Se você é fã daquelas histórias intensas que a Turquia sabe fazer como ninguém, já pode preparar a pipoca. Amar, Perder (Ayrılık da Sevdaya Dahil) chegou à Netflix no início de 2026 com a promessa de ser mais do que apenas um rostinho bonito no catálogo.
Criada pelo icônico Yavuz Turgul, a série mergulha de cabeça em um romance proibido que lembra o estilo clássico de Romeu e Julieta, mas com uma pegada bem mais moderna e realista. É o tipo de produção que mostra que a Netflix continua investindo pesado no drama turco para fisgar quem gosta de uma trama emocionante e cheia de dilemas morais.
Sinopse
A história gira em torno de dois mundos que, em situações normais, nunca deveriam se cruzar. De um lado temos Kemal (vivido por İbrahim Çelikkol), um homem frio e calculista que trabalha como cobrador de dívidas para uma poderosa família de agiotas. Do outro está Afife (interpretada por Emine Meyrem), uma roteirista idealista que se vê desesperada tentando salvar o restaurante da família enquanto se afoga em dívidas que não consegue pagar.
O encontro deles acontece da pior forma possível: Kemal vai até ela para cobrar o que é devido. Porém, o que deveria ser apenas um acerto de contas financeiro acaba despertando sentimentos que nenhum dos dois esperava, forçando-os a questionar suas lealdades, honra e o verdadeiro custo do amor.
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Resenha crítica da série turca Amar, Perder…
Mais que um simples “opostos se atraem”
Embora a premissa de “o cara durão e a mocinha idealista” pareça batida, a série consegue dar profundidade a esse clichê. A produção foca muito no realismo social e econômico, mostrando personagens moldados por dificuldades financeiras e pressões familiares.
O relacionamento entre Kemal e Afife não é uma fuga mágica da realidade, mas sim algo que colide com ela, tornando cada escolha deles pesada e cheia de consequências. A narrativa equilibra bem o drama com momentos de suspense e até um pouco de alívio cômico, o que impede que o clima fique pesado demais o tempo todo.

Atuações que entregam o que prometem
O destaque vai para a química entre os protagonistas. İbrahim Çelikkol entrega um Kemal que é estruturado e durão por fora, mas que revela vulnerabilidades que fazem o público se conectar com ele rapidamente. Já Emine Meyrem brilha como Afife, uma mulher resiliente que está exausta de lutar contra o destino, mas que mantém seus princípios.
A direção de Selim Demirdelen e Kurtcebe Turgul opta por um tom mais contido e melancólico, preferindo conversas íntimas e silêncios carregados de tensão em vez de grandes declarações espalhafatosas, o que dá um ar muito mais “gente como a gente” para a série.
O amor nem sempre é a solução
O ponto mais interessante de Amar, Perder é a coragem de dizer que o amor, às vezes, não resolve tudo. A série explora a ideia de que amar também significa perder certezas e até partes da própria identidade. É uma história de “slow-burn” (aquele romance que vai cozinhando em fogo baixo), onde a tensão cresce através do respeito mútuo e de revelações emocionais graduais.
Para quem espera um final perfeito de contos de fadas, talvez a obra deixe um gosto agridoce, mas é justamente essa honestidade sobre o “preço do amor” que a torna memorável.
Conclusão
No fim das contas, Amar, Perder é uma excelente pedida para quem busca um drama adulto, maduro e emocionante. Com apenas 8 episódios de cerca de 50 minutos, a série não enrola e entrega uma jornada que vai do conflito à vulnerabilidade de forma muito orgânica.
Se você curte produções que exploram áreas cinzentas da moralidade e romances que parecem reais, vale muito a pena dar o play. É uma prova de que, às vezes, o que perdemos no caminho é tão importante quanto o que ganhamos ao amar.
Onde assistir à série turca Amar, Perder…?
Trailer de Amar, Perder (2026)
Elenco de Amar, Perder, da Netflix
- İbrahim Çelikkol
- Emine Meyrem
- Yasemin Kay Allen
- Tarık Papuççuoğlu
- Deniz Türkali
- Menderes Samancılar
- Sinan Bengier
- Asuman Çakır
- Görkem Sevindik
- Okan Çabalar














