Confira a crítica do episódio 3 da temporada 2 de "1923", série dramática de faroeste de 2025 disponível para assistir no Paramount+

O lado mais cruel do sonho americano no 3º episódio da segunda temporada de ‘1923’

Foto: Paramount+ / Divulgação
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O episódio 3 da temporada 2 de “1923”, intitulado “Envolvida em Terror”, intensifica ainda mais os desafios enfrentados pelos personagens, explorando a brutalidade da sobrevivência e as barreiras institucionais que tornam suas jornadas quase impossíveis.

Enquanto os Duttons lutam contra o inverno impiedoso em Montana, Alexandra enfrenta a desumanização do sistema imigratório americano, e Spencer se vê obrigado a tomar decisões difíceis. Este episódio oferece um aprofundamento dramático nas dificuldades e violências que cercam a vida no início do século XX, com momentos de tensão, desespero e resiliência.

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Sinopse da temporada 2 (episódio 3) da série 1923 (2025)

O episódio começa com Jacob Dutton e seu grupo emergindo do desastre causado pela tempestade de neve. Eles precisam agir rápido para se aquecer e encontrar os cavalos antes que o frio os mate. Enquanto isso, na fazenda, Cara Dutton enfrenta as consequências do ataque do lobo e tenta convencer Elizabeth a continuar seu tratamento contra a raiva.

Em Nova York, Alexandra chega à Ellis Island e se depara com a impiedosa burocracia da imigração. Grávida e sem documentos, ela enfrenta inspeções humilhantes e um interrogatório cruel. Apesar das adversidades, consegue garantir sua entrada no país, mas o perigo continua a rondá-la. Enquanto isso, Spencer segue sua jornada para o Texas, mas se depara com um bloqueio da polícia.

Seu companheiro Luca, fiel à família mafiosa, se recusa a fugir e acaba morto. Em outra parte, Teonna Rainwater continua sendo caçada pelo Padre Renaud e Marshal Kent, enquanto os horrores da violência institucional contra os nativos americanos são explorados de forma brutal.

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Crítica do episódio 3 da temporada 2 de 1923, do Paramount+

A cena de Alexandra na Ellis Island é um dos momentos mais impactantes do episódio. A série não poupa o espectador ao retratar a brutalidade do processo imigratório da época. O tratamento frio e desumanizante dos oficiais, as inspeções médicas humilhantes e a incerteza sobre o destino de cada imigrante criam uma atmosfera claustrofóbica.

A força de Alexandra brilha nesse contexto, com sua coragem e astúcia garantindo sua permanência. A forma como ela desafia as autoridades ao perceber a hipocrisia do sistema é um dos pontos altos do episódio.

O inverno como antagonista

O inverno em Montana continua sendo uma força mortal na história. A sequência em que Jacob e os outros tentam sobreviver à tempestade é sufocante, com um realismo cruel sobre os desafios da vida no campo.A decisão de Jacob de arriscar a própria vida para recuperar os cavalos reflete sua conexão com a terra e sua responsabilidade como líder da família. A duração do inverno, que parece interminável, torna-se uma metáfora para os desafios que os Duttons continuam enfrentando.

O destino cruel de Luca e o terror silencioso de Teonna

A história de Spencer e Luca tem um desfecho brutal e inevitável. A lealdade cega de Luca à máfia acaba lhe custando a vida, algo que Spencer já previa. A cena em que Spencer testemunha a morte do amigo é carregada de uma melancolia que reflete a natureza implacável do mundo em que vivem. Esse momento também representa um ponto de virada para Spencer, que agora segue sozinho, mais consciente de que o perigo o cerca por todos os lados.

A perseguição a Teonna Rainwater é um dos aspectos mais angustiantes da narrativa. O episódio reforça a impunidade com que homens como Padre Renaud e Marshal Kent agem. O horror sistêmico da violência contra os povos indígenas é evidenciado de forma incômoda, com cenas que lembram ao público a dor e a luta pela sobrevivência dessas comunidades.

Um final ameaçador

A história de Elizabeth Stafford ganha contornos ainda mais trágicos. Após sobreviver ao ataque do lobo, ela sofre um aborto espontâneo. Sua dor é intensificada pelo contexto médico rudimentar da época, e a decisão de Cara de forçá-la a continuar o tratamento é um reflexo da dura realidade da época. A interpretação de Michelle Randolph carrega uma vulnerabilidade crua, tornando essa uma das cenas mais dolorosas do episódio.

O episódio termina com Alexandra sendo seguida por um homem misterioso, adicionando um elemento de suspense que aumenta ainda mais sua vulnerabilidade. Sua jornada está longe de acabar, e a tensão sobre seu destino continua crescendo.

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Conclusão

O episódio 3 da temporada 2 de “1923” mistura desespero, sobrevivência e o peso da opressão histórica. A força da série reside na sua capacidade de retratar a brutalidade da época sem perder o foco no drama humano. Com atuações impressionantes, uma direção imersiva e uma narrativa emocionalmente intensa, o episódio reafirma o porquê desta série ser um dos melhores spin-offs de Yellowstone.

O próximo episódio promete mais desafios para os personagens, e com tantas ameaças ainda rondando, o destino dos Duttons nunca pareceu tão incerto.

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Onde assistir à série 1923?

A série está disponível para assistir no Paramount+.

Trailer da temporada 2 de 1923 (2025)

YouTube player

Elenco de 1923, do Paramount+

  • Harrison Ford
  • Helen Mirren
  • Brandon Sklenar
  • Michelle Randolph
  • Aminah Nieves
  • Sebastian Roché
  • Julia Schlaepfer
  • Darren Mann

Ficha técnica da série 1923

  • Título original: 1923
  • Criação: Taylor Sheridan
  • Gênero: faroeste, drama
  • País: Estados Unidos
  • Temporada: 2
  • Episódios: 7
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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