Conferimos de perto a primeira edição brasileira do Festival de Filmes com Inteligência Artificial - WAIFF 2026 - Flixlândia

Como funciona a IA no cinema? Conferimos de perto a primeira edição brasileira do Festival de Filmes com Inteligência Artificial

Foto: Antônio Batista / Flixlândia
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O Flixlândia esteve presente neste final de semana, dias 27 e 28 de fevereiro, na primeira edição brasileira do WAIFF – Festival de Filmes com Inteligência Artificial. O evento foi criado em 2025, na Riviera Francesa, e agora segue para a Coreia do Sul, Japão e Cannes.

Dividido em diversas categorias, teve seus filmes finalistas — previamente selecionados — exibidos em sequência na sala SPCine, enquanto palestras sobre o tema aconteciam simultaneamente nas salas CloudWalk e CaisROOM. Na Sala CapCut ocorreram apresentações sobre o conjunto de ferramentas avançadas para edição de vídeos.

No festival, como premiação principal, os cinco primeiros colocados participarão da final mundial em Cannes, em 2026, sendo que o primeiro lugar irá pessoalmente como parte da premiação.

Além de termos assistido a todos os filmes exibidos, estivemos em algumas das palestras que discutiram o uso da IA no cinema e na publicidade não mais como algo do futuro, mas como um presente necessário e em constante evolução.

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Abertura do festival

Na abertura estiveram presentes Ana Paula Montini, diretora-presidente da SPCine; Luis Antonio Silveira, diretor da Ultravioleta (produtora da versão nacional do festival); Brieuc Tanguy-Guermeur; adido cultural da França no Brasil; Jacqueline Sato, atriz e produtora; Marco Landi, fundador do WAIFF; e Carlos Guedes “Cebola”, produtor-executivo da Ultravioleta.

Em “O Lado A da IA: tecnologia, arte e impacto cultural”, com Janaína Augustim e Guigo Gerber, foi abordado o histórico das transformações nas comunicações e o pânico causado na sociedade a cada nova implementação, chegando até a revolução atual com o uso intenso da IA no cinema. Também foi discutida a questão dos meios de divulgação de conteúdo, que se tornaram inviáveis se permanecerem apenas nos canais tradicionais, e a importância das plataformas como YouTube, TikTok e Instagram.

Ou seja, o pânico e a resistência às mudanças são ocorrências normais na sociedade. Porém, a IA é uma realidade que veio para ficar — naturalmente acompanhada de suas questões éticas.

Janaína enfatizou como tudo isso pode desmontar o conceito do capitalismo atual, ao possibilitar a entrada em cena de pessoas que jamais teriam acesso à produção de filmes pelo meio tradicional de expressão. Marco Landi colocou um ponto importante ao final da palestra: “Onde estão as mulheres neste processo?”, destacando que ainda são poucas e manifestando o desejo de que, nos próximos eventos, a presença feminina seja muito maior. Guigo apresentou seu curta “O Homem e o Mar” e compartilhou detalhes de seu processo criativo.

Erros e velocidade da informação

Em “Entre Dados e Narrativas: IA na produção de conteúdos e documentários jornalísticos na Rede Globo”, tivemos a participação de Carlos Octávio Queiroz e Renato Franzini, com mediação de Ben-Hur Correia, no melhor estilo global.

O tema foi apresentado como parte já constante do uso da emissora. Desde 2024, existe um conjunto de normas internas para regulação de conteúdos gerados com IA, além de um código de ética para evitar a divulgação de informações sem verificação adequada. Foi citado um caso em que uma matéria gerada com auxílio de IA apresentou erro na divulgação. Mesmo após sua correção, críticas continuaram circulando na internet, dada a velocidade com que as informações se propagam atualmente.

A grande questão, segundo os palestrantes, é que a IA não gera conteúdo de forma independente: sempre haverá equipes responsáveis por avaliar e liberar as matérias que serão divulgadas.

primeira edição brasileira do Festival de Filmes com Inteligência Artificial - WAIFF 2026 - Flixlândia
Foto: Antônio Batista / Flixlândia

O Cinema em tempos de IA

“Como fazer cinema em tempos de IA? Da pesquisa à pós-produção”, com Tadeu Jungle, Gisele Beiguelman e Marcelo Muller, apresentou como a IA deixou de ser um mistério no audiovisual e passou a integrar o processo criativo — desde a geração de ideias até a pós-produção.

A ferramenta permite que o criador desenvolva conteúdos com velocidade impressionante, quebrando barreiras no tempo de entrega dos produtos. Mais uma vez, aquilo que antes era visto como ameaça ao mercado de trabalho acabou se tornando aliado na materialização das ideias.

Foi fortemente enfatizada a necessidade de roteiros bem escritos. Sem uma base sólida, apenas a mensagem visual não sustenta a obra, e toda a sequência do trabalho pode ser prejudicada por um roteiro fraco — assim como no cinema tradicional.

Ou seja, a IA pode auxiliar, moldar, formatar e sugerir, mas o desenvolvimento criativo continuará dependendo do ser humano. A IA é ferramenta — não um ente vivo.

Também foi abordada a grande quantidade de criadores individuais e o possível paradigma entre produção solo e equipes estruturadas, destacando que a divisão de trabalho ainda pode ser um excelente caminho para grandes produções.

Confira os filmes participantes do WAIFF – Festival de Filmes com Inteligência Artificial e, em negrito, os vencedores de cada categoria

🏆 MELHOR LONGA-METRAGEM

  • MAGNO BRASIL – “Iva Delta 7”
  • TONI MARQUES – “Magda and the Female Police”
  • NYKO OLIVER – “Die in Peace”

📱 SÉRIE VERTICAL

  • JOÃO AMORIM – “A Roda das Crianças”
  • CHRISTIAN SCHNUR – “The Sound of Hiding”
  • EDUARDO PARDELL – “Sinapses”
  • PAULO AGUIAR – “Precautions”

📢 PUBLICIDADE

  • ROD CAUHIL – “Alma Rio”
  • FABIO SHIMIZU – “Ete”
  • FELIPE VALÉRIO – “Grippy”
  • ANDRÉ D’ERRICO – “Insider”
  • MARCELO PRESOTTO – “Health”

🎞 CURTA-METRAGEM – ANIMAÇÃO

  • MILTON MONTENEGRO – “Hallucination”
  • VINICIUS PINHEIRO – “O Peso do Silêncio”
  • GUIGO GERBER – “O Homem e o Mar”
  • GUILHERME NUNES – “Revive”
  • FABIO BOLA – “Burn”

🎥 CURTA-METRAGEM – DOCUMENTÁRIO

  • LEOPOLDO NAKATA – “Outlier”
  • MARCELO PRESOTTO – “Oda Iya”
  • PEDRO BAYEUX – “Warped Memories”
  • FELIPE VALÉRIO – “Cortex Blue”

✨ CURTA-METRAGEM – FANTASIA

  • GUILHERME VALENTE – “Saci”
  • MARCELO PRESOTTO – “I Am Different”
  • RICARDO MURALHA – “The Hunter with a Single Arrow”
  • RODOLFO ROTH – “True”

💥 CURTA-METRAGEM – AÇÃO

  • RODRIGO CHEVAS / MARCELO PRESOTTO – “Maya”
  • MARCELO PRESOTTO – “MadPress”
  • LEOPOLDO NAKATA – “The Cosmic Judge”

🎭 CURTA-METRAGEM – DRAMA

  • MARCELO PRESOTTO – “Cold”
  • MARCOS JUNIOR – “The Gardener of Ashes”
  • LEOPOLDO NAKATA – “Midnight Serenade”
  • LEOPOLDO NAKATA – “Empresário de Mim”
  • ANDERSON FREITAS – “Naia”

👩🎬 MELHOR DIRETORA

  • TALI AMANDA – “Entre Forças”
  • ELIZA GUERRA – “Agranel”
  • ADRIANA PELIANO – “Blue Bird”
  • NATALI TOLEDO – “Silver Nightingale”

🎖 MENÇÃO HONROSA

  • DAN MORAES E RICARDO MORDOCH – “Arnaldo Teve uma Ideia”

Destaques do WAIFF – Festival de Filmes com Inteligência Artificial

Foi um evento muito bem organizado, em um ambiente totalmente adequado ao tema. A FAAP realmente respira arte em seu meio ambiente. Um prêmio à organização.

Destacou-se ainda a palestra de Nizan Guanaes, que fez questão de se posicionar como apoiador do próximo evento no Brasil, dada a importância que atribui ao tema da IA.

Deixo aqui a provocação levantada por Nyko, vencedor com “Die in Peace”, que relatou o preconceito enfrentado por artistas tradicionais: você considera filmes feitos com IA arte de verdade? Ou prefere se aprofundar no tema antes de formar sua opinião?

Agradecemos aos organizadores pelo sucesso do evento. Há sempre muito a evoluirmos como seres humanos
dotados de INA (Inteligência Não Artificial). Até mais!!

Escrito por
Cleon

Cleon (pseudônimo de Antonio Filho) é da área de TI, mas vive com a cabeça nas estrelas. Trocou linhas de código por linhas de roteiro — e escreve sobre séries e filmes como quem decifra algoritmos de emoção humana.

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