Uma Carta à Minha Juventude 2026 resenha crítica do filme Netflix Flixlândia

‘Uma Carta à Minha Juventude’: entre a ficção e a realidade dolorosa de um orfanato; a história por trás do filme da Netflix

Foto: Netflix / Divulgação
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Se você já assistiu ao drama indonésio “Uma Carta à Minha Juventude” (Surat Untuk Masa Mudaku) na Netflix, provavelmente está com os olhos inchados e duas perguntas na cabeça: essa história realmente aconteceu e o que exatamente aquele final quis dizer?

Lançado globalmente no final de janeiro de 2026, o filme dirigido por Sim F. foge das explosões típicas de blockbusters para entregar algo muito mais humano: o processo lento de curar traumas,. Com uma duração de 135 minutos, o longa convida o público a ter paciência e observar a colisão de duas “almas quebradas” em um orfanato.

Abaixo, desvendamos as origens do roteiro e explicamos cada detalhe do desfecho emocionante.

O filme Uma Carta à Minha Juventude é baseado em uma história real?

A resposta curta é: sim, mas com ressalvas. O filme é inspirado em uma história real, mas não é estritamente uma biografia.

A trama nasceu das experiências pessoais do próprio diretor, Sim F.. Há alguns anos, ele compartilhou sua história de vida e detalhes de sua infância no Instagram, o que acabou servindo de base para o roteiro. Durante a coletiva de imprensa, Sim explicou que a narrativa é inspirada na vida real dentro de um orfanato, focando nas lutas das crianças, na tristeza do abandono e na persistência da esperança.

No entanto, o diretor fez questão de enfatizar que, embora a essência seja verdadeira, a obra não é um “biopic” (filme biográfico) literal. Ele vê essas memórias, que antes eram pura tristeza, como uma bênção e uma forma de tocar outras pessoas hoje em dia.

Para garantir a autenticidade, o elenco — incluindo o jovem Millo Taslim (Kefas) — visitou orfanatos para observar a dinâmica real e entender as dores e expectativas daquelas crianças.

Resumo da trama: o encontro de Kefas e Simon

Para entender o final, precisamos recapitular o conflito central. Temos Kefas, um adolescente rebelde e agressivo, traumatizado pela morte da irmã mais nova, Angelina, que ocorreu devido à negligência de um antigo cuidador. E temos Simon Ferdinan (interpretado por Agus Wibowo), o novo funcionário do orfanato.

O que ninguém sabe no início é que Simon aceitou o emprego apenas pelo dinheiro para pagar o próprio funeral. Consumido pelo luto de ter perdido a esposa e os filhos, ele planeja tirar a própria vida assim que seu contrato terminar.

Uma Carta à Minha Juventude resenha crítica do filme Netflix 2026 Flixlândia
Foto: Netflix / Divulgação

Final explicado de Uma Carta à Minha Juventude, da Netflix

A descoberta do diário e o resgate: o que acontece com Simon e Kefas?

O clímax do filme acontece quando o “segredo” de Simon vem à tona. A virada ocorre quando Kefas encontra o diário pessoal de Simon, onde o idoso detalha seu plano de suicídio após deixar o emprego. Abalado, o adolescente compartilha a descoberta com as outras crianças do orfanato, e o grupo decide agir.

Eles não encontram o endereço de Simon, mas localizam Gabriel, a pessoa encarregada de organizar o funeral,. Gabriel, sentindo-se culpado por saber das intenções de Simon e não ter feito nada, corre para a nova casa do ex-cuidador, e as crianças o seguem.

A música que salva vidas

A cena mais tensa do filme mostra Simon na cama, prestes a ingerir pílulas para acabar com a própria vida,. Nesse momento exato, ele ouve as crianças do lado de fora cantando uma música que ele mesmo havia ensinado a elas.

Essa conexão emocional — o som familiar e a presença das crianças — faz Simon perceber que ele é amado e que sua vida tem valor. Ele joga os remédios fora e desaba em lágrimas, desistindo do suicídio. É um momento que reforça a mensagem do filme: a cura acontece no coletivo e através da empatia.

O salto temporal e o destino dos personagens

O filme encerra com um salto no tempo que traz um sabor agridoce:

  1. O destino de Kefas: O jovem acaba sendo adotado por uma família rica e vai estudar no exterior.
  2. O destino de Simon: É revelado que Simon faleceu, mas de velhice, muito tempo depois dos eventos principais. Ele viveu o resto de sua vida graças à intervenção das crianças.
  3. A cena final: Vemos Kefas já adulto (interpretado por Fendy Chow), casado e com uma filha,. Ele visita o túmulo de sua irmã, Angelina, mostrando que, embora a dor nunca desapareça totalmente, ele encontrou paz e aprendeu a viver com ela.

O que a crítica diz sobre o filme?

Embora o filme tenha sido elogiado pela honestidade e pelas atuações de Millo Taslim e Agus Wibowo, ele não escapou de críticas quanto ao ritmo. Com mais de duas horas de duração, alguns momentos são descritos como repetitivos, testando a paciência do espectador.

Ainda assim, a trilha sonora, que conta com a música “Kidung” de Chris Manusama, e a fotografia suave criam uma atmosfera melancólica que tem conquistado o público que busca dramas mais introspectivos.

Em minha crítica aqui no Flixlândia, descrevi que “Uma Carta à Minha Juventude” é um drama gentil e tecnicamente competente, com um design de som envolvente e uma ambientação que não romantiza nem demoniza a vida no orfanato. Ele pode não ser inovador e certamente sofre com um excesso de duração, mas sua sinceridade é inegável.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quem morre no final de Uma Carta à Minha Juventude?

No final do filme, é revelado que Simon faleceu de causas naturais (velhice) após o salto temporal. Durante a linha do tempo principal, ele sobrevive à tentativa de suicídio,. A irmã de Kefas, Angelina, já estava morta antes do início da trama.

Onde assistir ao filme?

O filme está disponível globalmente na Netflix desde 29 de janeiro de 2026.

Qual a música que toca no filme Uma Carta à Minha Juventude?

A música “Kidung”, de Chris Manusama, desempenha um papel central na construção da atmosfera emocional do filme.

Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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