Confira a crítica do filme "O'Dessa", drama musical de 2025 com Sadie Sink e Regina Hall disponível para assistir no Disney+

Sadie Sink brilha, mas ‘O’Dessa’ desafina na execução

Foto: Disney+ / Divulgação
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Desde sua passagem pelo Festival SXSW, o filme “O’Dessa”, o novo musical pós-apocalíptico dirigido por Geremy Jasper (Patti Cake$), tem dividido opiniões.

A promessa de uma ópera rock ambientada em um futuro distópico e estrelada por Sadie Sink (Stranger Things, A Baleia) chamou a atenção dos fãs do gênero, mas as primeiras críticas apontaram que o filme sofre com falta de originalidade e profundidade.

Com uma estética maximalista e uma trama que mistura elementos de Mad Max e Blade Runner, “O’Dessa” ambiciona ser um marco cult, mas será que consegue?

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Sinopse do filme O’Dessa (2025)

Em um mundo pós-apocalíptico, O’Dessa (Sadie Sink) é uma jovem fazendeira que descobre estar destinada a um papel grandioso. Como a “sétima filha” de uma linhagem de músicos errantes, ela parte em busca de sua herança familiar: um violão mágico que tem o poder de mudar o destino do mundo.

Sua jornada a leva até Satylite City, uma metrópole distópica dominada por um tirano narcisista chamado Plutonovich (Murray Bartlett). Lá, ela encontra Euri (Kelvin Harrison Jr.), um músico talentoso e trágico que se torna seu grande amor. Mas para salvar a si mesma e aqueles que ama, O’Dessa precisa desafiar um sistema opressor e provar que a música pode ser uma arma poderosa.

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Crítica de O’Dessa, do Disney+

Um dos maiores atrativos de “O’Dessa” é, sem dúvida, sua estética vibrante. Jasper constrói um universo cinematográfico rico em detalhes, onde cada cena parece um videoclipe estilizado. O design de produção evoca uma fusão de neon e decadência, algo entre A Montanha Sagrada (1973) e The Rocky Horror Picture Show (1975).

Porém, essa abundância visual muitas vezes mascara a fragilidade da narrativa. O filme se perde entre referências óbvias a clássicos do gênero, tornando-se um “Frankenstein cinematográfico” de ideias já exploradas.

Sadie Sink segura filme, mas trama não acompanha

Sadie Sink entrega uma atuação carismática e intensa, consolidando-se como uma atriz capaz de carregar um filme nos ombros. Sua presença magnética e sua entrega emocional fazem de O’Dessa uma heroína convincente.

No entanto, o roteiro não lhe dá material suficiente para explorar sua complexidade. O relacionamento entre O’Dessa e Euri, que deveria ser o coração da história, soa apressado e sem profundidade, limitando-se a uma série de trocas de olhares apaixonados e canções sentimentais.

Músicas esquecíveis para um musical ambicioso

Se a proposta é ser uma ópera rock, as músicas deveriam ser um dos pilares do filme. Entretanto, as composições originais de Jasper e Jason Binnick falham ao tentar deixar uma marca. Embora algumas faixas sejam agradáveis e bem executadas, nenhuma delas tem o impacto necessário para sustentar a promessa de uma revolução musical.

O grande número final, que deveria ser o ápice emocional, passa longe de um momento icônico como I’m Going Home, de Rocky Horror, ou Come What May, de Moulin Rouge!.

Uma tentativa de cult clássico que não encontra sua identidade

O elenco de apoio de “O’Dessa” é repleto de talentos subaproveitados. Regina Hall entrega uma vilã estilosa e imponente como Neon Dion, mas sua personagem carece de profundidade. Já Murray Bartlett encarna um ditador caricato, mas sem a ameaça necessária para se tornar memorável. O próprio Euri, vivido por Kelvin Harrison Jr., apesar de trazer nuances interessantes à dinâmica de gênero do filme, carece de um arco narrativo bem desenvolvido.

Mas o maior problema de “O’Dessa” é sua tentativa de se consolidar como um novo clássico cult sem realmente inovar. O filme quer evocar a energia transgressora de produções como Velvet Goldmine (1998) e A Lenda de Billie Jean (1985), mas não ousa o suficiente para sair da superfície. Sua abordagem da fluidez de gênero e da rebeldia juvenil é interessante, mas sem um desenvolvimento narrativo mais sólido, tudo fica apenas na estética.

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Conclusão

“O’Dessa” tem ambição, um visual arrebatador e uma protagonista talentosa, mas tropeça na execução. A falta de originalidade, a trama rasa e as músicas pouco memoráveis impedem que o filme alcance seu potencial.

Apesar de sua estética chamativa e momentos pontuais de brilho, “O’Dessa” acaba sendo uma experiência mais vazia do que revolucionária. Pode até encontrar um público entre os fãs de óperas rock e do visual retrofuturista, mas dificilmente se tornará o marco que gostaria de ser.

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Onde assistir ao filme O’Dessa?

O filme está disponível para assistir no Disney+.

Trailer de O’Dessa (2025)

YouTube player

Elenco de O’Dessa, do Disney+

  • Sadie Sink
  • Murray Bartlett
  • Regina Hall
  • Mark Boone Junior
  • Kelvin Harrison Jr.
  • Bree Elrod
  • Dora Dimic Rakar
  • Pokey LaFarge

Ficha técnica do filme O’Dessa

  • Título original: O’Dessa
  • Direção: Geremy Jasper
  • Roteiro: Geremy Jasper
  • Gênero: drama, musical
  • País: Brasil, Estados Unidos
  • Duração: 108 minutos
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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