Confira a crítica do filme "Which Brings Me to You", comédia romântica de 2024 disponível para assistir no Prime Video.

Excesso de flashbacks torna ‘Which Brings Me to You’ cansativo

Foto: Prime Video / Divulgação
Compartilhe

O filme “Which Brings Me To You”, do Prime Video, tenta dar uma nova cara ao gênero romântico, colocando no centro da trama dois personagens que carregam consigo um passado conturbado.

A comédia romântica estrelada por Lucy Hale e Nat Wolff se propõe a explorar como nossas bagagens emocionais moldam nossos relacionamentos futuros.

No entanto, o filme, dirigido por Peter Hutchings, parece se perder ao balancear entre drama e comédia, o que afeta a conexão do espectador com o casal principal. Será que o público ainda consegue torcer pelo amor em meio a tantos flashbacks e traumas do passado?

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse do filme Which Brings Me to You (2024)

A trama se inicia em um casamento, onde Jane (Lucy Hale) e Will (Nat Wolff), dois estranhos com histórico amoroso turbulento, se conhecem e rapidamente se veem atraídos um pelo outro.

Após uma tentativa frustrada de intimidade em um armário, Will interrompe o momento e Jane, desapontada, sai do local. Mas Will decide segui-la, temendo que ela, embriagada, possa precisar de ajuda. Os dois então embarcam em uma jornada de 24 horas, compartilhando suas histórias de amor fracassadas.

A narrativa se desenrola por meio de flashbacks, onde cada um revela detalhes dolorosos e honestos sobre relacionamentos passados, criando uma conexão inesperada entre eles.

Você também pode gostar disso:

+ ’10 Dias de um Homem Curioso’: entre mistérios e incongruências

+ ‘Os Assassinatos de Buckingham’ vai além da fórmula convencional

+ ‘Pedro Páramo’ é uma viagem imperdível

Crítica de Which Brings Me to You, do Prime Video

Apesar do potencial de ser um romance envolvente, “Which Brings Me To You” enfrenta o desafio de capturar a química entre seus protagonistas em meio a uma estrutura narrativa que alterna constantemente entre o presente e o passado.

Lucy Hale e Nat Wolff conseguem trazer humanidade e autenticidade a Jane e Will, mas a dinâmica entre eles é ofuscada pela longa sequência de flashbacks, que, embora bem-intencionados, acabam distanciando o público do casal.

Exageros

A tentativa do roteiro de explorar as altos e baixos emocionais de Jane e Will é interessante, mas exagerada. Muitos dos relacionamentos passados que aparecem nas lembranças dos personagens são complexos demais, envolvendo temas como traição e vícios.

Enquanto isso, os momentos leves e românticos que caracterizam uma boa comédia romântica são deixados de lado, tornando a história mais parecida com uma sessão de terapia do que com um romance encantador.

A trama poderia ter sido mais eficiente se explorasse com parcimônia os passados amorosos dos personagens, concentrando-se no desenvolvimento da relação entre Jane e Will no presente.

Estrutura repetitiva

Além disso, o filme perde a chance de tornar a narrativa mais dinâmica, pois a estrutura repetitiva dos flashbacks, sem variação no tom ou ritmo, torna a experiência cansativa. A escolha de focar tanto nas histórias passadas faz com que o público não sinta a real evolução da relação central, e a conexão entre Jane e Will parece frágil.

Talvez, como uma minissérie, essa trama funcionasse melhor, pois permitiria que cada flashback e interação presente fosse explorado de forma mais equilibrada.

Acompanhe o Flixlândia no Google Notícias e fique por dentro do mundo dos filmes e séries do streaming

Conclusão

Which Brings Me To You” é uma tentativa ousada de aprofundar o gênero romântico, trazendo um olhar sincero sobre os altos e baixos dos relacionamentos. Contudo, a execução se perde entre flashbacks excessivos e falta de leveza, elementos que poderiam ter trazido o frescor necessário para transformar a trama em uma comédia romântica marcante.

Apesar do desempenho cativante de Hale e Wolff, a história de Jane e Will se torna mais um exercício de autoanálise do que um romance arrebatador, deixando a sensação de que o filme poderia ter entregado mais com uma abordagem menos dramática e mais centrada no presente.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Instagram
Twitter
TikTok
YouTube

Onde assistir ao filme Which Brings Me to You?

A animação está disponível para assistir no Prime Video.

Trailer de Which Brings Me to You (2024)

YouTube player

Elenco de Which Brings Me to You, do Prime Video

  • Lucy Hale
  • John Gallagher Jr.
  • Nat Wolff
  • Genevieve Angelson
  • Ward Horton
  • Kenzie Grey
  • Britne Oldford
  • Marceline Hugot

Ficha técnica do filme Which Brings Me to You

  • Título original: Which Brings Me to You
  • Direção: Peter Hutchings
  • Roteiro: Steve Almond, Julianna Baggott, Keith Bunin
  • Gênero: comédia, romance
  • País: Estados Unidos
  • Duração: 99 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Giselle Costa Rosa

Navegando nas águas do marketing digital, na gestão de mídias pagas e de conteúdo. Já escrevi críticas de filmes, séries, shows, peças de teatro para o sites Blah Cultural e Ultraverso. Agora, estou aqui em um novo projeto no site Flixlândia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Feras no Jardim crítica do filme 2024 HBO Max - Flixlândia (1)
Críticas

‘Feras no Jardim’ e o colapso colonial visto pelos olhos de uma criança

Sabe a Embeth Davidtz? Aquela atriz que marcou a infância de muita...

Olho por Olho 2025 crítica do filme HBO Max - Flixlândia
Críticas

Entre a culpa e a vingança: por que ‘Olho por Olho’ é mais do que um susto barato

Sabe aquele tipo de filme de terror que, pela sinopse, parece ser...

sirat resenha crítica do filme 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Sirât’ incomoda e fascina na mesma medida

Sirât é um drama surpreendente dirigido pelo cineasta franco-espanhol Óliver Laxe (O...

‘Love Me, Love Me’ o que sabemos sobre a adaptação do tórrido romance que promete abalar as estruturas no streaming (1)
Críticas

Nem tudo é o que parece: uma análise sincera de ‘Love Me, Love Me’

Sejamos honestos: quem resiste a um bom drama adolescente ambientado em escolas...

A Cela dos Milagres 2026 crítica do filme da Netflix - Flixlândia (1)
Críticas

‘A Cela dos Milagres’ é um misto de lágrimas e clichês

Se você abriu a Netflix nesta sexta-feira (13), provavelmente deu de cara...

Caju, Meu Amigo crítica do filme do Globoplay 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Caju, Meu Amigo’: entre o afeto canino e as cicatrizes de uma tragédia

Falar sobre tragédias recentes é sempre caminhar em um campo minado, e...

A Sapatona Galáctica 2026 crítica do filme animação - Flixlândia
Críticas

‘A Sapatona Galáctica’ é uma joia do cinema indie que transborda originalidade

A Sapatona Galáctica (um título que, por si só, já convida ao...