Nossa relação com a estratégia da Netflix de dividir temporadas em duas partes é sempre de amor e ódio, não é mesmo? A quebra no ritmo muitas vezes prejudica a narrativa, e com a primeira metade da temporada 4 de Bridgerton não foi diferente, deixando um gosto de “conto de fadas pela metade”.
Mas, felizmente, a Parte 2 chega para consertar a maioria dos deslizes, entregando tudo o que a gente mais ama na série: romance ardente, dramas familiares palpáveis, tragédias inesperadas e, claro, uma boa fofoca.
Sinopse
A trama retoma exatamente do ponto em que paramos: Sophie Baek (Yerin Ha) está lidando com a frustração e o choque após Benedict Bridgerton (Luke Thompson) pedir que ela seja sua amante. Para um homem nobre e cheio de privilégios, parecia uma ótima ideia, mas para Sophie, uma jovem que conhece bem as dores de ser uma filha ilegítima e de não ter garantias na vida, a proposta é um insulto.
Enquanto o casal tenta resolver esse impasse de classes e sentimentos, o resto da alta sociedade londrina não para. Temos Penelope (Nicola Coughlan) tentando descobrir seu papel no mundo agora que o segredo de Lady Whistledown foi revelado, os novos passos de Lady Violet (Ruth Gemmell) no amor, e um evento trágico que muda o destino de Francesca (Hannah Dodd) para sempre.
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Crítica da parte 2 da temporada 4 de Bridgerton
O casal principal encontra o seu ritmo
Se você achou que faltou química ou desenvolvimento na primeira leva de episódios, pode respirar aliviado. A Parte 2 finalmente engata a marcha e traz todo o desejo e a paixão que a história de Benedict e Sophie pedia. O grande acerto aqui é que a série não fica enrolando demais com o drama do “querer ser amante”: os roteiristas colocaram os personagens para ter conversas maduras e nuançadas sobre poder, privilégio e o futuro.
Luke Thompson brilha ao mostrar o amadurecimento de Benedict, que deixa de ser apenas o segundo filho perdido para se tornar alguém disposto a abrir mão do seu status pela mulher que ama. Já Yerin Ha entrega uma Sophie forte e cheia de dualidades, lidando com sua posição precária na sociedade com muita garra. E sim, para a alegria dos fãs dos livros de Julia Quinn, a tão aguardada e quente cena da banheira está presente (e dizem que a adaptação ficou até melhor que no papel!).

A maldição do “excesso de personagens”
Apesar de a temporada acertar no romance, ela sofre com o que podemos chamar de síndrome de “Muitos Bridgertons”. A série cresceu tanto que agora acompanha simultaneamente a jornada amorosa de Violet e Lord Anderson, os dilemas de Lady Danbury, o ajuste de Penelope em seu casamento, além de dar mais espaço para a família Mondrich. A ascensão de Alice Mondrich (Emma Naomi) ganha um destaque legal, mostrando a visão de alguém de classe baixa que de repente precisa navegar pelas restrições da nobreza.
Por outro lado, algumas participações deixam a desejar. O retorno de Anthony (Jonathan Bailey) e Kate (Simone Ashley) é rápido demais e acaba sendo frustrante. O Visconde volta basicamente para dar uma bronca no irmão sobre a reputação da família e depois some, o que parece um desperdício de dois personagens tão amados pelo público.
Luto e preparação para o futuro
No meio de tantos bailes, a série dá um golpe no estômago dos fãs ao trazer uma das tragédias mais marcantes dos livros: a morte repentina de John Stirling. É a partir desse luto que a série começa a pavimentar o terreno para as próximas temporadas, especialmente focando na relação de Francesca com a prima de John, Michaela (Masali Baduza). A química e a conexão sutil que surge entre as duas — em meio à dor da perda — é tratada de forma brilhante pelas atrizes, deixando um gancho perfeito e doloroso para a 5ª temporada.
Vale também destacar a vilã da temporada. A madrasta de Sophie, Araminta Gun (Katie Leung), é detestável, mas a série consegue humanizá-la, mostrando que sua maldade também vem de um lugar de sobrevivência em uma sociedade que só valoriza as mulheres pelos homens a quem estão ligadas. Embora a conclusão da história dela envolva uma trama de tribunal um tanto exagerada, o saldo final de sua personagem é bastante empático.
Reviravoltas finais e casamento
O final do último episódio joga uma verdadeira bomba no colo do espectador: há uma nova Lady Whistledown na área. Essa é uma reviravolta que não existe nos livros, mas é uma decisão excelente da produção. Afinal, o mistério sobre a identidade da fofoqueira sempre foi o grande motor da série, equilibrando o romance meloso com um tom divertido e intrigante.
E se você achou que não ia ter casamento, não ouse pular os créditos! A cena pós-créditos finalmente entrega a união de Benedict e Sophie. Vemos a noiva sendo levada ao altar por Alfie, Anthony se desculpando por não ter apoiado o irmão no início, e uma piadinha clássica de Eloise dizendo que adora casamentos… mas só como convidada. A cena fecha lindamente com Benedict finalizando a pintura de Sophie como a misteriosa “Dama de Prata”.
Conclusão
A temporada 4 de Bridgerton teve um início morno, mas a Parte 2 prova que a série sabe exatamente o que faz quando o assunto é prender nossa atenção. Entre a resolução do romance de conto de fadas de Benedict e Sophie, o desenvolvimento emocional de personagens secundários e a promessa de novos casais (e novos mistérios), a produção consegue equilibrar a emoção e a diversão.
A série termina em alta, mostrando que o universo da família Bridgerton ainda tem muita lenha para queimar. Resta a nós, reles mortais, esperar ansiosamente pela próxima temporada.
Onde assistir online à temporada 4 de Bridgerton?
Trailer da 4ª temporada de Bridgerton
Elenco da quarta temporada de Bridgerton
- Adjoa Andoh
- Julie Andrews
- Lorraine Ashbourne
- Jonathan Bailey
- Ruby Barker
- Sabrina Bartlett
- Harriet Cains
- Bessie Carter
- Nicola Coughlan
- Phoebe Dynevor


















