A História do Som crítica do filme 2026 - Flixlândia

‘A História do Som’ transcende o drama convencional

Foto: Imagem Filmes / Divulgação
Compartilhe

A História do Som chega como um dos projetos mais ambiciosos e meticulosos do cinema contemporâneo. A produção é fruto de uma espera de cinco anos para reunir os talentos de Paul Mescal e Josh O’Connor sob a direção sensível de Oliver Hermanus.

Baseado na obra de Ben Shattuck, que também assina o roteiro, o filme destaca-se pelo rigor histórico ao utilizar equipamentos de gravação originais da década de 1910 e uma trilha sonora capturada ao vivo, preservando a autenticidade acústica da época.

O resultado é uma química genuína entre os intérpretes, que mergulharam em um treinamento intensivo de música folk para entregar uma obra onde o silêncio e a sonoridade artesanal são tão cruciais quanto as atuações memoráveis.

➡️ Frete grátis e rápido na AMAZON! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

Em 1917, no auge da Primeira Guerra Mundial, dois estudantes de música, Lionel (Paul Mescal) e David (Josh O’Connor), conhecem-se no Conservatório de Boston. Unidos por uma paixão profunda pela música folk, eles partem em uma viagem pelo interior do Maine com o objetivo de registrar, em cilindros de cera, as vozes e canções de seus compatriotas, evitando que se percam no tempo.

Durante essa missão bucólica, o encontro entre ambos floresce em um romance intenso que transformará o curso de suas vidas, conectando memória, amor e a busca pela imortalidade através do som.

➡️ Quer saber mais sobre filmes, séries e streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo INSTAGRAM, X, TIKTOK, YOUTUBE, WHATSAPP, e GOOGLE NOTÍCIAS, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Crítica do filme A História do Som

A química dos protagonistas

O ponto central da trama é a entrega absoluta da dupla central, que estabelece uma dinâmica intensa e emocionante. Paul Mescal (Aftersun) e Josh O’Connor (Rivais) evitam os clichês do melodrama de época e entregam uma construção de intimidade repleta de silêncios e olhares contidos. Mescal, um dos expoentes de sua geração, destaca-se mais uma vez ao revelar uma vulnerabilidade masculina rara.

Os personagens não são apenas amantes, mas confidentes que compartilham o dom artístico, encontrando um no outro um refúgio contra a rigidez de 1917. A conexão entre os dois é tão palpável que transforma o longa em uma narrativa de amor arrebatadora, onde a paixão juvenil se torna uma lembrança sagrada e ecoante.

A História do Som crítica do filme 2026 - Flixlândia
Foto: Imagem Filmes / Divulgação

A sonoridade como peça chave

O som é um dos pilares desta obra, transcendendo a técnica para se tornar o coração da narrativa. Ao utilizar fonógrafos reais, Oliver Hermanus entrega um trabalho poderoso e comedido, permitindo que o espectador sinta a textura do chiado e a fragilidade das gravações originais.

Essa imperfeição sonora funciona como uma metáfora para a própria memória: algo belo por ser granulado e passível de desaparecer. O filme nos recorda a força duradoura do amor, forçando o público a ouvir não apenas as canções folk, mas o peso do que permanece não dito em meio às paisagens do Maine.

Estética e direção de arte

Visualmente, o longa é uma pintura em movimento que captura a transição entre o velho e o novo mundo, definindo-se como um clássico atemporal de beleza dolorosa. A fotografia utiliza uma paleta de cores que alterna entre o azul gélido dos invernos e os tons quentes de âmbar das velas sob as quais o romance se desenvolve.

Essa dualidade visual reforça o isolamento dos personagens: enquanto o mundo exterior mergulha no cinza da guerra, o espaço compartilhado por Lionel e David é banhado por uma luz que sugere esperança.

Reflexões sobre tempo e memória

No cerne da produção existe uma reflexão sobre a ansiedade humana em paralisar o tempo. O esforço de registrar vozes revela que o amor, assim como o som capturado, é uma tentativa de imortalidade: ambos pertencem ao passado no instante em que ocorrem, mas continuam a vibrar no presente de quem se propõe a ouvir.

Ao unir técnica e sentimento, o filme prova que o registro histórico é apenas um eco, pois a verdadeira história reside na emoção irreproduzível de quem viveu o momento.

Conclusão

A História do Som demonstra sua relevância artística após ter sido um dos destaques no Festival de Cannes. Embora seu ritmo lento exija uma contemplação paciente, essa cadência é essencial para construir a profundidade emocional necessária para que cada nota musical ganhe peso.

O filme não tem pressa em revelar suas camadas, permitindo que a melancolia se instale de forma gradual. Ao transformar uma busca íntima por canções esquecidas em um manifesto sobre a persistência da memória, a obra transcende o drama convencional, elevando-se como um épico visual e sonoro.

Onde assistir ao filme A História do Som?

O filme estreia nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer de A História do Som (2026)

YouTube player

Elenco do filme A História do Som

  • Paul Mescal
  • Josh O’Connor
  • Chris Cooper
  • Molly Price
  • Raphael Sbarge
  • Hadley Robinson
  • Emma Canning
  • Emily Bergl
  • Briana Middleton
  • Gary Raymond
  • Alison Bartlett
  • Michael Schantz
Escrito por
Bruno de Oliveira

Sou um apaixonado por filmes, séries e cultura pop em geral. Entre um blockbuster e um filme introspectivo e intimista encontro meu lugar no mundo e me sinto a vontade para viajar seja lá para qual mundo for.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados
Monstro Gentil filme 2026
Críticas

‘Monstro Gentil’ e o horror que senta à mesa

Existe uma distância abissal entre descobrir que a pessoa amada mentiu e...

Maria Vitoria filme 2026 Festival do Rio
Críticas

‘Maria Vitória’ emociona ao unir futebol, luto e emancipação feminina

Maria Vitória marca a transição do cineasta português Mário Patrocínio do cinema...

O Outro Lado das Redes filme 2026 A Rede Social 2
Críticas

‘O Outro Lado das Redes’ é um assustador thriller sobre a nossa frágil democracia

Em 2003, um algoritmo foi criado em um dormitório de Harvard com...

Outra Mamãe filme 2026 (1)
Críticas

O terror do falso acolhimento: ‘Outra Mamãe’ transforma culpa materna em pesadelo

A infância não é um território de pureza imaculada, mas um estado...

Tyrese Gibson, Ray Liotta, Scott Eastwood no filme 1992
Críticas

A despedida sombria de Ray Liotta: Por que o suspense policial ‘1992’ virou febre no streaming

O filme 1992, dirigido por Ariel Vromen e produzido por Snoop Dogg,...

Arturo Castro, Jessica Biel, John Cena, Teyonah Parris e Sam Richardson em Matchbox - O Filme
Críticas

‘Matchbox – O Filme’ diverte, mas não deixa marcas no asfalto

Há uma ironia sutil no apetite voraz com que Hollywood passou a...

Sobrevivência filme da Netflix de 2026
Críticas

‘Sobrevivência’, o ambicioso e imperfeito suspense de Ben Affleck

A imagem pública de um político raramente sobrevive ao teste de uma...