Prepare o lencinho e a pipoca, porque o fenômeno chegou ao fim. Depois de quase uma década de espera, teorias mirabolantes e muitos hiatos, o episódio final de Stranger Things, intitulado “O Mundo ‘Direito'” (The Rightside Up), finalmente estreou na Netflix neste fim de 2025 (ou início de 2026, dependendo de quando você for assistir).
O desfecho da saga de Hawkins é um épico de mais de duas horas que tenta (e, na maior parte, consegue) equilibrar a escala colossal de uma guerra interdimensional com o coraçãozinho nostálgico que nos fez amar esses personagens lá em 2016.
Sinopse
No capítulo final da parte 3 da temporada 5 de Stranger Things, as apostas nunca foram tão altas. Hawkins está em frangalhos pelas fendas abertas, e Vecna (Henry Creel) coloca em marcha seu plano final: usar 12 crianças como receptáculos para remodelar o mundo à sua imagem.
Enquanto Eleven precisa fugir de uma perseguição militar implacável liderada pela Dra. Kay, o grupo original — Mike, Dustin, Lucas e um Will agora muito mais confiante e conectado à “mente de colmeia” — precisa invadir o Mundo Invertido para resgatar Holly Wheeler e outras crianças. A batalha se expande para o “Abismo”, uma zona entre dimensões, culminando em um confronto épico contra um Devorador de Mentes gigantesco e o próprio Vecna.
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Resenha crítica da parte 3 da temporada 5, final de Stranger Things
O episódio final de Stranger Things é uma montanha-russa emocional que, embora tropece em alguns excessos típicos da “fórmula Netflix”, entrega o fechamento que os fãs mereciam. É um alívio ver que os Irmãos Duffer não tentaram inventar a roda ou chocar o público com mortes gratuitas de protagonistas queridos; em vez disso, eles focaram no amadurecimento.
O crescimento de Will e o protagonismo de Mike
Um dos maiores acertos deste final foi devolver a importância a Mike e Will. Após temporadas onde pareciam escanteados, a dinâmica entre os dois volta ao centro. Will finalmente deixa de ser a “vítima” para se tornar uma peça ofensiva crucial, usando sua ligação com o Mundo Invertido de forma ativa.
Já Mike, que passou anos sendo apenas o “namorado da Eleven”, retoma seu papel de líder emocional do grupo, entregando momentos de vulnerabilidade que lembram por que ele era o coração da mesa de RPG no início de tudo.

Vilões, sacrifícios e escolhas narrativas
Nem tudo são flores, porém. A decisão de trazer Kali de volta apenas para servir como um degrau no arco de Eleven e acabar sofrendo um destino cruel nas mãos dos militares deixou um gosto amargo e pareceu um pouco desnecessária.
Além disso, a revelação sobre as origens de Henry Creel — que foi explorada em uma peça de teatro — acabou perdendo o impacto para quem não acompanhou os conteúdos extra-série. Por outro lado, a atuação de Jamie Campbell Bower como Vecna continua impecável, conseguindo transitar entre o monstruoso e o patético de um homem consumido pelo próprio ódio.
Ação x emoção: o equilíbrio final
A primeira hora do episódio é puro espetáculo visual. A batalha contra o Devorador de Mentes “kaiju” parece saída de um blockbuster de cinema, com efeitos de ponta (provavelmente onde foi parar todo o orçamento da temporada). No entanto, o brilho real brilha na segunda metade: o epílogo.
A série se dá ao luxo de gastar quase 40 minutos mostrando o “depois”. Ver Hopper e Joyce finalmente tendo seu momento, ou Dustin fazendo um discurso emocionante de formatura que ressoa com tudo o que vivemos na vida real nos últimos anos, é o que realmente dá o senso de conclusão.
O “sacrifício” de Eleven e seu final em uma espécie de exílio místico em uma terra de cachoeiras é poético, embora deixe aquela portinha aberta que a Netflix tanto ama para possíveis derivados. É um final agridoce, mas predominantemente feliz, honrando a estética dos filmes dos anos 80 onde, apesar das cicatrizes, a amizade vence no final.
Conclusão
Stranger Things encerra sua jornada como o maior produto da era do streaming. “O Mundo Direito” não é um episódio perfeito — tem problemas de ritmo e algumas conveniências de roteiro que podem irritar os mais exigentes —, mas é um episódio honesto. Ele respeita a trajetória de quase dez anos dos atores e do público.
Saímos de Hawkins com a sensação de que as crianças cresceram, e nós crescemos com elas. Foi uma jornada caótica, barulhenta e cheia de monstros, mas, no fim das contas, foi uma história sobre não ter medo de enfrentar o futuro, contanto que seus amigos estejam por perto.
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Onde assistir à temporada 5 de Stranger Things?
Trailer do volume 3 da temporada 5 de Stranger Things
Elenco da temporada 5 de Stranger Things
- Winona Ryder
- David Harbour
- Millie Bobby Brown
- Finn Wolfhard
- Gaten Matarazzo
- Caleb McLaughlin
- Noah Schnapp
- Sadie Sink
- Natalia Dyer
- Charlie Heaton















