Confira a crítica do filme "Viva a Vida", comédia brasileira com Thati Lopes que estreou em 30 de janeiro de 2025 nos cinemas

‘Viva a Vida’ celebra a diversidade cultural brasileira

Foto: Elo Studios / Divulgação
Compartilhe

O Brasil é um país marcado por sua miscigenação cultural, fruto de influências de diversos povos que aqui se estabeleceram ao longo dos séculos. Entretanto, algumas dessas contribuições culturais permanecem pouco exploradas na grande mídia.

O filme “Viva a Vida”, dirigido por Cris D’Amato, propõe uma viagem emocional e geográfica entre o Brasil e Israel, abordando laços familiares, identidade e pertencimento. Com uma mistura equilibrada de drama e comédia, o longa busca aproximar o público de uma cultura pouco representada no cinema nacional.

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse do filme Viva a Vida

Jéssica (Thati Lopes) é uma jovem carioca que trabalha em um antiquário de Copacabana, levando uma vida solitária e sem grandes perspectivas. Um dia, ao manusear um lote de objetos de um falecido, ela encontra um colar idêntico ao que recebeu de sua falecida mãe. A coincidência desperta sua curiosidade e a leva até Gabriel (Rodrigo Simas), um jovem que pode ser seu meio-primo.

Movida pela descoberta, Jéssica decide viajar a Israel para encontrar sua possível avó, Hava (Regina Braga). Durante a jornada, ela e Gabriel são guiados por Ramirez (Diego Martins), um guia turístico irreverente, e Ben (Jonas Bloch), um aventureiro experiente que esconde suas próprias histórias. Entre reencontros, conflitos e reflexões sobre suas origens, Jéssica embarca em uma transformação que mudará sua vida para sempre.

Você também pode gostar disso:

+ ‘Kasa Branca’ faz um retrato sensível da periferia que foge dos clichês

+ ‘Debaixo do Píer’ é uma ótima opção para todas as idades

+ ‘Todo Mundo (Ainda) Tem Problemas Sexuais’ ri das dores e delícias do amor

Crítica de Viva a Vida (2025)

Com um tom leve e acessível, “Viva a Vida” se encaixa perfeitamente no gênero das dramédias nacionais que combinam humor despretensioso e emoções genuínas. A diretora Cris D’Amato, conhecida por sucessos como S.O.S Mulheres ao Mar e A Sogra Perfeita, mais uma vez utiliza sua fórmula bem-sucedida ao equilibrar elementos cômicos e sentimentais sem perder o ritmo da narrativa.

O roteiro de Natália Klein é um dos pontos altos do filme, especialmente por conseguir construir personagens carismáticos e momentos envolventes. A trama, que inicialmente parece focada apenas na busca pessoal de Jéssica, logo se expande para um retrato mais amplo sobre identidade e pertencimento, inserindo questões culturais e históricas de forma natural e sem didatismo excessivo.

O choque cultural entre os personagens brasileiros e a cultura judaica em Israel é explorado de maneira divertida e educativa, tornando-se um dos grandes atrativos do longa.

Destaque para Thati Lopes

A atuação de Thati Lopes é um dos grandes trunfos do filme. A atriz, conhecida por sua veia cômica, entrega uma interpretação sensível e divertida, conseguindo equilibrar a fragilidade emocional de sua personagem com momentos de humor espontâneo. Rodrigo Simas também se sai bem no papel do primo extrovertido e romântico, servindo como um contraponto à natureza introspectiva de Jéssica.

Diego Martins, por sua vez, rouba a cena como o irreverente Ramirez, garantindo os momentos mais engraçados do filme. Jonas Bloch e Regina Braga também se destacam, trazendo profundidade aos personagens mais experientes da trama.

A fotografia de Dante Belluti merece menção especial. As paisagens de Israel são capturadas com uma beleza impressionante, transportando o espectador para o Muro das Lamentações, o Mar Morto e outros cenários icônicos do país. Esses elementos ajudam a transformar “Viva a Vida” em uma verdadeira viagem cinematográfica, elevando a experiência visual e cultural do público.

Roteiro previsível

Apesar de suas qualidades, o filme peca em alguns momentos por um humor que nem sempre atinge o tom certo. Algumas piadas e situações cômicas parecem deslocadas dentro da proposta da trama, enfraquecendo o impacto emocional de certas cenas. Além disso, a previsibilidade do roteiro pode tornar a jornada um pouco menos envolvente para quem busca uma história mais surpreendente.

Conclusão

“Viva a Vida” é um filme que celebra a diversidade cultural brasileira e a riqueza de suas influências externas. Com um elenco carismático, uma história envolvente e uma belíssima fotografia, a produção se destaca como um drama cômico capaz de entreter e emocionar. Embora tenha alguns deslizes no humor e uma trama previsível, o longa compensa com uma mensagem forte sobre laços familiares, autoconhecimento e pertencimento.

Recomendado para quem busca um filme leve, divertido e culturalmente enriquecedor, “Viva a Vida” é uma viagem cinematográfica que vale o ingresso e, mais do que isso, uma reflexão sobre nossas próprias origens e conexões. Um belo convite para descobrir que, no fim das contas, todos estamos interligados por histórias que transcendem fronteiras.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Instagram

Twitter

TikTok

YouTube

Onde assistir ao filme Viva a Vida?

O filme está disponível para assistir nos cinemas.

Trailer de Viva a Vida (2025)

YouTube player

Elenco do filme Viva a Vida

  • Thati Lopes
  • Rodrigo Simas
  • Jonas Bloch
  • Yaniv Adani
  • Mirit Adler
  • Thomas Hutzler Artel
  • Maria Clarice Balonecker

Ficha técnica de Viva a Vida (2025)

  • Direção: Cris D’Amato
  • Roteiro: Natalia Klein
  • Gênero: comédia
  • País: Brasil
  • Duração: 100 minutos
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
A Origem dos Red Hot Chili Peppers Nosso Irmão Hillel crítica do documentário da Netflix - Flixlândia
Críticas

‘A Origem dos Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão Hillel’: uma homenagem que quase se perdeu na própria lenda

O recém-lançado documentário “A Origem dos Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão...

Peaky Blinders O Homem Imortal crítica do filme da Netflix 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Peaky Blinders: O Homem Imortal’ é uma despedida melancólica, enlameada e digna

Após o fim da série em 2022, o destino de Tommy Shelby...

Pele de Vidro crítica do documentário 2026 - crédito Plinio Hokama Angeli - Flixlândia
Críticas

‘Pele de Vidro’: Denise Zmekhol usa edifício para conectar história pessoal à do Brasil

“Pele de Vidro” acompanha a jornada da cineasta Denise Zmekhol ao descobrir...

Uma Segunda Chance crítica do filme 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Uma Segunda Chance’ é um filme honesto em sua proposta

A adaptação de Uma Segunda Chance (título original Reminders of Him), baseada...

Casamento Sangrento 2 A Viúva crítica do filme 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Casamento Sangrento 2: A Viúva’ mantém a fórmula de sucesso, mas sem grandes inovações

Casamento Sangrento 2: A Viúva, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 19...

O Velho Fusca crítica do filme brasileiro 2026 - Flixlândia
Críticas

‘O Velho Fusca’: gerações vencendo preconceitos 

Olá, caro leitor! Bem-vindo novamente. Hoje vamos falar sobre “O Velho Fusca”, a...

Narciso crítica do filme brasileiro com Seu Jorge 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Narciso’, uma fábula moderna sobre o espelho da invisibilidade social

Narciso é o mais novo projeto do diretor Jeferson De (M-8: Quando...

A Mensageira 2026 crítica do filme - Flixlândia
Críticas

‘A Mensageira’ entrega uma obra visualmente hipnótica

A Mensageira, dirigido por Iván Fund, que estreia nos cinemas em 19...