A adaptação da obra de Rachel Reid, “Rivalidade Ardente” (Heated Rivalry), pegou muita gente de surpresa desde a sua estreia. O que começou ganhando fama quase que exclusivamente pelas cenas quentes e pela premissa instigante de um romance proibido entre rivais do hóquei, logo provou ser um dos dramas mais aclamados e bem construídos da televisão.
Com o quinto episódio chegando ao feito histórico de empatar com “Breaking Bad” como um dos mais bem avaliados do IMDb, a expectativa para o desfecho da história era astronômica. Felizmente, o sexto e último episódio da primeira temporada, intitulado “A Cabana”, entregou exatamente o que os fãs precisavam: um final poético, romântico e incrivelmente satisfatório.
Sinopse
O episódio final começa logo após o emocionante discurso de Scott Hunter, que decide se assumir publicamente ao vencer o cobiçado prêmio de MVP da liga. Movidos por essa demonstração imensa de coragem, Shane Hollander (Hudson Williams) e Ilya Rozanov (Connor Storrie) resolvem passar duas semanas totalmente isolados no chalé de Shane, localizado na região de Ottawa, no Canadá.
Longe dos holofotes da mídia, da pressão absurda do esporte e da necessidade constante de esconderem quem realmente são, os dois relaxam e começam a planejar um futuro juntos. Contudo, a paz dessa “bolha” perfeita é interrompida quando o pai de Shane faz uma visita surpresa e flagra o casal, forçando os rapazes a terem uma conversa reveladora e sincera com a família Hollander.
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Crítica do final da série Rivalidade Ardente
Um merecido respiro e o peso da intimidade
Diferente do ritmo mais frenético e dos encontros rápidos em quartos de hotel que marcaram os episódios anteriores, o final da temporada acerta em cheio ao pisar no freio. O criador e diretor da série, Jacob Tierney, nos presenteou com cenas puramente domésticas e pacíficas, focando nos protagonistas nadando no lago, comendo hambúrgueres e conversando tranquilamente ao pé da fogueira.
É justamente nesse ambiente de extrema segurança que as barreiras desmoronam de verdade, permitindo que eles falem abertamente sobre dores reais, como o trauma de Ilya envolvendo o suicídio de sua mãe. A série deixa claro que a intimidade vai muito além do sexo, residindo no conforto reconfortante de simplesmente existir de forma autêntica ao lado de quem se ama.

Atuações que falam no silêncio
Hudson Williams e Connor Storrie provaram ao longo da temporada que são talentos gigantescos. A química entre eles já era inegável desde o primeiro esbarrão, mas no chalé, é nas microexpressões e nos silêncios prolongados que eles realmente dão um show de atuação. A cena em que Ilya finalmente confessa seu amor por Shane — soltando as palavras primeiro de forma instintiva em russo e depois chorando de alívio e pavor ao falar em inglês — é de quebrar o coração.
O momento em que Ilya perde todas as suas duras defesas e desaba nos braços do parceiro dizendo um exausto “Porra, Hollander” é um retrato cru de vulnerabilidade. Do outro lado, a reação de Shane, segurando as lágrimas com os olhos marejados enquanto processa o choque e a alegria do que acabou de ouvir, consolida o domínio que Williams tem sobre o seu personagem.
Mudanças que melhoraram a obra original
Adaptar um livro tão querido e consumido nunca é uma tarefa fácil, mas as liberdades criativas tomadas por Tierney acabaram elevando a história a outro patamar. A adição mais brilhante foi a conversa emocionante a sós entre Shane e sua mãe, Yuna (Christina Chang). Essa cena não existe no livro, mas foi incluída porque o criador sentia que um encerramento emocional entre os dois era essencial.
Ver Yuna pedir desculpas em lágrimas por ter feito o filho sentir que não podia ser honesto com ela é um momento de cura gigantesco, humanizando e trazendo calor a uma personagem que até então parecia focada apenas em gerenciar a carreira do garoto de ouro.
Outro baita acerto foi a decisão de cortar o epílogo do livro, que originalmente mostrava um salto de 16 meses no tempo e a realização de uma coletiva de imprensa oficializando uma fundação de caridade conjunta. Em vez de encher os minutos finais com exposição e burocracia, o episódio termina apenas com o casal no carro, dirigindo de mãos dadas rumo ao pôr do sol. É um encerramento visualmente lindo, simples e terno, que prioriza o momento romântico ao invés de pular as etapas.
Conclusão
O final da primeira temporada de “Rivalidade Ardente” é um verdadeiro presente. A série provou que narrativas queer não precisam se resumir a tragédias, dor ou focar estritamente no sofrimento de estar no armário; elas podem, e devem, celebrar com orgulho a alegria, a ternura e a construção de um companheirismo real. Shane e Ilya ainda têm um longo caminho pela frente até poderem viver esse amor de forma totalmente livre e pública.
Porém, o compromisso que firmaram um com o outro nos deixa com o coração quentinho, cheios de esperança e totalmente prontos para devorar a já confirmada segunda temporada da série. Foi, de forma inegável, uma conclusão de temporada redonda e perfeita.
Onde assistir à série Rivalidade Ardente?
Trailer de Rivalidade Ardente (2026)
Elenco da série Rivalidade Ardente
- Hudson Williams
- Connor Storrie
- François Arnaud
- Franco Lo Presti
- Callan Potter
- Ksenia Daniela Kharlamova
- Shaun Starr
- Conor McKenna
- Kolton Stewart
- Christina Chang
















