Beijo Explosivo episódio 14 resenha crítica final dorama Netflix Flixlândia

[CRÍTICA] ‘Beijo Explosivo’ tem encerramento corrido, mas com o final feliz que queríamos

Foto: Netflix / Divulgação
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Chegamos ao fim da linha. “Beijo Explosivo”, que conquistou uma legião de fãs — especialmente entre o público indiano — com seu boca a boca positivo e discussões acaloradas online, entregou seu décimo quarto e último episódio. A expectativa era alta para ver como a história de Gong Ji-hyeok e Go Da-rim terminaria, com muitos esperando reviravoltas. E olha, reviravolta foi o que não faltou, mas talvez não do jeito que a gente queria.

O dorama, que sempre teve um tom divertido, decidiu mergulhar de cabeça no makjang (aquele melodrama exagerado) nos 45 do segundo tempo, testando a paciência de quem só queria um desfecho redondinho. Vamos desenrolar esse final que misturou justiça corporativa, tragédias repentinas e, claro, muita propaganda de fazer bebês.

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Sinopse

O episódio 14 começa com a aguardada reunião de acionistas. Ji-hye e Tae-young estão prontos para derrubar Ji-hyeok e seu pai, planejando vender a NaturalBebe e colocar Ji-hye como uma CEO fantoche. Mas o jogo vira quando Ji-hyeok chega com provas concretas: a assistente de Ji-hye usou o e-mail de Da-rim para incriminá-la e há testemunhos ligando Ji-hye ao incêndio na exposição de arte. O golpe final? A mãe de Ji-hyeok retorna, com sua saúde mental restaurada e documentos legais provando que o marido não é mais seu guardião, assumindo o cargo de CEO.

Derrotado e humilhado pelo pai, Tae-young perde a cabeça e atropela Ji-hyeok propositalmente. Ji-hyeok sobrevive, mas acorda com amnésia pós-traumática, esquecendo completamente quem é Da-rim. Após tentativas falhas de recuperar a memória, eles se separam. Um ano se passa. Da-rim, agora empresária com ajuda da mãe de Ji-hyeok, vai a Jeju procurar sua irmã. Lá, ela reencontra Ji-hyeok. Um acidente faz com que eles se beijem — o tal “beijo explosivo” — e a memória dele volta instantaneamente. O dorama termina com um salto temporal mostrando o casal feliz, casado e com dois filhos.

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Resenha crítica do final dorama Beijo Explosivo

A vingança corporativa e o triunfo da mãe

Vamos começar pelo que funcionou. A resolução da trama corporativa foi satisfatória. Ver a Ji-hye sendo desmascarada na frente de todo mundo, com provas de áudio e testemunhas, deu aquele gostinho de justiça. Mas o ponto alto foi, sem dúvida, a mãe de Ji-hyeok.

Depois de ser manipulada e controlada, vê-la entrar naquela sala, sã e salva, para tomar as rédeas da empresa que é dela por direito, foi um momento de empoderamento real. Foi o cumprimento da promessa que Ji-hyeok fez a Da-rim. Pena que a série não parou por aí e decidiu estragar o clima logo em seguida.

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Foto: Netflix / Divulgação

O festival de clichês: atropelamento e amnésia

Sinceramente, precisava mesmo disso? O roteiro enfiou todos os clichês possíveis na última hora. Tae-young virar um psicopata que atropela o protagonista porque o papai brigou com ele foi forçado e serviu apenas para chocar. E aí entramos no terreno pantanoso da amnésia. É frustrante ver um desenvolvimento de 13 episódios ser jogado no lixo para criar um drama de separação desnecessário.

Ji-hyeok esquecer a mulher que amava, mesmo com ela cuidando dele no hospital dia e noite, foi um balde de água fria. A desculpa de que “memórias emocionais” trariam a lembrança de volta foi só um pretexto para enrolar a trama até os minutos finais.

Química x roteiro preguiçoso

O que salvou “Beijo Explosivo” de ser um desastre total no final foi a química dos atores (Ahn Eun-jin e Jang Ki-yong). Mesmo com o roteiro jogando contra, você torce por eles. No entanto, a resolução mágica da amnésia foi risível.

Da-rim vai para Jeju atrás da irmã (que, aliás, serviu apenas de ferramenta de roteiro e nem teve um reencontro decente em tela), veste o mesmo vestido azul do passado, tropeça e cai na boca do Ji-hyeok. E plim! A memória volta com um beijo. É romântico? É. Mas é também uma saída muito fácil e preguiçosa para um problema que o próprio roteiro criou sem necessidade.

Pontas soltas e subtramas mornas

O episódio correu tanto para resolver o casal principal que esqueceu do resto. A história da irmã da Da-rim foi mal aproveitada; ela serviu apenas para levar a protagonista para Jeju e depois foi esquecida no churrasco.

E o casal secundário, Ha-yeong e Seon-u? Tivemos aquele susto com o desaparecimento do Jun (que só estava dormindo, ufa!), o que aproximou os dois, mas o final deles foi morno, apenas sugerindo um futuro juntos. Faltou um fechamento mais concreto para personagens que acompanhamos por tanto tempo.

Conclusão

O final de “Beijo Explosivo” deixa uma sensação agridoce. Por um lado, entregou o fan service que todos queriam: o casal junto, casamento, dois filhos e até uma dancinha final com todo o elenco. A mensagem de que o amor verdadeiro sobrevive até ao esquecimento é bonita. Por outro, a execução foi atrapalhada, apressada e dependente de tropos cansativos como a amnésia milagrosa.

Para quem busca uma comédia romântica leve e está disposto a perdoar furos de roteiro e clichês exagerados em nome de um final feliz, a série ainda vale a recomendação. Mas para quem esperava uma conclusão à altura da química do casal, o episódio 14 foi, ironicamente, um beijo que quase explodiu a qualidade da série.

Onde assistir ao dorama Beijo Explosivo?

Trailer de Beijo Explosivo (2025)

YouTube player

Elenco de Beijo Explosivo da Netflix

  • Jang Ki-yong
  • Ahn Eun-jin
  • Kim Mu-jun
  • Woo Da-vi
  • Nam Kee-ae
  • Cha Mi-kyeong
  • Choi Kwang-Il
  • Seo Sang-won
  • Seo Jeong-yeon
  • Park Jin-woo
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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