O final do filme O Mundo Vai Tremer entrega um soco no estômago brutal e necessário para resgatar memórias históricas. Longe de ser apenas um drama de guerra, a obra expõe a dura realidade do campo de extermínio de Chelmno.
Dirigido por Lior Geller, o longa acompanha dois prisioneiros judeus na Polônia ocupada de 1942. A trama foca no momento sombrio em que as atrocidades nazistas ainda eram tratadas com ceticismo pelo resto do mundo.
O que acontece no final do filme ‘O Mundo Vai Tremer’?
A narrativa atinge seu ápice quando Solomon e Michael decidem que apenas sobreviver não é mais suficiente. Com um caco de vidro, eles rasgam a lona do caminhão de transporte e saltam sob tiros para escapar dos guardas.
Mesmo feridos gravemente na queda, eles conseguem atravessar um rio gelado para despistar a perseguição. Em um cenário de traições constantes, a dupla recebe ajuda vital de uma polonesa, que oferece roupas ferroviárias e comida.
Disfarçados e usando uma moto roubada, os fugitivos conseguem finalmente alcançar o gueto de Grabow. Lá, o Rabino Schulman ouve os relatos sobre as câmaras de gás móveis, enfrentando uma dura descrença inicial.

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Solomon Wiener e Michael Podchlebnik sobrevivem na vida real?
A produção faz questão de honrar a história verdadeira, deixando de lado finais felizes e maquiados. Graças ao esforço deles, o alerta chegou à rádio BBC em junho de 1942, marcando a primeira denúncia do Holocausto.
Apesar do seu ato heroico, Solomon não sobreviveu para ver a queda do regime totalitário alemão. Ele acabou sendo capturado meses depois em Grabow e foi assassinado nas câmaras de gás do campo de Belzec.
Michael, por outro lado, conseguiu resistir vivendo escondido em uma fazenda no interior polonês até o fim da guerra. Mais tarde, ele imigrou para Israel e se tornou uma testemunha crucial nos tribunais de crimes de guerra em 1962.
Qual é a principal mensagem da obra cinematográfica?
A mensagem central do roteiro recai sobre a imensa responsabilidade do testemunho diante da incredulidade humana. Geller usa metáforas, como o pássaro e o lobo, para ilustrar a resiliência e a destruição imposta às vítimas.
O desfecho impactante, que utiliza imagens reais de uma entrevista de Michael em 1979, coroa a trajetória desses homens. Assistir a essa luta desesperada pela verdade prova que contar a história é a nossa maior forma de resistência.












