Chegamos na metade da segunda temporada de Fallout e, sinceramente, parece que a série finalmente parou de apenas preparar o terreno e decidiu torcer a faca. Se até agora a gente via o apocalipse como dois tempos distintos — o “antes” e o “depois” —, o episódio “O Demônio na Neve” veio para misturar tudo de um jeito aterrorizante.
Com referências pesadas aos jogos e uma dose cavalar de desenvolvimento de personagem (às vezes literal, no caso da Lucy), este capítulo conecta a guerra do passado com o horror do presente, entregando o que talvez seja o momento mais tenso e caótico da temporada até agora.
Sinopse
O episódio começa com um flashback brutal no Front do Alasca, antes das bombas caírem. Vemos um Cooper Howard (Walton Goggins) ainda humano, lidando com a falha armadura T-45 e testemunhando algo que não deveria estar ali: um Deathclaw dizimando soldados, mas curiosamente poupando sua vida. De volta ao presente, Lucy (Ella Purnell) se recupera no que sobrou da RNC com a ajuda de drogas pesadas (Buffout), o que a deixa… digamos, bem mais solta e violenta enquanto ela e o Ghoul chegam aos arredores de Las Vegas e enfrentam uma gangue de ghouls imitadores do Elvis.
Paralelamente, o caos reina na base da Brotherhood of Steel. Maximus (Aaron Moten) e Thaddeus retornam disfarçados, mas a tensão explode em uma guerra civil interna entre os Anciãos, forçando Maximus a tomar decisões drásticas sem ter um plano concreto. Nos Refúgios 31, 32 e 33, a trama política se complica com a crise hídrica e os segredos de Stephanie, que parece saber muito mais sobre os planos da Vault-Tec do que deixa transparecer.
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Resenha crítica do episódio 4 da temporada 2 de Fallout
O terror no gelo e a presença do Deathclaw
A gente precisava falar desse monstro. A introdução no Alasca funcionou quase como um filme de terror. Ver o Cooper encarando o Deathclaw — uma das criaturas mais icônicas e temidas dos jogos — foi sensacional. A série acertou em cheio ao usar efeitos práticos (aquele close na cabeça animatrônica foi de arrepiar) misturados com CGI para dar peso ao bicho.
O mais interessante aqui não é só o “fan service”, mas a implicação narrativa. Fica claro que essas bestas não são apenas mutações aleatórias, mas armas biológicas desenvolvidas pelo próprio governo ou pela Vault-Tec antes mesmo do fim do mundo.
O fato do monstro não atacar o Cooper no passado cria um mistério intrigante: será que a criatura reconheceu algo nele ou em seu equipamento? E ver o Ghoul, no presente, sentir medo genuíno ao reencontrar um desses em New Vegas, muda totalmente a dinâmica. Se o cara mais durão do Ermo está apavorado, a gente sabe que a coisa ficou séria.

Lucy: a química da violência
A Lucy vinha precisando de um chacoalhada, e ela veio em forma de vício. Ver a protagonista certinha sob o efeito de esteroides Buffout foi, ao mesmo tempo, hilário e preocupante. A cena dela massacrando os ghouls vestidos de Elvis ao som de música animada foi o puro suco de Fallout: ultraviolência misturada com comédia absurda.
Por outro lado, essa mudança brusca de personalidade me deixou com uma pulga atrás da orelha. Foi divertido ver ela se soltando e o Ghoul aprovando essa nova versão “sanguinária”, mas fica a dúvida se isso é desenvolvimento real de personagem ou apenas o efeito das drogas. A série demorou quatro episódios para explorar o lado sombrio dela, e espero que, quando a brisa passar, ela tenha que lidar com as consequências morais de quem ela se tornou nesse episódio.
O caos improvisado de Maximus
Maximus continua sendo um dos heróis mais atípicos da TV atual. Ele não é o estrategista genial; ele é apenas um cara tentando fazer a coisa certa enquanto tudo desmorona. A sequência na base da Brotherhood foi de tirar o fôlego, lembrando aqueles momentos de Game of Thrones onde a tensão política explode em violência repentina.
A confissão dele para o Quintus — de que ele não tem um plano e as coisas “simplesmente acontecem” — define perfeitamente o personagem. Ele age por instinto e moralidade, não por lógica militar. A guerra civil que ele acidentalmente desencadeou (com Thaddeus desajeitado na armadura ao fundo, garantindo o alívio cômico) mudou completamente o equilíbrio de poder. É fascinante ver como a série consegue equilibrar esse drama pesado com o humor físico das armaduras desajeitadas.
Mistérios subterrâneos
Enquanto o pau quebra na superfície, a trama nos Refúgios 31, 32 e 33 segue num ritmo mais lento, mas não menos importante. A atmosfera está mudando de “comédia de escritório” para um suspense mais sombrio. A revelação de que a Stephanie (do 31) tem segredos guardados e uma postura arrogante sobre “coisas de Supervisor” adiciona uma camada necessária de intriga.
Embora essa parte da história pareça estar perdendo fôlego em comparação com a ação em Vegas, os detalhes sobre a crise da água e os experimentos da Vault-Tec sugerem que uma bomba (metafórica) está prestes a explodir lá embaixo também.
Conclusão
“O Demônio na Neve” é um excelente episódio de meio de temporada. Ele consegue expandir a mitologia da série, conectar o passado ao presente de forma orgânica e entregar as cenas de ação que os fãs dos jogos tanto queriam (o uso do V.A.T.S. na luta da Lucy foi um toque de mestre).
Apesar de a trama dos Refúgios parecer um pouco desconectada da urgência da superfície, o episódio 4 a temporada 2 de Fallout compensa com o drama explosivo da Brotherhood e a chegada tensa a New Vegas. Fallout provou aqui que sabe misturar horror, comédia e drama político sem perder a mão. Agora, com Lucy e o Ghoul encarando um Deathclaw com pouca munição e Maximus fugindo de uma guerra civil, a segunda metade da temporada promete ser insana.
Onde assistir à 2ª temporada de Fallout?
Trailer da temporada 2 de Fallout
Elenco da segunda temporada de Fallout
- Ella Purnell
- Walton Goggins
- Aaron Moten
- Moises Arias
- Leer Leary
- Frances Turner
- Leslie Uggams
- Annabel O’Hagan


















