todo o seu potencial, resultando em uma experiência, por vezes, frustrante.

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Onde assistir Ninguém é de Ninguém?

O filme está disponível para assinantes da Max.

Trailer do filme Ninguém é de Ninguém

Elenco de Ninguém é de Ninguém, da Max

Ficha técnica de Ninguém é de Ninguém (2023)

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