Confira a crítica do filme "De Tyler Perry: Duplicidade", suspense dramático de 2025 disponível para assistir no Prime Video

‘Duplicidade’: Tyler Perry tenta entregar um suspense social, mas tropeça feio

Foto: Prime Video / Divulgação
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“Duplicidade”, mais recente filme de Tyler Perry para o Prime Video, se apresenta como um thriller policial com tons sociais e uma protagonista poderosa. Com um elenco estrelado, incluindo Kat Graham e Meagan Tandy, o longa tenta equilibrar uma trama de mistério com críticas ao racismo estrutural, à violência policial e à fragilidade do sistema jurídico.

A intenção é nobre. A execução, no entanto, é repleta de falhas que dificultam a imersão e deixam a sensação de um projeto com grande potencial, mas pouca profundidade.

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Sinopse do filme De Tyler Perry: Duplicidade (2025)

Marley Wells (Kat Graham) é uma advogada de sucesso que se vê diante do caso mais delicado de sua vida: investigar o assassinato de Rodney, marido de sua melhor amiga, Fela (Meagan Tandy), morto por um policial branco em circunstâncias suspeitas.

Ao lado de seu namorado Tony (Tyler Lepley), um ex-policial agora detetive particular, Marley mergulha em uma rede de segredos, traições e falsas aparências. Conforme avança na investigação, ela se depara com conexões inesperadas entre os envolvidos e descobre que a verdade pode ser mais dolorosa do que imaginava.

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Crítica de De Tyler Perry: Duplicidade, do Prime Video

“Duplicidade” começa com ares de denúncia social, apontando para a urgência do debate sobre a violência policial contra homens negros desarmados. No entanto, logo abandona essa premissa promissora para se perder em um melodrama repleto de diálogos artificiais, reviravoltas previsíveis e interpretações inconstantes. A tentativa de equilibrar um thriller envolvente com comentários sociais relevantes resulta em um produto que falha nos dois aspectos.

Kat Graham, conhecida por “Diários de um Vampiro”, entrega uma atuação comprometida, mas limitada pelo texto superficial. Marley é escrita de forma pouco convincente: suas motivações e reações nem sempre condizem com o contexto emocional em que se encontra. O mesmo vale para Meagan Tandy, cuja Fela transita entre o luto e a frieza de forma abrupta. A química entre as duas até existe, mas é sabotada por falas genéricas e situações mal construídas.

Estética polida, conteúdo raso

Visualmente, “Duplicidade” é competente: a direção de arte aposta em tons azulados que criam uma identidade própria, ainda que forçada. A filmagem em 4K e a boa qualidade técnica ajudam a manter o interesse em cenas que, em termos de conteúdo, pouco oferecem. Infelizmente, essa estética polida não compensa a falta de nuances nos personagens nem a ausência de desenvolvimento dramático consistente.

O cerne da história — a morte de Rodney — é um dos temas mais sensíveis e urgentes da atualidade. Porém, o roteiro evita se aprofundar em suas implicações sociais. As discussões sobre racismo, brutalidade policial e injustiça jurídica surgem mais como pano de fundo do que como motores narrativos. As cenas de confrontação entre Marley e os policiais são insossas, e o suposto mistério em torno da morte se resolve mais por conveniência de roteiro do que por investigação real.

Reviravoltas mal costuradas e um final anticlimático

Nos minutos finais, o filme tenta surpreender com uma sequência de reviravoltas. Contudo, a ausência de pistas ao longo da narrativa e a forma expositiva com que as revelações são feitas impedem qualquer sensação de catarse. Ao invés de causar impacto, o desfecho soa forçado e sem sentido. A última cena, embora carregada de ação, carece de emoção, já que o público nunca teve a chance de se conectar verdadeiramente com os personagens.

Conclusão

“Duplicidade” tem uma premissa interessante e um elenco promissor, mas se perde em um mar de decisões equivocadas. Tyler Perry parece indeciso entre fazer um drama social ou um suspense de traição e acaba não fazendo nenhum dos dois com profundidade. Com diálogos artificiais, atuações exageradas e um roteiro cheio de buracos, o filme desperdiça o potencial de suas temáticas mais relevantes.

Ainda que conte com bons momentos isolados — especialmente nas cenas com Caleb (Jimmi Stanton), o policial em crise —, o conjunto é desarticulado e frustrante. Para quem busca entretenimento leve com algum verniz de crítica social, pode até funcionar. Para quem espera um thriller envolvente e inteligente, fica a sensação de traição — ou melhor, de duplicidade.

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Onde assistir ao filme De Tyler Perry: Duplicidade?

O filme está disponível para assistir no Prime Video.

Trailer de De Tyler Perry: Duplicidade (2025)

YouTube player

Elenco de De Tyler Perry: Duplicidade, do Prime Video

  • Kat Graham
  • Meagan Tandy
  • Tyler Lepley
  • RonReaco Lee
  • Joshua Adeyeye
  • Nick Barrotta
  • Jimi Stanton
  • Shannon LaNier

Ficha técnica do filme De Tyler Perry: Duplicidade

  • Título original: Duplicity
  • Direção: Tyler Perry
  • Roteiro: Tyler Perry
  • Gênero: drama, suspense
  • País: Estados Unidos
  • Duração: 109 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Giselle Costa Rosa

Navegando nas águas do marketing digital, na gestão de mídias pagas e de conteúdo. Já escrevi críticas de filmes, séries, shows, peças de teatro para o sites Blah Cultural e Ultraverso. Agora, estou aqui em um novo projeto no site Flixlândia.

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