Pânico 7 Resenha crítica do filme com spoilers 2026 - Flixlândia

‘Pânico 7’ celebra 30 anos com mortes brutais, mas roteiro decepciona [com spoilers]

Foto: Paramount Pictures / Divulgação
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Há exatos 30 anos, o simples toque de um telefone fixo e a pergunta “Qual é o seu filme de terror favorito?” redefiniram a cultura pop. Quando Wes Craven lançou o primeiro filme da franquia Pânico em 1996, ele não apenas assustou uma geração inteira, mas ensinou as regras para sobreviver a um massacre. Agora, em um mundo dominado por inteligência artificial e nostalgia, o telefone volta a tocar.

A promessa de Pânico 7, que chega aos cinemas em 26 de fevereiro (quinta-feira), era uma celebração épica dessas 3 décadas de sangue, trazendo nossa Final Girl definitiva de volta ao centro do palco. O convite estava feito e a expectativa era de um banquete de gala. Mas, ao abrirmos a porta, o que encontramos foi apenas um modesto bolinho de aniversário. E, claro, uma faca afiada.

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Sinopse

A história segue acompanha a vida atual de Sidney Prescott Evans, agora casada com o policial Mark Evans e mãe de três filhas. Estabelecida na tranquila Pine Groove, Sidney tenta manter sua família afastada dos horrores do passado, especialmente sua filha mais velha, Tatum Evans, de 17 anos, que começa a questionar o silêncio da mãe sobre os assassinatos que marcaram sua juventude.

O estopim da narrativa surge quando dois adolescentes são assassinados na antiga casa de Stu Macher — agora transformada em um museu dos crimes originais. A partir desse evento, o Ghostface ressurge, trazendo o velho padrão de perseguições, telefonemas e mortes, enquanto Sidney e Mark fazem de tudo para proteger Tatum e seus amigos.

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Crítica do filme Pânico 7

O filme começa destruindo sua própria história de forma literal. A abertura nos leva à Stu Macher House Experience, uma versão turística e macabra da residência do primeiro longa e cenário do clímax de Pânico 5 (2022). O verdadeiro Ghostface entra em cena, elimina casal de visitantes e incendeia o local, estabelecendo tom sombrio e fotografia caprichada que marcarão a obra.

Longe dali, Sidney Prescott (Neve Campbell) vive isolada administrando cafeteria, completamente afastada dos eventos de Pânico 6 (2023). Casada com o delegado Mark Evans — agora interpretado por Joel McHale —, ela é mãe de três filhas, mas as duas mais novas passam a temporada com a avó paterna.

A trama foca na primogênita, Tatum Evans (Isabel May), de 17 anos, que engata romance com Ben Brown (Sam Rechner). O namorado até repete a clássica entrada pela janela popularizada por Billy Loomis, mas ostenta uma profundidade dramática nula, sendo tão expressivo quanto o lendário Cigano Igor, da antiga teledramaturgia brasileira.

➡️ ‘Pânico 7’ não deixa cicatrizes profundas, mas ainda sabe como se manter vivo [sem spoilers]

Pânico 7 resenha crítica do filme (2026) - Flixlândia
Foto: Paramount Pictures / Divulgação

Aposta no terror psicológico

A engrenagem do terror gira de fato quando o assassino invade a casa de Sidney. Após combate físico brutal, o criminoso foge para a rua e é impiedosamente atropelado por Gale Weathers (Courteney Cox). A entrada triunfal da jornalista arrancou aplausos na sessão e marca seu retorno trabalhando em conjunto com os carismáticos gêmeos Mindy Meeks-Martin (Jasmin Savoy Brown) e Chad Meeks-Martin (Mason Gooding).

A máscara cai e revela Karl, ex-paciente psiquiátrico que, longe de ser fanático pela franquia, é apenas um lunático assassino. Trata-se de momento inédito na saga: pela primeira vez, um Ghostface morre vestindo a fantasia logo no primeiro ato.

O grande trunfo da narrativa é apostar no terror psicológico impulsionado por tecnologia. Sidney recebe chamadas de vídeo com recriações perfeitas de Stu Macher (Matthew Lillard), exibindo cicatrizes da televisão jogada em sua cabeça no passado. A investigação no hospital psiquiátrico ganha contornos falsos quando o enfermeiro do local (Ethan Embry) mente para a protagonista, afirmando que Karl convivia com misterioso paciente chamado John Doe (insinuando ser Stu).

Fragilidades do roteiro

O terceiro ato expõe as fragilidades do roteiro ao revelar os verdadeiros algozes: o próprio enfermeiro (que também não ligava para a mitologia de Woodsboro) e Jessica Bowden (Anna Camp). A motivação beira o ridículo. Após ler o livro de Sidney, Jessica encontrou inspiração deturpada para assassinar o marido abusivo.

O detalhe mais doentio é que ela começa a história como mãe superprotetora de Lucas Bowden (Asa Germann), colega de classe de Tatum e aficionado pelos crimes originais. Porém, a loucura é tamanha que ela assassina o próprio filho durante os eventos do filme, vestida como Ghostface.

É apenas no confronto final com os assassinos que as demais projeções virtuais entram em cena. Aparições em deepfake de Nancy Loomis (Laurie Metcalf), Roman Bridger (Scott Foley) e do saudoso Dewey Riley (David Arquette) são usadas como tortura psicológica para desestabilizar os sobreviventes.

Em surto psicótico, Jessica e o enfermeiro decidem caçar a heroína original como troféu pessoal. O embate sangrento termina com Mark gravemente ferido, Sidney executando o personagem de Ethan Embry com tiro certeiro na cabeça, e o combo mãe e filha fuzilando Jessica.

O filme sobrevive exclusivamente do carisma de seus veteranos. Neve Campbell e Courteney Cox carregam o peso histórico nas costas. A dupla de irmãos, Mindy e Chad, domina o alívio cômico de forma natural. Após Gale permitir que Mindy faça a entrada ao vivo para a televisão no desfecho, somos brindados com cena pós-créditos focada apenas na dinâmica hilária e inexperiente dos gêmeos lidando com a transmissão. O novo elenco de apoio, contudo, ostenta zero carisma, inviabilizando qualquer conexão.

Conclusão

Celebrar 30 anos de uma das maiores franquias do gênero exigia genialidade. A direção de Kevin Williamson — que brilhou incontestavelmente como o roteirista genial dos primeiros filmes — escorrega na cadeira principal e não consegue alcançar a magnitude necessária para preencher o vazio deixado por Wes Craven.

O saudoso diretor, mestre absoluto por trás de obras-primas como “A Hora do Pesadelo” e a própria alma de “Pânico”, possuía um charme e uma visão transgressora que fazem uma falta brutal aqui. Para grande parcela dos fãs, a essência original foi enterrada junto com Craven no quarto filme, e este novo capítulo evidencia que a fórmula precisa da mão de um verdadeiro gênio antes que o cansaço vença de vez.

Conclusão

Pânico 7 está longe de ser um capítulo memorável ou revolucionário, mas entende perfeitamente seu papel dentro da saga. Ele não busca reinventar a roda, e sim reforçar laços: com o passado, com seus personagens clássicos e com o público que cresceu acompanhando essas histórias. O mistério em torno do Ghostface é competente, ainda que pouco ousado.

No fim, o filme funciona como um abraço nostálgico — talvez não surpreenda, nem choque como antes, mas conforta. Para os fãs, ver Sidney Prescott e Gale Weathers juntas novamente já é motivo suficiente para justificar a experiência. Pânico 7 pode não deixar cicatrizes profundas, mas prova que ainda sabe como se manter vivo. 🔪🎬

Onde assistir ao filme Pânico 7?

O filme estreia nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer de Pânico 7 (2026)

YouTube player

Elenco do filme Pânico 7

  • Neve Campbell
  • Courteney Cox
  • Isabel May
  • Jasmin Savoy Brown
  • Mason Gooding
  • Anna Camp
  • Joel McHale
  • Mckenna Grace
  • Michelle Randolph
  • Jimmy Tatro
  • Asa Germann
  • Celeste O’Connor
  • Sam Rechner
  • Ethan Embry
  • Tim Simons
  • Mark Consuelos
Escrito por
Cadu Costa

Cadu Costa era um camisa 10 campeão do Vasco da Gama nos anos 80 até ser picado por uma aranha radioativa e assumir o manto do Homem-Aranha. Pra manter sua identidade secreta, resolveu ser um astro do rock e rodar o mundo. Hoje prefere ser somente um jornalista bêbado amante de animais que ouve Paulinho da Viola e chora pelos amores vividos. Até porque está ficando velho e esse mundo nem merece mais ser salvo.

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