Se você já devorou o mais novo thriller psicológico indiano da Netflix, A Acusada (2026), é bem provável que a história da Dra. Geetika Sen (Konkona Sen Sharma) e de sua esposa Meera (Pratibha Ranta) tenha deixado você com algumas pulgas atrás da orelha. A trama, dirigida por Anubhuti Kashyap, mergulha de cabeça nas dinâmicas de poder e nos debates do mundo pós-#MeToo, entregando um final cheio de reflexões amargas e autocríticas.
Mas com um desfecho que foca mais no crescimento pessoal do que em uma resolução hollywoodiana perfeita, a grande pergunta que fica no ar entre os espectadores é: podemos esperar uma sequência para A Acusada?
O filme “A Acusada” vai ter continuação na Netflix?
A resposta mais direta para essa pergunta é: não há nenhum anúncio oficial de que o filme terá uma continuação.
Até o momento, a Netflix e a produtora Dharmatic Entertainment trataram o projeto como um filme independente (o chamado standalone), o que significa que a história foi concebida para ter começo, meio e fim em uma única produção. O longa focado no cancelamento e na investigação da Dra. Geetika cumpre o seu papel narrativo em suas 1h47min de duração, sem deixar ganchos explícitos (cliffhangers) que obriguem a criação de um “A Acusada 2”.
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Por que a narrativa dá a sensação de uma “franquia”?
Mesmo sendo um filme único, a forma como a protagonista foi construída despertou a curiosidade sobre possíveis sequências. Em uma análise profunda, o The Hollywood Reporter India observou que o arco de desenvolvimento de Geetika se desenrola “como se fizesse parte de uma franquia”, que a colocaria em diferentes situações de apuros e “águas quentes” a cada sequência.
A personalidade complexa de Geetika — uma médica genial, porém arrogante e falha — é o tipo de material rico que renderia facilmente mais histórias de mistério ou dilemas éticos no ambiente de trabalho. No entanto, isso reflete mais o estilo de roteiro e o potencial da personagem do que um plano real de gravação de novos filmes.
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O que o final de “A Acusada” significa para o futuro da trama?
O desfecho do longa reforça a ideia de que a jornada da Dra. Geetika chegou a uma conclusão natural e muito íntima. Depois de provar que as denúncias de assédio sexual eram, na verdade, uma armação do ambicioso Dr. Logan para roubar sua vaga de reitora (Decana), Geetika surpreende o público.
Ela recusa o cargo de poder ao reconhecer que, embora não fosse uma predadora sexual, ela foi uma chefe tóxica e abusou de sua autoridade para oprimir subordinados e colegas de trabalho no passado. Essa autocrítica faz com que ela decida pausar sua carreira e repensar sua postura como líder.
Além disso, o arco romântico do casal também ganha um ponto final com cara de recomeço. Após as mentiras e a crise de confiança, Meera perdoa Geetika. O filme termina com as duas planejando uma viagem para Meerut, na Índia, onde Meera pretende revelar seu casamento queer publicamente para sua família conservadora.
Em resumo, A Acusada (2026) encerra seu ciclo não com mistérios em aberto, mas com uma lição de moral madura e reflexiva sobre o amor genuíno e os perigos do poder sem empatia. Embora o mundo do streaming sempre possa nos surpreender com sequências de filmes de sucesso, por enquanto, a história de Geetika e Meera está oficialmente concluída na Netflix.
















