Leia a crítica do filme Anônimo 2 (2025) - Flixlândia

‘Anônimo 2’ é um delicioso e hilário ‘Férias Frustradas’ com a família de ‘Busca Implacável’

Filme já está disponível para assistir nos cinemas

Foto: Universal Pictures / Divulgação
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Prepare-se para rir de forma quase culposa. Estreando nesta quinta-feira, 21 de agosto, “Anônimo 2” (Nobody 2) não só mantém o nível do surpreendente primeiro filme, como pisa fundo no acelerador da comédia, entregando uma das sequências de ação mais divertidas e despretensiosas dos últimos anos.

A obra troca a tensão por gargalhadas e se assume de vez como uma “Sessão da Tarde para maiores”, onde a violência estilizada serve de palco para um humor absurdo e brilhantemente executado.

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Sinopse

A trama, agora sob a direção de Timo Tjahjanto, acerta ao focar no drama familiar. Hutch Mansell (Bob Odenkirk) não quer perder sua família, que está em crise por conta de suas ausências e de sua “profissão”.

Em uma tentativa de se reconectar, ele os leva de férias para um local nostálgico onde esteve com seu pai e irmão na infância. A paz, contudo, dura pouco. Um episódio de briga adolescente em um fliperama, envolvendo seu filho e o filho de um figurão do crime local, desencadeia toda a espiral de violência do filme.

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Crítica

Bob Odenkirk não só convence novamente, como parece ainda mais confortável no papel do herói de ação improvável. A sequência abraça o humor, e a performance de Odenkirk é o centro de tudo.

As cenas de luta são um balé de brutalidade cartunesca: dedos são cortados, ossos quebram com estalos cômicos e dentes voam pela tela, tudo com uma coreografia que provoca mais risadas do que aflição. A comparação com Monty Python é inevitável; a violência é tão exagerada que se torna surreal e hilária.

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Cena do filme Anônimo 2 (2025) - Flixlândia
Foto: Universal Pictures / Divulgação

Química perfeita entre os atores

Mas o verdadeiro destaque são os atores que compõem a família Mansell. A dinâmica entre Hutch, sua esposa Becca (Connie Nielsen), seu pai David (o lendário Christopher Lloyd), seu irmão Harry (RZA) e seus filhos é o coração do filme. A química entre eles é perfeita.

O roteiro aprofunda a história da família com flashbacks que, de forma terna e bizarra, mostram que ser um agente letal é quase um “negócio de família”, passado de pai para filhos com um carinho que beira o absurdo.

E coroando a obra, temos Sharon Stone como a grande vilã. Visivelmente se divertindo horrores com o papel, ela compõe uma antagonista carismática, implacável e deliciosamente exagerada, que se encaixa perfeitamente no tom do filme. Ela é o contraponto ideal para a violência cômica de Hutch e sua família.

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Conclusão

É aqui que o filme revela sua genialidade: é uma paródia perfeita do “filme de férias em família”. Basicamente, é como se estivéssemos assistindo a um remake de “Férias Frustradas” (1983), mas trocando a família desastrada de Chevy Chase pela família hipercompetente de Liam Neeson em “Busca Implacável” (2008).

A comédia não nasce da incompetência, mas da eficiência absurda com que os Mansell resolvem problemas com violência extrema e trabalho em equipe letal. Com uma premissa afiada e um elenco em perfeita sintonia, “Anônimo 2” é uma sequência que supera o original em pura diversão.

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Onde assistir ao filme Anônimo 2?

O filme está disponível para assistir nos cinemas de todo o Brasil.

Assista ao trailer de Anônimo 2 (2025)

YouTube player

Quem está no elenco do filme Anônimo 2?

  • Bob Odenkirk
  • Connie Nielsen
  • Christopher Lloyd
  • John Ortiz
  • RZA
  • Sharon Stone
  • Colin Hanks
  • Gage Munroe
Escrito por
Cadu Costa

Cadu Costa era um camisa 10 campeão do Vasco da Gama nos anos 80 até ser picado por uma aranha radioativa e assumir o manto do Homem-Aranha. Pra manter sua identidade secreta, resolveu ser um astro do rock e rodar o mundo. Hoje prefere ser somente um jornalista bêbado amante de animais que ouve Paulinho da Viola e chora pelos amores vividos. Até porque está ficando velho e esse mundo nem merece mais ser salvo.

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