Se a segunda temporada de Fallout vinha focando em quem vai liderar o futuro do Ermo, o sexto episódio, intitulado “O Outro Jogador”, chega para bagunçar o tabuleiro e nos fazer questionar quem são os verdadeiros vilões.
Este não é apenas um episódio de transição para o final; é uma hora obrigatória que recontextualiza tudo o que achávamos saber sobre os personagens moralmente cinzentos da série. Com revelações pesadas sobre o passado corporativo e encontros inesperados no presente, a série prova que ainda tem muitos segredos na manga.
Sinopse
O episódio divide-se entre flashbacks reveladores e o presente caótico. No passado, vemos Cooper Howard confrontar sua esposa, Barb, sobre os planos da Vault-Tec, descobrindo que ela é apenas uma peça substituível pressionada por forças maiores — especificamente, o Enclave. No presente, Cooper (o Ghoul), à beira de se tornar feral enquanto está empalado em uma estaca, é resgatado por uma criatura misteriosa.
Enquanto isso, Lucy acorda em uma recriação bizarra de seu lar dentro dos escritórios da Vault-Tec, onde seu pai, Hank MacLean, tenta justificar suas ações manipuladoras. Paralelamente, nos Refúgios 31, 32 e 33, a crise da água se agrava e segredos sobre casamentos arranjados começam a surgir, ameaçando a liderança da Supervisora Betty. Por fim, Maximus e Thaddeus, agora sem a armadura, seguem Dogmeat e acabam encontrando o Ghoul, unindo os núcleos narrativos.
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Resenha crítica do episódio 6 da temporada 2 de Fallout
A humanidade por trás do “monstro” Barb
O ponto alto do episódio é, sem dúvida, o aprofundamento na personagem de Barb. Até agora, nós a víamos pelos olhos de Cooper como a executiva fria capaz de destruir o mundo. Mas “O Outro Jogador” vira esse jogo ao mostrar que ela não é o monstro que pensávamos, mas sim uma mulher encurralada. A cena em que ela chora olhando para a família e o momento tenso no elevador com o Dr. Siggi Wilzig (sim, ele voltou nos flashbacks!) revelam que ela está agindo sob ameaça direta do Enclave: se ela não seguir o plano, sua família morre.
Essa virada transforma Barb de uma vilã odiada em uma das figuras mais complexas e trágicas da série. A revelação de que ela escolheu ajudar Cooper no passado, injetando o dispositivo em Hank (que guardava a fusão a frio no pescoço esse tempo todo), adiciona uma camada de heroísmo desesperado às suas ações.

O teste de moralidade de Lucy
Se Barb luta contra o sistema no passado, Lucy enfrenta seu próprio inferno moral no presente. A dinâmica entre ela e Hank é fascinante e perturbadora. Hank não age como um vilão de desenho animado; ele tenta convencer a filha de que o controle absoluto — via dispositivos de controle mental — é a única forma de impedir que a humanidade se destrua.
O roteiro brilha ao colocar Lucy em uma posição impossível: para salvar a vida de um soldado da NCR que estava sendo atacado por um membro da Legião, ela é forçada a ativar o controle mental, essencialmente provando o ponto de seu pai de que a “paz” exige a perda do livre-arbítrio. É um momento de quebra para a personagem, que vê seus ideais do Refúgio colidirem violentamente com a realidade brutal, sugerindo que o Ermo pode estar mudando quem ela é.
Fan service de qualidade: o super mutante
Para os fãs dos jogos, o episódio entrega um presente daqueles. A introdução dos Super Mutantes não é apenas visualmente impressionante, mas traz peso narrativo. O “monstro verde” que salva o Ghoul não é um bruto qualquer; ele é articulado, quer vingança contra o Enclave e é dublado por ninguém menos que Ron Perlman, a voz icônica da narração “War never changes” dos jogos.
A interação entre o Ghoul e o Super Mutante expande a mitologia da série, confirmando que o Enclave é o inimigo comum que deve unir as facções. Além disso, ver Cooper quase sucumbindo ao estado feral e se agarrando às memórias de sua filha para sobreviver humaniza o anti-herói de uma forma tocante.
Ritmo e tramas paralelas
Embora o episódio seja excelente, ele sofre um pouco do mal de “preparação de terreno”. A trama dentro dos Refúgios, com a crise da água e a revolta liderada por Reg, embora interessante, parece caminhar a passos lentos em comparação com a urgência da superfície. No entanto, a descoberta de Chet sobre seu casamento arranjado com Steph adiciona uma tensão necessária que promete explodir em breve.
Por outro lado, a amizade entre Maximus e Thaddeus continua sendo um alívio cômico e emocional bem-vindo. Ver a dupla finalmente se reunir com o Ghoul (graças ao faro de Dogmeat) cria uma expectativa enorme para o time inusitado que se formou para a reta final.
Conclusão
O episódio 6 da temporada 2 de Fallout é inteligente e crucial e eleva o nível da temporada. Ele consegue equilibrar respostas satisfatórias — finalmente entendemos a motivação de Barb e o papel do Enclave — com novos dilemas morais para seus protagonistas.
Ao humanizar os “vilões” e testar a integridade dos “heróis”, Fallout prepara o palco para um final de temporada que promete ser explosivo. Com todas as peças (e monstros) agora no lugar, a guerra contra o Enclave parece inevitável.
Onde assistir à 2ª temporada de Fallout?
Trailer da temporada 2 de Fallout
Elenco da segunda temporada de Fallout
- Ella Purnell
- Walton Goggins
- Aaron Moten
- Moises Arias
- Leer Leary
- Frances Turner
- Leslie Uggams
- Annabel O’Hagan


















