Confira a crítica do filme "Como Roubar um Banco", documentário true crime disponível para assinantes da Netflix.

‘Como Roubar um Banco’ prende a atenção do espectador mesmo glorificando o criminoso

Foto: Netflix / Divulgação
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Com um título que promete mais do que entrega, “Como Roubar um Banco” (How to Rob a Bank), da Netflix, não vai ensinar você a assaltar um banco e fugir com milhões. No entanto, essa escolha de título é muito mais compacta e atraente do que “Como Esse Cara Roubou Vários Bancos Até Ser Pego”. Este documentário, dirigido por Stephen Robert Morse e Seth Porges, conta a história real de Scott Scurlock, um ladrão de bancos que aterrorizou Seattle nos anos 1990, e que era conhecido pelo apelido de “Hollywood” devido aos seus disfarces elaborados e cinematográficos.

Sinopse de Como Roubar um Banco, da Netflix

“Como Roubar um Banco” nos leva ao início dos anos 1990 em Seattle, onde Scott Scurlock, um ex-estudante de medicina que se transformou em um dos ladrões de banco mais prolíficos da história americana, começou sua jornada criminosa. Inspirado pelo filme “Point Break”, Scurlock usava maquiagem e próteses para esconder sua identidade, ganhando o apelido de “Hollywood”. O documentário explora sua vida através de filmagens caseiras, entrevistas com amigos, cúmplices e agentes da lei que o perseguiram, além de recriações dramáticas de seus assaltos audaciosos.

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Crítica do filme Como Roubar um Banco (2024)

O documentário dirigido por Stephen Robert Morse e Seth Porges é uma obra visualmente impressionante. Os diretores de fotografia Jacob Sacks Jones e Domenic Barbero iluminam e filmam os entrevistados em seus ambientes domésticos de forma que parecem produções multimilionárias. Os escritórios do FBI e as casas das vítimas sobreviventes têm um visual digno de grandes estúdios de cinema, enquanto as recriações dos assaltos (filmadas por Michael Wale) recebem o tratamento cinematográfico que Scurlock provavelmente imaginava que um dia receberia.

Apesar de sua qualidade visual e narrativa envolvente, “Como Roubar um Banco” tem um tom que oscila entre a semiglorificação de Scurlock e a tentativa de mostrar as consequências traumáticas de seus crimes. Embora o documentário mencione brevemente as vítimas de seus assaltos que sofreram de transtorno de estresse pós-traumático, a ênfase maior é dada à carismática figura de Scurlock e suas façanhas criminosas. As entrevistas com seus cúmplices e amigos revelam um homem que, embora generoso e cativante, também era impulsivo e imprudente, levando sua vida ao limite sem pensar nas repercussões a longo prazo.

O documentário destaca a habilidade de Scurlock em planejar seus assaltos meticulosamente e sua incapacidade de gerenciar suas finanças, gastando rapidamente os lucros de seus roubos. A narrativa detalha como ele se tornou obcecado por assaltos, incapaz de parar, mesmo quando sabia que o “último golpe” poderia ser seu fim. Essa incapacidade de parar levou à sua captura trágica e inevitável.

Conclusão

“Como Roubar um Banco” é uma fascinante viagem pela vida de um dos ladrões de banco mais notórios da história recente. Com uma narrativa envolvente e uma fotografia impressionante, o documentário prende a atenção do espectador do início ao fim. No entanto, sua oscilação entre a glorificação e a condenação de Scott Scurlock pode deixar alguns espectadores questionando a moralidade de sua história.

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Onde assistir Como Roubar um Banco?

O filme está disponível para assinantes da Netflix.

Trailer do documentário Como Roubar um Banco

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Ficha técnica de Como Roubar um Banco, da Netflix

  • Título original: How to Rob a Bank
  • Direção: Stephen Robert Morse, Seth Porges
  • Roteiro: Maxim Gertler-Jaffe, Stephen Robert Morse, Max Peltz, Seth Porges
  • Gênero: documentário, policial
  • País: Estados Unidos
  • Duração: 88 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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