Se você achava que a vida de um cavaleiro andante era só torneios e dormir sob as estrelas, o episódio 4 de “O Cavaleiro dos Sete Reinos”, intitulado “Os Sete”, veio para dar um choque de realidade. Esqueça o clima leve de aventura; a série decidiu pisar no freio da diversão e acelerar na tensão política e no drama.
Estamos naquele ponto sem retorno, onde uma briga de bar se transforma em um evento histórico que pode custar cabeças. O episódio entrega diálogos afiados, reviravoltas no elenco de apoio e um final que, honestamente, é de arrepiar qualquer fã da franquia original.
Sinopse
A história recomeça exatamente onde paramos: Dunk (Peter Claffey) está na masmorra de Valfreixo, aguardando uma punição severa por ter agredido o príncipe Aerion Targaryen. A situação piora quando o príncipe Daeron, “o Bêbado”, confirma a mentira de que Dunk teria sequestrado Egg, embora todo mundo saiba que isso é balela.
O Príncipe Baelor (Bertie Carvel), que se mostra a voz da razão no meio da loucura Targaryen, aconselha Dunk a pedir um Julgamento por Combate. O problema? O sádico Aerion invoca o antigo e raríssimo “Julgamento dos Sete”, exigindo que Dunk encontre não um, mas seis outros cavaleiros dispostos a lutar (e morrer) ao lado dele contra a realeza. Enquanto Dunk corre contra o tempo e lida com traições inesperadas, Egg tenta limpar sua bagunça recrutando aliados improváveis para salvar seu amigo.
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Crítica do episódio 4 da série O Cavaleiro dos Sete Reinos
A ruptura e o reencontro de Dunk e Egg
O coração do episódio está na dinâmica quebrada entre nossos protagonistas. Ver o Egg vestido com roupas finas de Targaryen, visitando um Dunk sujo e derrotado na cela, cria um contraste visual poderoso. A atuação de Peter Claffey aqui é fenomenal; ele passa uma vibe de “pai decepcionado” que dói muito mais do que qualquer grito de raiva.
Embora Dunk esteja ferido pela mentira do garoto, a série acerta em cheio ao mostrar que o vínculo deles é inquebrável. Egg, com os olhos cheios de lágrimas, sente o peso da culpa, e Dunk, mesmo ferrado, ainda tenta proteger o menino diante de Baelor. É essa “brotherhood” que sustenta a série, transformando um drama político em algo pessoal e emocionante.

O jogo político e a “vibe” Game of Thrones
Esse episódio prova que a série sabe expandir o material original sem perder a essência. Temos um aprofundamento interessante na mitologia com Daeron revelando seus “Sonhos de Dragão” — uma visão profética onde um dragão morre em cima de Dunk, mas o cavaleiro sai vivo. Isso adiciona uma camada mística que lembra os melhores momentos de profecias de Game of Thrones, sem parecer forçado.
Além disso, a estrutura do episódio funciona como um “filme de recrutamento” tenso. A traição de Steffon Fossoway, que troca sua honra por um título de lorde, é aquele tipo de virada cínica que George R.R. Martin adora escrever. Por outro lado, a lealdade vinda de figuras caóticas como Sor Lyonel Baratheon (que só quer ver o circo pegar fogo) e a coragem de Raymun Fossoway equilibram a balança.
Estética suja e identidade visual
Vale destacar a produção técnica. Diferente de muitas fantasias atuais que parecem limpas demais, O Cavaleiro dos Sete Reinos abraça a sujeira. O episódio começa escuro, na lama e na pedra úmida, refletindo o estado de espírito de Dunk. As armaduras são incríveis e ajudam a contar a história — a opulência dos Targaryen contra a simplicidade do “time Dunk”.
Um detalhe simbólico muito bonito é o novo escudo de Dunk. Enquanto ele vê morte na pintura da árvore e da estrela cadente (um pôr do sol, o fim), o ferreiro e o público são convidados a ver esperança: a árvore ainda está verde e viva. É poesia visual pura.
O momento apoteótico (e o alívio cômico)
A série não tem medo de ser engraçada mesmo no desespero. O momento em que Dunk faz um discurso apaixonado para a multidão pedindo ajuda e a única resposta é um pum sonoro de um figurante é ouro. Isso quebra a expectativa heroica de um jeito muito “pé no chão”.
Mas o que realmente faz o episódio entrar para a história é o final. Quando tudo parece perdido, Baelor Targaryen entra na arena para ser o sétimo cavaleiro. A escolha de tocar a música tema original de Game of Thrones (ou uma variação dela) nesse momento é um golpe baixo na nostalgia. Baelor se consolida aqui como o melhor Targaryen que a TV já mostrou em muito tempo: justo, honrado e badass.
Conclusão
O episódio 4 de O Cavaleiro dos Sete Reinos prepara o terreno de forma magistral para o clímax da temporada. Ele tira Dunk da posição de observador e o coloca no centro de um evento que vai abalar Westeros.
Com atuações sólidas, um roteiro que equilibra cinismo e heroísmo, e um final que faz a gente querer gritar na frente da TV, “Os Sete” é, sem dúvida, o ponto alto da série até agora. Agora, só nos resta esperar que o próximo episódio entregue a pancadaria que foi prometida.
Onde assistir à série O Cavaleiro dos Sete Reinos?
Trailer de O Cavaleiro dos Sete Reinos (2026)
Elenco de O Cavaleiro dos Sete Reinos, da HBO
- Peter Claffey
- Dexter Sol Ansell
- Daniel Ings
- Shaun Thomas
- Henry Ashton
- Edward Ashley
- Sam Spruell
- Finn Bennett















