The Rose: Come Back to Me é um documentário imersivo sobre a banda sul-coreana The Rose. Nesta obra, mergulhamos na trajetória de resiliência e amizade de um dos conjuntos musicais mais queridos do cenário indie rock atual.
A produção transcende o formato tradicional de filmes de concerto ao registrar o retorno triunfal do grupo após um hiato desafiador, destacando sua estreia histórica em palcos como o Coachella e a conquista da liberdade criativa através do selo próprio, Windfall.
Com direção do premiado Eugene Yi, o longa equilibra a grandiosidade técnica de performances em arenas globais com a vulnerabilidade crua de bastidores inéditos, revelando as cicatrizes e o processo de regeneração de Woosung, Dojoon, Hajoon e Jaehyeong.
Sinopse
O documentário captura a energia eletrizante do quarteto durante a aclamada turnê mundial HEAL Together. Tendo como eixo central a performance decisiva no Kia Forum, em Los Angeles, o filme entrelaça sucessos vibrantes a relatos íntimos dos quatro membros.
A obra celebra não apenas o retorno aos palcos após o serviço militar e o período pandêmico, mas também a profunda conexão emocional compartilhada entre os músicos e sua base global de fãs, os Black Roses.
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Crítica do documentário The Rose: Come Back to Me
A dualidade narrativa
Mesmo sem conhecimento prévio sobre a trajetória do The Rose, é impossível não se sentir imediatamente instigado pela aura que o filme projeta. Essa curiosidade é alimentada por uma marcante dualidade narrativa, que transporta o espectador da euforia ensurdecedora das arenas para a vulnerabilidade silenciosa dos bastidores.
Para um observador novato, essa alternância é fascinante: enquanto o show apresenta o poder técnico do grupo, os cortes para conversas íntimas em quartos de hotel revelam as fissuras causadas pela fama. É nesse contraste entre o clamor da multidão e o peso do isolamento que descobrimos a essência desses quatro amigos que lutaram para transformar traumas em liberdade artística.

Identidade e a força da amizade
Embora os membros sejam também conhecidos por seus nomes coreanos, o filme os apresenta por seus nomes em inglês (Sammy, Leo, Dylan e Jeff). Este detalhe não é meramente estético, mas uma estratégia que estreita o laço com o público internacional, estabelecendo uma proximidade imediata e humanizada.
Fica evidente que a união entre eles não nasceu de um contrato de agência, mas de uma química orgânica e genuína. Essa conexão é o que sustenta o conjunto em momentos de fragilidade, transformando o grupo em uma unidade familiar inquebrável.
A jornada de cura
Para além do sucesso, o documentário aborda a saúde mental dos integrantes, revelando que o hiato não foi uma pausa estratégica, mas um doloroso processo de sobrevivência frente ao esgotamento e às batalhas jurídicas a que foram submetidos contra sua antiga empresa. Nesse contexto, o álbum HEAL ganha seu verdadeiro peso: ele não é apenas um compilado de canções, mas um manifesto terapêutico. O retorno do The Rose torna-se, portanto, um marco de resiliência indispensável no cenário musical.
Conclusão
The Rose: Come Back to Me é uma obra imprescindível para os fãs, funcionando como um abraço caloroso e uma confirmação de que a espera valeu a pena. O único ponto passível de crítica é o fato de que o período entre a formação da banda até processo judicial ficou em segundo plano na narrativa. Como espectador interessado em descobrir mais sobre eles, gostaria de ter visto esse início com mais detalhes.
Dito isso, o filme triunfa ao focar na superação e no futuro, transformando a dor em um espetáculo de liberdade. É uma experiência obrigatória para os entusiastas e um convite fascinante para qualquer amante da música que valoriza a autenticidade.
Onde assistir ao documentário The Rose: Come Back to Me?
O filme estreia nesta quinta-feira, dia 12 de fevereiro de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros.














