Crítica do filme 'Drácula - Uma História de Amor Eterno' (2025) - Flixlândia

‘Drácula – Uma História de Amor Eterno’ é bom, mas falta ousadia

Foto: Paris Filmes / Divulgação
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Um fenômeno do cinema interessante é quando dois filmes muito similares são lançados quase que simultaneamente. De “Volcano” e “O Inferno de Dante” a “Impacto Profundo” e “Armageddon”, passando por “Vida de Inseto” e “FormiguinhaZ”, agora temos o novo filme do vampiro-mor, “Drácula – Uma História de Amor Eterno”, de Luc Besson, menos de um ano depois do celebrado “Nosferatu”, que, inclusive, nasceu como uma adaptação não autorizada do livro original.

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Sinopse

Na trama, após perder sua esposa, um príncipe renuncia a Deus e se transforma em vampiro. Séculos depois, na Londres do século XIX, ele encontra uma mulher idêntica à sua amada e inicia uma perseguição que pode selar seu destino. Uma história de amor, obsessão e escuridão eterna.

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Crítica

Caso você seja jovem demais para conhecer a história ou viveu longe da sociedade a vida inteira, a história é a mesma de dezenas de adaptações: o Conde Drácula luta em guerras santas até a morte de sua amada, e sente-se traído por Deus. Após blasfemar, transforma-se em um morto vivo poderoso cujo alimento é o sangue de suas vítimas.

Tudo mais ou menos parecido com os outros, tirando um detalhe aqui e acolá: a direção de arte, por exemplo, tanto do castelo, quanto da alta sociedade e da época vitoriana quando se passa a maior parte do filme, é belíssima.

O francês Besson sempre foi conhecido por um tratamento diferenciado ao figurino, pois se até em uma ficção científica como “O Quinto Elemento” os personagens usavam roupas de alta costura, não seria na adaptação de um clássico que ele deixaria passar a oportunidade.

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Cena do filme 'Drácula - Uma História de Amor Eterno' (2025) - Flixlândia
Foto: Paris Filmes / Divulgação

Roteiro aquém do que poderia

O roteiro é protocolar: diálogos falam de forma cifrada sobre sexo, moral e costumes da época, apontado para um puritanismo atual, mas não de forma profunda. O subtexto está lá, sutil, e talvez não chame tanto a atenção quanto poderia.

De resto, Besson é um bom diretor, mas não consegue extrair o máximo de seu bom elenco. O oscarizado Christopher Waltz, aqui como um padre que faz as vezes de Van Helsing, não tem muito com o que trabalhar, com as pistas e os acontecimentos caindo sobre seu clérigo detetivesco de forma bem conveniente.

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Conclusão

“Drácula – Uma História de Amor Eterno” não é um filme ruim, mas também falha em trazer algum frescor ao gênero. É divertido, chama a atenção, e deverá fazer sucesso com o nicho gótico, sejam os “raiz” ou de internet. No fim, falta a ousadia de um Drácula de lutar por um algo a mais.

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Onde assistir ao filme Drácula – Uma História de Amor Eterno?

O filme estreia nesta quinta-feira, 7 de agosto de 2025, nos cinemas brasileiros.

Trailer de Drácula – Uma História de Amor Eterno (2025)

YouTube player

Elenco do filme Drácula – Uma História de Amor Eterno

  • Christoph Waltz
  • Caleb Landry Jones
  • Matilda De Angelis
  • Zoë Bleu
  • Salomon Passariello
  • Ewens Abid
  • Raphael Luce
  • Romain Levi
Escrito por
Marcelo Fernandes

Jornalista, músico diletante, produtor cultural e fã de guitarras distorcidas e bandas obscuras.

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