Confira a crítica do episódio 12 da série "Amor e Batatas", final do dorama sul-coreano de 2025 disponível para assistir na Netflix

‘Amor e Batatas’ tem final agridoce com gosto de recomeço

Foto: Netflix / Divulgação
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No episódio 12, o penúltimo de “Amor e Batatas”, depois de capítulos cheios de trocadilhos com batatas, reviravoltas emocionais e um romance que brotou em meio a traumas e tubérculos, o dorama chegou ao final entregando o desfecho esperado pelos fãs: o tão aguardado “felizes para sempre” entre Mi-Kyung e Baek-Ho.

Mas, fiel ao seu estilo agridoce, a série faz isso sem perder sua pegada realista — com cicatrizes à mostra, risos entre lágrimas e, claro, mais uma crise de batatas no horizonte.

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Sinopse do episódio 12, final do dorama Amor e Batatas (2025)

O episódio final começa no mesmo ponto em que paramos: Mi-Kyung e Baek-Ho presos em um freezer, metafórica e literalmente tentando descongelar mágoas passadas. Ele pede perdão, reconhece sua frieza e promete mudar. Ela, por sua vez, exige tempo, e não aceita que o amor resolva tudo de forma apressada.

Enquanto isso, a equipe do laboratório corre contra o tempo para salvar a colheita perdida e evitar o colapso da produção. Entre negociações com fazendeiros inusitados, confissões emocionadas e reencontros inesperados, o episódio nos guia até uma conclusão que, embora previsível, acerta no coração — e na memória afetiva de quem acompanhou essa história desde o início.

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Crítica do final da série Amor e Batatas (episódio 12), da Netflix

Sim, todos sabíamos que Mi-Kyung e Baek-Ho terminariam juntos. E talvez isso tire um pouco da tensão narrativa. Mas “Amor e Batatas” nunca foi sobre o “se”, e sim sobre o “como”. O dorama conseguiu, ao longo de 12 episódios, transformar um relacionamento baseado em desconfiança e desequilíbrio em algo genuinamente mútuo — e isso é mérito de um roteiro que respeita o tempo e os traumas de seus personagens.

O pedido de perdão de Baek-Ho, vindo com a consciência do mal que causou, é um dos momentos mais humanos do episódio. Ele não romantiza suas atitudes, nem espera redenção imediata. Já Mi-Kyung, mesmo ainda ferida, demonstra força ao não se dobrar ao amor como se fosse uma panaceia. A dinâmica entre os dois é madura, bem construída e, acima de tudo, crível.

Reviravoltas leves, com toques de realismo e humor

Apesar da carga emocional, o episódio mantém o tom leve que marcou a série. As ajummas que trancam o casal no freezer, o irmão dramático que tenta expulsar Baek-Ho, os brindes exagerados e até a hilária sequência militar que garante os últimos 98 toneladas de batatas são exemplos da mistura entre comédia e drama que tornou a série tão especial.

O humor está presente sem nunca ridicularizar o sofrimento dos personagens — e isso é raro. A série entende que a vida, mesmo em seus momentos mais difíceis, tem espaço para o riso.

Um epílogo apressado, mas funcional

O salto temporal de três anos pode soar como uma muleta narrativa. De fato, poderia ter sido melhor explorado ao longo de mais episódios — talvez uma temporada com 16 capítulos tivesse dado mais fôlego às tramas secundárias, como o desfecho do casal Ki-se e Hee-jin, que pouco acrescenta à história principal.

Ainda assim, o epílogo serve bem ao propósito de mostrar que Baek-Ho e Mi-Kyung continuam juntos, mesmo com rotinas caóticas e novos papéis. Ela, agora reconhecida como pesquisadora e referência no mundo agrícola. Ele, largando a frieza corporativa para virar uma espécie de faz-tudo da vila. Um equilíbrio divertido, coerente com o que vimos ao longo da trama.

Uma protagonista como poucas

Talvez o maior acerto do episódio — e da série — seja manter Mi-Kyung no centro de sua própria história. Apesar de ter sido vítima de uma injustiça no passado, ela nunca se resume a isso. O final deixa claro que, mais do que o romance, o verdadeiro triunfo da personagem está na conquista de seu espaço, no reconhecimento de seu trabalho e na consolidação de sua identidade profissional.

Em tempos em que tantos doramas ainda colocam o arco feminino a reboque do masculino, “Amor e Batatas” entrega uma protagonista que não apenas cresce, mas lidera. E isso faz toda a diferença.

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Conclusão

“Amor e Batatas” encerra sua temporada com um episódio 12 que aquece o coração sem fingir que perdoar é fácil ou que o amor resolve tudo de forma mágica. Pelo contrário: o dorama aposta em afetos construídos com diálogo, escuta e crescimento mútuo. Mesmo com algumas tramas desnecessárias e um desfecho acelerado, o saldo é mais do que positivo.

Com personagens carismáticos, humor afiado e uma mensagem sincera sobre segundas chances, “Amor e Batatas” prova que até a história mais improvável — entre um chefe frio e uma ex-funcionária demitida — pode florescer quando o solo é fértil. E que, às vezes, o amor nasce mesmo entre batatas congeladas.

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Onde assistir ao dorama Amor e Batatas?

A série está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Amor e Batatas (2025)

YouTube player

Elenco de Amor e Batatas, da Netflix

  • Lee Sun-bin
  • Kang Tae-oh
  • Lee Hak-ju
  • Kim Ga-eun
  • Shin Hyeon-Seung
  • Yoo Seung-mok
  • Kwak Ja-hyung
  • Woo Jeong-won
  • Yoon Jeong-seop
  • Nam Hyeon-woo
  • Kim Ji-ah
  • Jeong Sin-hye
  • Hwang Jung-min
  • Cha Mi-kyeong
  • Son Ji-yoon
  • Nam Jung-woo

Ficha técnica da série Amor e Batatas

  • Criação: Kang Il-su, Shim Jae-hyun, Kim Ho-su
  • Gênero: romance
  • País: Coreia do Sul
  • Temporada: 1
  • Episódios: 12
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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