Salve Geral Irmandade crítica do filme brasileiro Netflix 2026 Flixlândia

Ação sem cortes e tensão máxima: por que você precisa assistir a ‘Salve Geral: Irmandade’

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

Se você estava órfão daquela tensão crua que a série Irmandade entregava, a espera acabou. A Netflix resolveu começar 2026 com o pé na porta ao lançar, nesta quarta-feira (11 de fevereiro), Salve Geral: Irmandade. E não é pouca coisa não: estamos falando do primeiro filme spin-off de uma série brasileira na plataforma.

A produção chega com a responsabilidade de expandir um universo que já tem uma base de fãs fiel, mas com uma proposta diferente: funcionar sozinho. Dirigido por Pedro Morelli (o criador da série original), o longa promete — e entrega — uma experiência imersiva que mergulha São Paulo no caos, mas com um diferencial que muda todo o jogo: o protagonismo absoluto de duas mulheres negras em um gênero historicamente dominado por homens.

➡️ Frete grátis e rápido na AMAZON! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

A trama pega fogo — literalmente — quando os líderes da facção Irmandade são transferidos para presídios de segurança máxima, gerando uma crise interna. Nesse cenário de instabilidade, Elisa (interpretada por Camilla Damião), que é ninguém menos que a filha de Edson (Seu Jorge), o fundador do grupo, acaba sendo sequestrada. O detalhe sórdido? Os sequestradores são policiais corruptos.

A resposta da facção é brutal: decretam um “Salve Geral”, uma ordem de ataques coordenados contra delegacias e forças de segurança que paralisa a cidade. Enquanto São Paulo vira um campo de guerra, Cristina (Naruna Costa), tia de Elisa e nossa conhecida advogada/anti-heroína, precisa correr contra o tempo em uma missão de resgate suicida, navegando entre a violência do crime e a podridão do sistema.

➡️ Quer saber mais sobre filmesséries e streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo INSTAGRAMXTIKTOKYOUTUBEWHATSAPP, e GOOGLE NOTÍCIAS, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Crítica do filme Salve Geral: Irmandade

Elas são a história, não o acessório

O que mais brilha em Salve Geral: Irmandade é a inversão de quem está no comando. Em filmes de crime e favela, estamos cansados de ver mulheres como mães chorosas ou esposas sofredoras servindo de escada para o drama masculino. Aqui, a lógica é outra. Cristina e Elisa não orbitam ninguém; elas são a história.

Como a própria Naruna Costa comentou em entrevista, é uma vitória política e estética ver duas mulheres negras conduzindo um thriller de ação com essa complexidade, saindo dos estereótipos rasos. A química entre Naruna e Camilla Damião (que brilhou em Marte Um) segura o filme.

Cristina está mais madura, carregando o peso de escolhas difíceis, enquanto Elisa traz a intensidade de quem foi jogada no olho do furacão sem pedir. É raro ver um blockbuster de streaming focado em ação ser liderado por esses corpos e olhares.

Salve Geral Irmandade 2026 crítica do filme brasileiro Netflix Flixlândia
Foto: Netflix / Divulgação

A aflição do plano-sequência

Se você curte técnica cinematográfica, vai notar que a direção do Pedro Morelli não quis vida fácil. O filme aposta pesado nos planos-sequência (aquelas cenas longas sem cortes aparentes). Isso não é só firula estética; serve para te deixar sem ar. A câmera cola nos personagens e te joga dentro do caos, aumentando a sensação de urgência.

Para ter uma ideia da “dor de cabeça” que isso deu, a equipe teve que ensaiar por horas e até caçar carros idênticos (mesmo modelo, cor e ano) para substituir os veículos durante as filmagens caso algum desse problema no meio da ação. Teve cena rodada na Estação da Sé de madrugada, entre 00h30 e 4h40, só para garantir aquele visual realista de fuga. O resultado é uma ação contínua que faz você sentir que está correndo junto com a Cristina.

Muito além do “tiro, porrada e bomba”

Apesar de ser vendido como um filme de ação — e tem bastante, com explosões e tiroteios dignos de produções internacionais —, o roteiro não é vazio. A produção, assinada pela O2 Filmes (a mesma de Cidade de Deus), traz aquele peso de realidade crua.

O filme toca em feridas abertas do Brasil: a violência institucional e a linha tênue entre a lei e o crime. O fato de o sequestro ser executado por policiais corruptos reforça aquela sensação incômoda de que, às vezes, a autoridade é a maior ameaça. Não é uma história real, mas, como a Naruna bem lembrou, em entrevista recente ao site “Brasil de Fato”, é baseada em situações que a periferia vive cotidianamente. O “estado de terror” do filme dialoga diretamente com nossos medos reais de violência urbana.

Conclusão

Salve Geral: Irmandade é uma pedrada. Funciona super bem para quem nunca viu um episódio da série, pois a trama é independente e se fecha nela mesma, mas é um prato cheio para os fãs que queriam ver mais de Edson (sim, Seu Jorge faz uma participação, embora medida) e Cristina.

Com uma pegada técnica ambiciosa e um coração pulsante graças às suas protagonistas, o filme se destaca como uma das estreias nacionais mais relevantes do ano. É entretenimento de alta qualidade, mas que não te deixa esquecer o país em que vivemos. Pode dar o play sem medo.

Onde assistir ao filme Salve Geral: Irmandade?

Trailer de Salve Geral: Irmandade (2026)

YouTube player

Elenco de Salve Geral: Irmandade, da Netflix

  • Naruna Costa
  • Camilla Damião
  • Seu Jorge
  • David Santos
  • Marcélia Cartaxo
  • Lee Taylor
  • Enio Cavalcante
  • Hermila Guedes
  • Yetunde Hammed
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Meu Amor É Um Príncipe 2017 crítica do filme Netflix Flixlândia
Críticas

‘Meu Amor É Um Príncipe’: química do casal vale o seu tempo na Netflix

Sabe aqueles dias em que a realidade pesa um pouco e tudo...

The Rose Come Back to Me crítica do documentário 2026 Flixlândia
Críticas

‘The Rose: Come Back To Me’ funciona como um abraço caloroso para os fãs

The Rose: Come Back to Me é um documentário imersivo sobre a...

Ah a Amizade crítica do filme da Netflix 2026 Flixlândia
Críticas

‘Ah, a Amizade’: entre risos e ciúmes, o dilema da amizade

Há filmes que não precisam mudar a maneira como as coisas são...

A Morte de um Unicórnio resenha crítica do filme 2025 Flixlândia (1)
Críticas

‘A Morte de um Unicórnio’ diverte pelo absurdo e pelo esforço do elenco

Sabe quando a A24, aquela produtora queridinha dos cinéfilos por filmes como...

Quarto do Pânico Brasil 2025 com Isis Valverde crítica do filme Telecine Flixlândia
Críticas

‘Quarto do Pânico’ atualiza thriller de David Fincher sob uma perspectiva brasileira

O que justifica refilmar um clássico? Nessa versão brasileira de Quarto do...

Metas de Relacionamento crítica do filme Prime Video 2026 Flixlândia (1)
Críticas

Mais marketing do que cinema: ‘Metas de Relacionamento’ é um filme extremamente raso

Caro leitor, bem-vindo. Vamos falar sobre uma nova comédia romântica lançada no...

Imperfeitamente Perfeita crítica do filme Disney+ 2025 Flixlândia
Críticas

A política do otimismo em tempos cínicos: a aposta de ‘Imperfeitamente Perfeita’

Sabe aquela sensação de reencontrar um velho amigo que mudou um pouco...