Pânico 7 Resenha crítica do filme 2026 - Flixlândia

‘Pânico 7’ não deixa cicatrizes profundas, mas ainda sabe como se manter vivo

Foto: Paramount Pictures / Divulgação
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Desde sua estreia em 1996, a franquia Pânico construiu um legado raro dentro do terror: o de se reinventar sem abandonar suas raízes. Ao misturar slasher, metalinguagem e comentários geracionais, a saga sempre caminhou numa linha delicada entre a nostalgia e a atualização de seus códigos. Chegar ao sétimo capítulo, quase três décadas depois, não é apenas uma façanha industrial — é um teste de relevância artística.

Assistir a Pânico 7 como alguém que acompanhou a franquia desde 1997 carrega um peso emocional inevitável. O filme não tenta competir diretamente com a energia mais ousada de Pânico (2022) ou Pânico 6 (2023), mas aposta em algo mais íntimo: o retorno ao núcleo emocional da série. Não é o capítulo mais afiado ou inventivo, mas entende muito bem para quem está falando.

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Sinopse

A trama acompanha a vida atual de Sidney Prescott Evans, agora casada com o policial Mark Evans e mãe de três filhas. Estabelecida na tranquila Pine Groove, Sidney tenta manter sua família afastada dos horrores do passado, especialmente sua filha mais velha, Tatum Evans, de 17 anos, que começa a questionar o silêncio da mãe sobre os assassinatos que marcaram sua juventude.

O estopim da narrativa surge quando dois adolescentes são assassinados na antiga casa de Stu Macher — agora transformada em um museu dos crimes originais. A partir desse evento, o Ghostface ressurge, trazendo o velho padrão de perseguições, telefonemas e mortes, enquanto Sidney e Mark fazem de tudo para proteger Tatum e seus amigos.

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Crítica do filme Pânico 7

❄️ Herança, trauma e maternidade

Um dos aspectos mais interessantes de Pânico 7 é a forma como ele aborda o trauma sob a perspectiva da maternidade. Sidney não é mais apenas a sobrevivente icônica, mas uma mãe tentando impedir que a violência atravesse gerações. O conflito com Tatum — que deseja respostas e autonomia — adiciona uma camada emocional honesta, ainda que pouco explorada em profundidade.

A relação da filha com o namorado Ben funciona como um espelho direto do passado, evocando a sombra de Billy Loomis. Essa escolha é eficaz simbolicamente, mas o roteiro opta por caminhos seguros, sem subverter expectativas ou aprofundar as consequências psicológicas desse paralelo. Há tensão, mas falta risco narrativo.

➡️ ‘Pânico 7’ celebra 30 anos com mortes brutais, mas roteiro decepciona [com spoilers]

Pânico 7 resenha crítica do filme (2026) - Flixlândia
Foto: Paramount Pictures / Divulgação

🔪 Terror gráfico e fórmula conhecida

No quesito horror, o filme entrega exatamente o que promete: mortes gráficas, violentas e tecnicamente bem executadas. A direção não economiza no impacto visual, mas nenhuma cena se destaca a ponto de se tornar icônica dentro da franquia. São mortes eficientes, porém descartáveis.

Os sustos seguem um padrão previsível, apostando mais na antecipação do que na surpresa real. Para fãs veteranos, o timing das cenas denuncia rapidamente quando algo vai acontecer. Não chega a comprometer a experiência, mas reforça a sensação de que o filme prefere a segurança à inovação.

🗞️ Velhos rostos, velhas almas

A presença de Neve Campbell é, sem dúvida, o coração emocional do filme. Sua Sidney carrega cansaço, força e humanidade, tornando crível essa nova fase da personagem. É impossível não se envolver ao vê-la, mais uma vez, enfrentando um horror que ela nunca escolheu.

Courteney Cox retorna como Gale Weathers mantendo intacto seu sarcasmo afiado e sua energia cínica. Embora sua participação seja mais funcional do que essencial, sua química com Sidney continua sendo um dos pilares afetivos da franquia — um lembrete de por que esses personagens sobreviveram ao tempo.

Conclusão

Pânico 7 está longe de ser um capítulo memorável ou revolucionário, mas entende perfeitamente seu papel dentro da saga. Ele não busca reinventar a roda, e sim reforçar laços: com o passado, com seus personagens clássicos e com o público que cresceu acompanhando essas histórias. O mistério em torno do Ghostface é competente, ainda que pouco ousado.

No fim, o filme funciona como um abraço nostálgico — talvez não surpreenda, nem choque como antes, mas conforta. Para os fãs, ver Sidney Prescott e Gale Weathers juntas novamente já é motivo suficiente para justificar a experiência. Pânico 7 pode não deixar cicatrizes profundas, mas prova que ainda sabe como se manter vivo. 🔪🎬

Onde assistir ao filme Pânico 7?

O filme estreia nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer de Pânico 7 (2026)

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Elenco do filme Pânico 7

  • Neve Campbell
  • Courteney Cox
  • Isabel May
  • Jasmin Savoy Brown
  • Mason Gooding
  • Anna Camp
  • Joel McHale
  • Mckenna Grace
  • Michelle Randolph
  • Jimmy Tatro
  • Asa Germann
  • Celeste O’Connor
  • Sam Rechner
  • Ethan Embry
  • Tim Simons
  • Mark Consuelos
Escrito por
Juliana Cunha

Editora na ESPN Brasil e fã de cultura pop, Juliana se classifica como uma nerd saudosa dos grandes feitos da Marvel.

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