A Miss crítica do filme brasileiro 2026

‘A Miss’: dramédia brasileira tem altos e baixos, mas sai com saldo positivo

Foto: Divulgação / Olhar Filmes
Compartilhe

Uma comédia sobre uma mãe engraçada ou um drama sobre uma mãe tóxica? Essa talvez seja a maior dúvida após assistir “A Miss”, longa de estreia de Daniel Porto. A história segue uma família composta por uma mãe solteira, Iêda (Helga Nemeczyk), e o casal de gêmeos Martha (Maitê Padilha) e Alan (Pedro David).

Ao mesmo tempo que projeta sonhos e pressiona a filha a seguir seus passos como Miss em concursos de beleza, negligencia o filho a ponto de quase ignorá-lo, sem perceber que ele era a pessoa que compartilhava seu sonho.

➡️ Frete grátis e rápido na AMAZON! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

No filme, Iêda, ex-vencedora de concurso de beleza na juventude, tem o desejo de que sua filha, Martha, siga a tradição da família e vença um concurso de Miss. No entanto, a menina não tem aptidão nem interesse para isso.

Já o seu filho Alan parece “indicado ao cargo”. Então, com a ajuda do “tio Athena” (Alexandre Lino), os irmãos bolam um plano para que o jovem realize o sonho da mãe sem que ela saiba.

➡️ Quer saber mais sobre filmesséries e streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo INSTAGRAMXTIKTOKYOUTUBEWHATSAPP, e GOOGLE NOTÍCIAS, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Crítica do filme brasileiro A Miss

O roteiro se desenrola dando quase todos os holofotes à Iêda. Como uma mãe controladora e muitas vezes passando do limite do abusivo, a personagem é um presente para qualquer atriz com talento, e Nemeczyk tem de sobra. Às vezes engraçada, às vezes assustadora, Iêda confunde o espectador se merece redenção ou punição no decorrer do filme, tratando os filhos quase como objetos e extensões de si.

A Miss crítica do filme brasileiro 2026 - Flixlândia
Foto: Divulgação / Olhar Filmes

Ao mesmo tempo, os adolescentes não têm o mesmo desenvolvimento da mãe e de Athena (Alexandre Lino), funcionário no salão de beleza de Iêda e o primeiro a saber dos sonhos de Alan em ser Miss no lugar da irmã. Com diálogos funcionais, o texto dos jovens não tem o mesmo brilho dos diálogos e monólogos dos adultos. Os irmãos parecem estar ali apenas para dar uma lição à mãe, e por mais que no início sua luta seja por identidade, acabam sendo apenas acessórios de roteiro.

Esse talvez seja o maior problema de “A Miss”. Os adolescentes não tem um arco muito explorado, e assim como o irmão, a personagem Martha é meio que deixada de lado após a revelação de Alan. Assim, os dois acabam ofuscados pela mãe mesmo em momentos que deveriam brilhar.

Conclusão

Daniel Porto mostra bastante potencial no longa, mesmo com essas lacunas que poderiam render momentos mais interessantes para o casal de gêmeos e que sobram para Iêda e Athena. “A Miss” no fim tem um saldo positivo, que foca mais nos traumas e personalidade da mãe que no descobrimento da identidade dos filhos. E quando acerta, o filme é muito bom. 

Onde assistir ao filme brasileiro A Miss?

O filme estreia nesta quinta-feira, 26 de novembro de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer de A Miss (2026), de Daniel Porto

YouTube player

Elenco do filme brasileiro A Miss

  • Helga Nemetik
  • Maitê Padilha
  • Pedro David
  • Alexandre Lino
Escrito por
Marcelo Fernandes

Jornalista, músico diletante, produtor cultural e fã de guitarras distorcidas e bandas obscuras.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Sydney Sweeney em cena do filme Christy (2025)
Críticas

‘Christy’: a transformação visceral de Sydney Sweeney nos ringues (e fora deles)

É quase impossível negar que filmes de boxe e histórias de superação...

Boulevard filme de 2026 do Prime Video
Críticas

‘Boulevard’ joga no seguro do romance ‘sofrência’

Se você foi uma daquelas pessoas que passou horas lendo fanfics e...

Crítica do filme live-action Moana de 2026
Críticas

‘Moana’ em live-action acerta na nostalgia, mas peca na falta de inovação

O novo live-action de Moana chega aos cinemas carregando uma responsabilidade enorme...

capa do filme A Morte do Demônio Em Chamas de 2026
Críticas

‘A Morte do Demônio: Em Chamas’ é o banho de sangue mais insano (e nojento) da franquia

A franquia idealizada por Sam Raimi lá nos anos 1980 sempre flertou...

Penélope Cruz e Olivia Wilde em cena do filme O Convite, de 2026
Críticas

‘O Convite’, uma breve história do amor esquecido

Bem-vindo novamente, meu caro leitor! O Convite (2026) é uma refilmagem em...

Seth Rogen, Olivia Wilde Edward Norton e Penélope Cruz em cena do filme O Convite, de 2026
Críticas

‘O Convite’ é um drama profundo por trás de uma comédia genial

O confinamento cinematográfico sempre atuou como um poderoso catalisador de verdades incômodas....

Ruby Rose em cena do filme A Protetora de 2020
Críticas

‘A Protetora’: Ruby Rose salva o dia em um ‘Duro de Matar’ genérico

Sabe aquele filme que parece ter saído direto de uma locadora dos...