Depois de nos deixar roendo as unhas em 2023 com aquele voo tenso de Dubai para Londres, Sequestro no Ar (ou Sequestro, como ficou o título simplificado no Apple TV) está de volta. Muita gente achava que a história de Sam Nelson deveria ter parado por ali, afinal, como um negociador corporativo poderia dar o azar de cair em dois sequestros seguidos?
Mas a segunda temporada chegou chutando a porta com uma proposta que tenta justamente fugir do “mais do mesmo”, trocando as nuvens pelos túneis gelados do metrô de Berlim.
Sinopse
O episódio de estreia, intitulado “Sinal”, nos joga dois anos e meio após o incidente do voo KA29. Sam Nelson está em Berlim para uma reunião com o Ministério da Justiça britânico, mas o clima já começa pesado. Ao embarcar na linha U5 do metrô, ele nota movimentos estranhos: um motorista chamado Otto em pânico total e um homem com uma mochila pesada que parece ser uma ameaça.
O caos explode quando o trem é desviado para um túnel desativado e desaparece do radar das autoridades. Só que a grande bomba fica para o final: ao confrontar o motorista, Sam não tenta apenas salvar o dia; ele tranca a cabine e anuncia: “Eu estou sequestrando este trem”.
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Resenha crítica do episódio 1 da temporada 2 de Sequestro
Um herói fora dos trilhos (literalmente)
A grande sacada desta estreia é a coragem de “virar o roteiro”. Em vez de colocar Sam Nelson apenas como o passageiro azarado que precisa negociar novamente, a série o coloca como o arquiteto do caos.
Ver esse lado mais sombrio e “instável” do personagem de Idris Elba é um choque necessário para quem achava que a fórmula ia cansar. É um Sam diferente — mais rude, distraído e claramente carregando traumas do passado, o que torna tudo muito mais imprevisível.

O clima claustrofóbico de Berlim
Embora a série se passe na Alemanha, a produção fez um trabalho absurdo ao recriar o metrô de Berlim em um estúdio na Inglaterra. A sensação de confinamento nos vagões lotados mantém aquela tensão “estilo 24 Horas” que a gente adora, mas com um toque mais “sujo” e frio.
Algumas críticas apontam que o comportamento dos passageiros, conversando alegremente antes do desastre, não bate muito com o jeito reservado dos europeus no metrô, mas para o drama da TV, isso acaba criando um contraste legal com o terror que vem depois.
O fator Idris Elba e o mistério de Marsha
Não dá para negar que a série só existe por causa de Idris Elba. Ele consegue vender a ideia de um cara comum que, de repente, parece ter virado um “John Rambo” corporativo, mesmo que isso beire o ridículo às vezes.
Além disso, a rápida aparição de sua ex-esposa, Marsha, isolada em uma cabana, planta aquela semente de dúvida: será que Sam está fazendo isso para protegê-la ou há uma conspiração muito maior ligada ao sequestro do avião na primeira temporada?.
Conclusão
O primeiro episódio da temporada 2 de Sequestro cumpre bem o papel de nos deixar confusos e viciados novamente. Pode parecer um pouco absurdo que um negociador de negócios vire um sequestrador de metrô, mas o “blefe” foi tão bem executado que é impossível não querer ver o próximo capítulo.
Se a explicação para as ações de Sam será convincente ou se a série vai se perder no próprio ritmo, ainda não sabemos, mas o “gancho” final foi um dos melhores dos últimos tempos. É aquele tipo de série que a gente sabe que é meio exagerada, mas não consegue parar de assistir.
Onde assistir à temporada 2 de Sequestro?
Trailer da 2ª temporada de Sequestro
Elenco da segunda temporada de Sequestro
- Idris Elba
- Christiane Paul
- Sebastian Hülk
- Alexander Hermann
- Albrecht Schuch
- Christian Näthe
- Clare-Hope Ashitey
- Lisa Vicari
- Dejan Bućin
- Karima McAdams
- Jasmine Bayes
- Thomas Kitsche
- Faraz M. Khan
- Ellie McKay














