Crítica do filme O Natal Extraordinário de Zoey (2021) - Flixlândia

‘O Natal Extraordinário de Zoey’: um filme natalino diferente de outros do gênero

Foto: Divulgação / Netflix
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“O Natal Extraordinário de Zoey”, que chegou recentemente ao catálogo da Netflix, é um derivado (spin-off) da série original NBC Zoey e sua Fantástica Playlist, entretanto, o filme foi produzido como um especial da plataforma de streaming ROKU, após o cancelamento da série principal.

O filme é um epílogo para os personagens, apesar disso, ele também funciona como um produção independente e não é necessário assistir à série para entender a trama. No entanto, fica aqui a recomendação para assisti-la depois do filme.

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Sinopse

O filme finaliza a história de Zoey Clark (Jane Levy), uma programadora de São Francisco, Califórnia, que tem o dom de ouvir as emoções das outras pessoas, através de grandes musicais coreografados em sua cabeça após um acidente durante uma ressonância magnética, e que agora tem o desafio de juntar a família novamente, para comemorar o primeiro Natal sem seu falecido pai.

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Crítica

O filme se propõe a lidar com o luto e a renovar a esperança (como todo bom filme de Natal deve ser esperançoso), enquanto aborda o papel das tradições familiares e as memórias afetivas. Com a proximidade do primeiro Natal sem seu pai, Zoey precisa lidar com a solidão.

Decidida a unir a família e realizar o Natal como costumava ser, ela revisita o passado e faz de tudo para seguir as tradições de Natal da família Clark à risca, até descobrir que não poderia. A verdade é que o tempo passou, e as pessoas mudaram, evoluíram. Zoey precisa evoluir também. Eles já não são mais crianças; seu irmão já tem um filho, e as tradições — pelo menos algumas delas — serão diferentes e até podem ser melhores, significando outras coisas e recordando as pessoas ainda presentes em sua vida.

Mais do que apenas um musical de Natal, a trilha sonora do filme e os momentos musicais são compostos por músicas de verdade (e não produções criadas especificamente para o filme), o que confere uma camada especial ao longa. Assim como essas músicas descrevem um sentimento profundo de algum personagem em dado momento, elas também podem significar algo profundo para nós, o público.

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A profundidade da conexão pós-série

Embora funcione como uma produção independente, para quem assistiu à série original da NBC, o filme especial da ROKU atinge uma ressonância emocional significativamente maior. Ele não apenas encerra a história de Zoey Clark (Jane Levy), a programadora de São Francisco que ouve as emoções alheias em forma de musicais, mas também oferece um epílogo merecido para os fãs após o cancelamento.

O especial não foge das questões levantadas na série sobre a natureza do dom de Zoey e a aceitação da perda após a morte de seu pai (Mitch Clark). O desafio central — realizar o primeiro Natal sem ele — é o catalisador perfeito para explorar a dinâmica familiar em luto, mostrando como cada membro (incluindo a mãe Maggie e o irmão David) tenta manter viva a memória de Mitch, cada um à sua maneira.

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A dança entre melancolia e alegria

Um dos maiores acertos do filme é a forma como equilibra a melancolia profunda inerente ao tema do luto natalino com a alegria inerente do formato musical. Ao invés de ser um filme de Natal excessivamente açucarado, ele valida a tristeza e a dificuldade de “entrar no espírito” quando se está de luto. As sequências musicais, já um ponto forte da série, são usadas aqui para externalizar a complexidade emocional do Natal: o contraste entre a expectativa social de felicidade e o sentimento de vazio.

Por exemplo, quando um personagem expressa sua dor através de uma canção popular, a experiência se torna catártica e incrivelmente relacionável. O filme sugere, com delicadeza e através de números de dança e canto vibrantes, que honrar a memória de quem se foi não significa congelar o passado, mas sim permitir que novas alegrias e novas tradições surjam a partir do amor que permanece. A evolução de Zoey em aceitar que as tradições podem mudar é o coração desta mensagem natalina.

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Conclusão

“O Natal Extraordinário de Zoey” consegue ser uma conclusão emocionante e digna para a jornada de Zoey Clark e sua família. Ao centrar-se na dificuldade de celebrar o primeiro Natal após uma grande perda, o filme usa a peculiaridade musical da protagonista para explorar temas universais de mudança, aceitação e o legado do amor deixado por quem se foi. A forma como as “canções do coração” se manifestam em um cenário natalino, com o
peso emocional de canções conhecidas, eleva a narrativa. Sim, vale a pena assistir.

É um especial de Natal sincero, musicalmente rico e que oferece uma perspectiva madura sobre a celebração, fugindo um pouco do clichê. É ideal para quem aprecia o gênero musical e busca histórias natalinas que abordam temas sérios como o luto e a dinâmica familiar, sem perder a esperança. É um filme para ser assistido por aqueles que procuram um toque de magia musical com uma dose real de emoção humana neste Natal.

Onde assistir ao filme O Natal Extraordinário de Zoey?

A série está disponível para assistir na Netflix.

Veja o trailer de O Natal Extraordinário de Zoey (2021)

YouTube player

Quem está no elenco de O Natal Extraordinário de Zoey, da Netflix?

  • Jane Levy
  • Skylar Astin
  • Alex Newell
  • Peter Gallagher
  • Mary Steenburgen
  • John Clarence Stewart
  • Andrew Leeds
  • Alice Lee
  • Michael Thomas Grant
  • Kapil Talwalkar

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