Quer Brincar de Gracie Darling resenha crítica da série Netflix 2025 Flixlândia

[CRÍTICA] ‘Quer Brincar de Gracie Darling?’ acerta no elenco, mas erra no final

Foto: Divulgação / Netflix
Compartilhe

O drama australiano Quer Brincar de Gracie Darling, da criadora Miranda Nation, chegou à Netflix com a promessa de ser mais do que apenas mais um mistério de cidade pequena. Ele se destaca por mergulhar de cabeça no elemento sobrenatural.

A série, que conta com elenco de peso — incluindo Morgana O’Reilly (de The White Lotus) e Dame Harriet Walter —, é um thriller de seis episódios que aposta na mistura de trauma psicológico profundo com uma assombração literal, fisgando o espectador ao ponto de fazê-lo ignorar o feed das redes sociais.

➡️ Frete grátis e rápido na AMAZON! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

A trama central se desenrola em dois tempos distintos. O passado, em 1997, mostra um grupo de adolescentes em um barraco isolado realizando uma sessão espírita. Eles tentam contactar um espírito chamado Levi, mas a brincadeira rapidamente se torna um pesadelo: o tabuleiro Ouija pega fogo, a jovem Gracie Darling (Kristina Bogic) solta falas demoníacas e, em seguida, desaparece no ar. A melhor amiga de Gracie, Joni Grey (Eloise Rothfield), foge aterrorizada, deixando para trás o mistério que assombraria a pequena cidade.

Vinte e sete anos depois, no presente, Joni (agora interpretada por Morgana O’Reilly) é uma psicóloga infantil que tenta manter a vida em ordem, apesar da mãe (Harriet Walter) continuar com suas leituras de tarô. A paz de Joni é quebrada quando ela recebe um telefonema do velho amigo e policial local, Jay Rajeswaran (Rudi Dharmalingam), outro sobrevivente daquela noite. Uma adolescente, Frankie Darling (sobrinha de Gracie), sumiu em circunstâncias idênticas após ela e os amigos jogarem a réplica sinistra da sessão original, um jogo que batizaram de “Quer Brincar de Gracie Darling”.

Impulsionada por seu próprio trauma, Joni se sente obrigada a voltar à cidade e, com suas habilidades de psicóloga, inicia uma investigação paralela e não oficial. Ela precisa desvendar a verdade por trás do desaparecimento original de Gracie para salvar Frankie e, no processo, confrontar a possibilidade de que o que aconteceu há décadas não foi apenas um acidente, mas algo verdadeiramente maligno e sobrenatural.

➡️ Quer saber mais sobre filmesséries e streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo INSTAGRAMXTIKTOKYOUTUBEWHATSAPP, e GOOGLE NOTÍCIAS, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Resenha crítica da série Quer Brincar de Gracie Darling?

O grande mérito de Quer Brincar de Gracie Darling é a sua capacidade de envolver o espectador e criar uma atmosfera de tensão constante, mesmo que não caia no horror explícito. Além das ótimas atuações, a série tem direção segura de Jonathan Brough e uma história bem contada a partir de uma perspectiva feminina.

O elenco é, de longe, um dos pontos mais fortes. Morgana O’Reilly, no papel principal de Joni, é o alicerce da série, entregando uma performance forte e fundamentada. A forma como sua personagem lida com o trauma de 1997 enquanto investiga o presente é cativante. Os atores adolescentes também merecem elogios.

Quer Brincar de Gracie Darling 2025 resenha crítica da série Netflix Flixlândia (1)
Foto: Divulgação

A tensão entre o psicológico e o paranormal

Mas o que realmente tira a série do clichê é o modo como ela lida com a assombração. A narrativa sugere que a solução para o mistério pode estar além da lógica ou das ferramentas da psicologia.

O retorno de Joni permite que ela aplique sua formação profissional a eventos que poderiam ser explicados como trauma compartilhado ou “doença sociogênica de massa”, mas a série insiste na presença do sobrenatural. Essa dualidade é o que a torna compulsiva e assombrosa. A tensão aumenta com símbolos secretos, pássaros mortos e flashbacks constantes que aprofundam o mistério de Gracie.

Clichês e decepções

Apesar de todos os acertos, a série não escapa de algumas críticas. O enredo recorre a elementos narrativos já batidos: o nativo traumatizado que retorna à cidade natal para resolver um mistério que é, na verdade, muito pessoal. Além disso, alguns diálogos são clichês e genéricos.

O ponto mais fraco, porém, é o final. Após uma construção de mistério tão envolvente, a conclusão certamente vai decepcionar muitos espectadores. O desfecho é previsível e pouco impactante, além de apressado e mal desenvolvido, especialmente no que diz respeito ao elemento paranormal.

O espírito, Levi, que era o foco de tanta construção de tensão, parece ter sido resolvido de forma insatisfatória e até simplória. A sensação geral é que a série tinha potencial para ser incrível, mas ficou devendo algo a mais no desfecho.

Conclusão

Quer Brincar de Gracie Darling é um thriller psicológico com toques sobrenaturais que, inegavelmente, funciona como um relógio bem ajustado. Graças às atuações brilhantes — com destaque para Morgana O’Reilly — e à ambientação envolvente, a série consegue cativar e manter o espectador grudado na tela, mergulhando-o em um mistério que transcende a lógica e se aprofunda no trauma.

Embora o roteiro utilize alguns clichês do gênero e o ritmo possa ser um pouco inconstante, o maior tropeço está na reta final, que não faz justiça à tensão construída ao longo dos episódios. Apesar da decepção com o desfecho, é uma produção que eleva o padrão do gênero e se consagra como um drama obrigatório para quem aprecia mistérios densos e assombrados.

Onde assistir à série Quer Brincar de Gracie Darling?

Trailer de Quer Brincar de Gracie Darling (2025)

YouTube player

Elenco de Quer Brincar de Gracie Darling, da Netflix

  • Morgana O’Reilly
  • Rudi Dharmalingam
  • Harriet Walter
  • Chloe Brink
  • Dan Spielman
  • Celia Pacquola
  • Annie Maynard
  • Dominic Ona-Ariki
  • Peter Carroll
  • Kristina Bogic
Escrito por
Juliana Cunha

Editora na ESPN Brasil e fã de cultura pop, Juliana se classifica como uma nerd saudosa dos grandes feitos da Marvel.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Primal Temporada 3 episódio 1 resenha crítica da série HBO Max 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Primal’: retorno brutal da 3ª temporada reafirma animação como experiência sensorial extrema

Em um mercado saturado por séries que explicam demais, verbalizam sentimentos e...

The Pitt 2 temporada episódio 2 resenha crítica da série HBO Max 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘The Pitt’ (2×02): corações partidos e a frieza da tecnologia no pronto-socorro

O episódio 2 da temporada 2 de The Pitt, intitulado “8:00 AM”,...

Made in Korea Resenha crítica do episódio final da série 1 temporada Disney+ 2026 (1)
Críticas

[CRÍTICA] O triunfo da ambição: por que o final de ‘Made in Korea’ dói tanto?

Se você começou a assistir Made in Korea esperando que o herói...

Bolinhos de Arroz resenha crítica do dorama Netflix 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Bolinhos de Arroz’, um abraço em forma de dorama para aquecer o coração

Se você é fã de produções que focam no cotidiano e naquelas...

Sequestro temporada 2 episódio 1 resenha crítica da série Apple TV 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] Arte de virar o jogo na 2ª temporada de ‘Sequestro’

Depois de nos deixar roendo as unhas em 2023 com aquele voo...

Fallout Temporada 2 Episódio 5 resenha crítica da série Prime Video 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Fallout’ (2×05): Xeque-mate em New Vegas: uma traição necessária?

O quinto episódio da segunda temporada de Fallout, intitulado “O Vaqueiro”, chega...