Se você passou a temporada inteira esperando ver New Vegas em toda a sua glória decadente e perigosa, o final da temporada 2 de Fallout, intitulado “A Strip”, veio para cobrar a conta. Depois de sete episódios construindo tensão em três refúgios diferentes e no deserto de Mojave, a série entrega um desfecho que é, ao mesmo tempo, uma montanha-russa de ação e um enorme “trailer” para o que vem por aí.
É aquele tipo de final que resolve arcos emocionais importantes, mas deixa a sensação de que a verdadeira guerra só vai começar ano que vem.
Sinopse
Em “A Strip”, as peças finalmente se encontram no tabuleiro de New Vegas. A guerra civil da Legião chega ao fim de forma brutal quando Lacerta Legate (vivido por Macaulay Culkin) encontra o corpo de Caesar e um bilhete dizendo que a Legião deveria acabar com ele; Lacerta, num movimento de pura ambição, come o bilhete, mata a testemunha e se autoproclama o novo Caesar, marchando para Vegas.
Enquanto isso, o Necrótico (Ghoul) faz um pacto com um Mr. House agora digitalizado: ele poupa o diodo de Fusão a Frio em troca de acesso ao cofre onde sua família estaria. Já Maximus, vestindo a armadura da NCR, enfrenta uma horda de Deathclaws em Freeside enquanto a população faz apostas sobre sua sobrevivência.
No clímax emocional, Lucy confronta seu pai, Hank, descobrindo que ele trabalha para a Enclave e que planejava controlá-la mentalmente. O confronto termina de forma trágica quando Hank apaga a própria memória para proteger os segredos da organização,. Ah, e no Refúgio 31, Norm e Claudia escapam por pouco de um massacre causado por baratas gigantes.
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Resenha crítica do episódio 8 da temporada 2 de Fallout
O fim da inocência
O coração deste episódio, e talvez da série toda, bate mais forte quando foca no trio principal. A jornada de Lucy atinge um ponto de ruptura devastador. Ver ela tendo que “sacrificar” a congressista Diane Welch (que estava reduzida a uma cabeça num jarro) já foi pesado, mas o confronto com o pai foi o verdadeiro golpe.
As atuações de Ella Purnell e Kyle MacLachlan venderam perfeitamente a tragédia de uma filha que perde o pai duas vezes: primeiro para a ideologia da Enclave e, finalmente, para o apagamento de memória voluntário dele. Foi um final agridoce que solidificou que a “inocência” da Lucy se foi, mas sua bússola moral continua intacta.
Do outro lado, temos o arco do Necrótico ganhando uma camada de esperança que a gente não via há 200 anos. A descoberta de que as cápsulas criogênicas da família estavam vazias poderia ter sido apenas mais uma tragédia, mas o cartão postal apontando para o “Colorado” transformou o desespero em propósito,. É fascinante ver a humanidade do Cooper ressurgindo por baixo daquela maquiagem de ghoul.

Ação brutal e o “Deus Ex Machina” da NCR
Se você queria ver Deathclaws, o episódio entregou — e muito. A luta do Maximus contra as criaturas foi visceral, com o CGI segurando bem a onda mesmo à luz do dia. Ver o Maximus sair da armadura destruída e encarar os monstros apenas com um escudo de roleta e um taco de sinuca foi o momento de herói que ele merecia, provando que ele se tornou o “homem bom” que o pai dele previu.
Porém, nem tudo são flores. A chegada da Nova República da Califórnia (NCR) para salvar o dia no último segundo soou um pouco conveniente demais, quase um “deus ex machina” para tirar o Maximus daquela enrascada. Embora ver os snipers e os uniformes clássicos da NCR dê aquele arrepio de fan service, a inserção deles na batalha final pareceu um pouco apressada, servindo mais como um teaser do poderio militar deles para a próxima temporada do que uma resolução orgânica.
Os tropeços do roteiro e o “setup” excessivo
O maior problema de “A Strip” é que ele tenta fazer muita coisa em pouco tempo — o episódio não chega nem a 60 minutos. Isso fica evidente no núcleo do Refúgio 31. A trama do Norm, que foi tão intrigante durante a temporada, terminou de forma meio anticlimática com um ataque de baratas (radroaches) e ele apenas fugindo com a Claudia. Parece que os roteiristas não sabiam muito bem como encerrar esse arco agora e apenas empurraram com a barriga para a 3ª temporada.
Além disso, o episódio sofre do mal de ser uma “ponte”. Temos a revelação da Enclave como os verdadeiros vilões, a ascensão do novo Caesar, o despertar da Steph como uma agente adormecida ativando a “Fase 2” e o Ghoul indo para o Colorado. É muita promessa e pouca conclusão definitiva para as tramas atuais. A guerra entre a Legião e a NCR, por exemplo, mal começou e já subiram os créditos.
Conclusão
O final da temporada 2 de Fallout é competente, emocionante e visualmente impactante, mas deixa um gosto de “quero mais” que beira a frustração. Ele acerta em cheio ao focar nos sentimentos de seus protagonistas — Lucy, Maximus e o Ghoul terminam a temporada transformados e com novos propósitos. No entanto, ao tentar preparar o terreno para tantas tramas futuras (Colorado, Enclave, Liberty Prime), o episódio acaba sacrificando o fechamento de histórias importantes do presente, como o destino imediato dos refúgios.
No fim das contas, a série aposta alto na esperança de que voltaremos para ver o desenrolar dessa bagunça. E, convenhamos, depois daquela cena pós-créditos mostrando a Irmandade do Aço com os planos do Liberty Prime Alpha, a gente com certeza vai voltar.
Onde assistir à 2ª temporada de Fallout?
Trailer da temporada 2 de Fallout
Elenco da segunda temporada de Fallout
- Ella Purnell
- Walton Goggins
- Aaron Moten
- Moises Arias
- Leer Leary
- Frances Turner
- Leslie Uggams
- Annabel O’Hagan


















