Rivalidade Ardente crítica da série HBO Max 2025 - Flixlândia

Muito mais que hóquei: o início incendiário de ‘Rivalidade Ardente’

Foto: Divulgação / HBO Max
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Vamos ser honestos: quando anunciaram a adaptação de Rivalidade Ardente (Heated Rivalry), a internet se dividiu. De um lado, os fãs devotos dos livros de Rachel Reid com medo de estragarem tudo; do outro, quem achava que seria apenas mais uma produção “picante” sem conteúdo. Mas, após a estreia dos três primeiros episódios na HBO Max, o veredito é claro: Jacob Tierney sabia exatamente o que estava fazendo.

A série chegou fazendo barulho, não só pelas cenas quentes que quebraram o Twitter, mas porque entrega uma produção indie com alma, focada no que realmente importa — a dinâmica explosiva entre seus protagonistas. Se você achava que hóquei era só pancadaria no gelo, prepare-se para mudar de ideia.

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Sinopse

A trama começa em 2008, nos apresentando Shane Hollander (Hudson Williams), o garoto de ouro canadense, e Ilya Rozanov (Connor Storrie), o prodígio russo com atitude de bad boy. O primeiro episódio, “Novatos”, estabelece a rivalidade pública e a atração privada instantânea, cobrindo os primeiros anos de suas carreiras, desde o draft até o primeiro encontro sexual que define a “amizade colorida” deles.

O segundo episódio, “Olímpicos”, avança no tempo, mostrando como essa relação se sustenta (e se complica) através de mensagens de texto e encontros furtivos em hotéis baratos, culminando na tensão pré-Olimpíadas de Sochi e no peso que Ilya carrega por ser russo. Já o terceiro episódio, “Hunter”, faz um desvio ousado ao focar em Scott Hunter (François Arnaud), o capitão dos New York Admirals, e seu romance secreto com Kip, além de mostrar uma briga feia entre Shane e Scott que muda a dinâmica do grupo.

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Crítica dos 3 primeiros episódios da série Rivalidade Ardente

Uma química que derrete o gelo (e ignora as diferenças do livro)

O maior medo de qualquer adaptação é o elenco, e aqui a produção acertou em cheio. Hudson Williams e Connor Storrie têm uma química palpável, daquelas que sustentam cenas inteiras sem uma palavra de diálogo. Para quem leu o livro, o choque inicial é visual: Ilya não tem o famoso “urso tatuado” no peito e não é uma torre gigante perto do Shane (eles têm quase a mesma altura na série). Mas quer saber? Não importa.

Storrie encarna a arrogância charmosa e a vulnerabilidade escondida de Ilya perfeitamente, dominando monólogos em russo que dão profundidade ao personagem. A mudança na cena do “orgasmo precoce” no episódio 2 (que na TV acontece com Shane sendo passivo, ao invés da cena oral do livro) mantém a essência divertida e íntima da relação deles, mostrando que eles riem juntos tanto quanto transam.

➡️ ‘Rivalidade Ardente’: quando estreiam os próximos episódios na HBO Max?

Rivalidade Ardente 2025 resenha crítica da série HBO Max - Flixlândia
Foto: Divulgação / HBO Max

Ritmo acelerado e narrativa visual

A série corre. Com apenas seis episódios na temporada, os dois primeiros capítulos parecem uma montanha-russa temporal, pulando anos para cobrir quase uma década de encontros e desencontros. Isso poderia deixar a história rasa, mas a direção de fotografia de Jackson Parrell faz milagres com o orçamento apertado. O uso de luzes quentes nos momentos íntimos contrasta lindamente com a frieza dos ringues de hóquei.

É interessante notar como a série usa a tecnologia para marcar o tempo — as trocas de SMS e as telas de celulares antigos ajudam a situar o espectador e mostram como a relação deles sobreviveu à distância. A produção não tem vergonha de ser um romance: as cenas de sexo são explícitas (sim, é uma série 18+ com motivo), mas filmadas com um cuidado que foca na conexão emocional, não apenas na nudez gratuita.

O desvio de rota: o caso Scott Hunter

O terceiro episódio, “Hunter”, é onde a série toma sua maior liberdade criativa até agora. Ao invés de focar apenas no casal principal, somos jogados no drama de Scott Hunter e Kip. A adaptação condensou muito a história deles (que é baseada no livro Game Changer), acelerando o romance para caber em 45 minutos.

Houve mudanças significativas: a briga no gelo entre Shane e Scott, que na série é motivada por uma insinuação de Scott sobre Ilya, cria uma tensão nova que não existia no papel. E, claro, temos a famosa “meia de banana”. Na série, a superstição do smoothie e as meias azuis ganham um peso simbólico fofo, embora os puristas possam reclamar da velocidade com que Scott pede para Kip morar com ele. Ainda assim, funciona para expandir o universo e mostrar que Shane e Ilya não são os únicos sofrendo com o armário no esporte profissional.

Conclusão

Os três primeiros episódios de Rivalidade Ardente provam que é possível fazer uma adaptação fiel ao espírito da obra original, mesmo cortando custos (adeus, prédio inteiro comprado pelo Shane; olá, apartamento comum) e alterando detalhes físicos. É uma série que entende seu público: entrega o romance, entrega o drama e, surpreendentemente, entrega uma crítica sutil sobre a masculinidade tóxica nos esportes sem precisar de discursos longos.

Se você está procurando precisão documental sobre hóquei, talvez se incomode com os nomes fictícios dos times (Metros e Raiders), mas se você quer uma história de personagens complexos navegando desejo e identidade, essa é a melhor pedida do streaming atualmente. Que venha a segunda metade da temporada.

Onde assistir à série Rivalidade Ardente?

Trailer de Rivalidade Ardente (2026)

YouTube player

Elenco da série Rivalidade Ardente

  • Hudson Williams
  • Connor Storrie
  • François Arnaud
  • Franco Lo Presti
  • Callan Potter
  • Ksenia Daniela Kharlamova
  • Shaun Starr
  • Conor McKenna
  • Kolton Stewart
  • Christina Chang
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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